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INCUMPRIMENTO
DA CARTA EUROPEIA DAS LÍNGUAS REGIONAIS OU MINORITARIAS
Conselho
da Europa pede-lhe explicações à Espanha pela não
recepção na Galiza das TVs e rádios portuguesas
PRTPG.
25-09-2005. TVSPTNAGALIZA. Conselho da Europa vem de publicar o passado
22 de Setembro de 2005, um relatório
detalhado sobre o grau de cumprimento da Carta
Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias
por parte do Estado espanhol.
No caso
da Galiza, as conclusões do relatório ficam nitidamente claras
relativamente ao pouco respeito que as autoridades espanholas têm pelos
direitos linguísticos e culturais dos cidadãos e cidadãs
lusófonos/as da Galiza, ficando clara a obstrução sistemática
que o Estado espanhol faz a respeito do relacionamento linguístico
e cultural entre a Galiza e Portugal.
Concretamente
no Artigo 11.b da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias,
ratificada pelo Governo espanhol no ano 1992, afirma-se textualmente: "As
partes comprometem-se a garantir a liberdade de recepção directa
das emissões de rádio e televisão dos países vizinhos
numa língua falada de maneira idêntica ou parecida a uma língua
regional ou minoritária, e a não opor-se à retransmissão
de emissões de rádio e de televisão dos países
vizinhos em dita língua. Mais além disso, comprometem-se a velar
para que não se imponha nenhuma restrição à liberdade
de expressão e à livre circulação de informação
numa língua falada de maneira idêntica ou parecida a uma língua
regional ou minoritária..."
Porém, o informe do conselho europeu, alerta do flagrante incumprimento do Artigo 11.b por parte da Espanha, ao afirmar textualmente que "O governo espanhol não formulou comentários sobre a recepção na Galiza de programas de rádio e televisão em português..."
Desde a Plataforma para a Recepçom das Televisões e Rádios portuguesas na Galiza, parabenizamos ao Conselho da Europa pela amplitude e exactidão do relatório apresentado, e encorajamos ao organismo europeu, a exigir-lhe ao Governo espanhol o máximo respeito pelos direitos linguísticos e culturais do povo galego.
Na mesma linha, reclamamos do Governo autónomo galego, o inicio sem mais demora, dos trâmites necessários para que se possam receber quanto antes na Galiza os sinais de Rádio e TV portuguesas.