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REVISTA PORTUGALIZA. Portugal ocupa o 5º posto na tabela de países da UE segundo a percentagem de população que acede a Internet.
Assim aponta o informe publicado recentemente pelo jornal espanhol El Pais, no que se indica o número de pessoas que acedem a Internet em cada um dos 25 países da União Europeia.
Segundo
esta informação, extraída do ICANN (organismo que faz
a gestão do registro de domínios a nível internacional),
só quatro estados da UE superam a Portugal quanto a penetração
e popularidade de Internet. E os quatro pertencem à área nórdica
europeia, cujo desenrolo social e cultural tem sido historicamente superior
ao do resto da Europa. Assim, só Dinamarca com um 69,14% de população
que acede normalmente à rede; Suécia (69%); Finlândia
(63,01%) e Holanda (60,62%), superam a Portugal nesta tabela, que com um 60,30%,
ocupa o quinto lugar da União Europeia.
O informe, deita luz sobre as importantes eivas existentes em muitos Estados da UE, quanto ao grau de avanço e popularidade que as novas tecnologias (nomeadamente o acesso a Internet), têm.
É por isto importante, que no espaço Portugalego, se vaiam artelhando estratégias conjuntas entre Portugal e a Galiza com o fim de potenciar o avanço da comunicação através da Internet, para tentar converter a rede de redes, numa ferramenta de uso crítico, alternativo e democrático. Neste sentido, podemos observar nos últimos tempos, importantes sinais positivas neste sentido, como o projecto Indymedia Portugaliza: neste momento na fase preliminar do seu desenvolvimento, mas que já está permitindo a abertura dum importante canal comunicativo entre os movimentos sociais da Galiza e Portugal. O Portal Galego da Língua, ferramenta fundamental na procura da coesão e unidade da comunidade linguística galego-portuguesa. Ou mesmo a rede de alta capacidade Torga, que em honra ao escritor Trasmontano vai permitir uma ligação cibernética de muito boa qualidade entre as universidades portuguesas e galegas.
São estes
passos pioneiros, muito importantes, cara a reconstrução e integração
do espaço territorial Portugalego. Integração territorial,
que na era da informação, define-se fundamentalmente pela capacidade
de agir e criar comunidades digitais unificadas de cultura, de língua,
de troca económica, de acção social, independentemente
das delimitadoras fronteiras físicas ou políticas. Onde o fundamental
é a criação e geração de conteúdos
de intervenção nos territórios de acção.
Na era da Internet, os espaços geográficos físicos não
poderão existir sem a sua articulação prévia através
do ciberespaço, através das comunidades geográficas digitais.
Ligações relacionadas:
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Galego da Língua
Projecto
Torga