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A transmissão da língua na família e nas classes
Segunda, 22 Março 2004 (22:02) |
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Celso Alvarez Cáccamo
22 de Março de 2004
Se, como se descreveu num texto anterior (Osmose e redes sociais na transmissão da língua: O papel dos locais sociais) a língua é um recurso (cultural, simbólico, material) que se transmite e circula por redes sociais, a pergunta básica é como abordarmos a sua transmissão nas redes centrais na organização do corpo social: a família. A família é a estrutura que reproduz (em vários sentidos da palavra) a hierarquia. As sequelas da família como experiência duram toda a vida, até gerações: arrastamos os cadáveres familiares como os povos arrastam a sua história. Nações inteiras arrastam o seu cadáver, até que o fedor pesa de mais e uns iluminados cortam o saco vitelino dos mortos e nasce algo novo. [+...]
Quisera poder dizer que a transmissão da língua galega portuguesa que no nosso país está a perder o apelido é algo crucial para a emancipação social. Mas provavelmente não o seja. A transmissão intergeracional da língua, e a sua necessária revolução formal, são simplesmente sintomas de resistência. Quando um colectivo é incapaz de levar adiante o seu ideal, algo substancial fracassa. Não é obrigatório que essa utopia seja assumida por todos ao começo: pode-se construir nação dentro da nación, língua dentro da lengua e da lingua, e resistir confiando que os cépticos que ficaram fora escolham esta opção como a menos má para a sua pervivência. Mas, como fazer isto, desde que âmbitos, com que tácticas sociais, com que discursos? Eis a múltipla pergunta que nenhum activismo linguístico da Galiza aborda na altura, provavelmente porque não sabe como.
Ignoro muito sobre a estrutura social da Galiza e sobre a própria estrutura da família como para oferecer, até para mim próprio, qualquer dica plausível sobre essas perguntas. Mas alguns fáceis razoamentos sobre as relações entre língua e sociedade, e algumas fáceis metáforas, podem ajudar a compreender a situação.
Nas sociedades de classes, a língua é sempre um instrumento para o que se deu em chamar "avanço social". O "avanço social" consiste simplesmente na mobilidade social ascendente, que se dá quando, na hierárquica geometria da sociedade, um próprio ou, sobretudo, os seus filhos, chegam a alcançar uma situação "mais alta" em termos de recursos económicos, capacidade aquisitiva, reconhecimento social e símbolos de estátus. Estes recursos (dinheiro e símbolos) são de distinta natureza e circulam de maneiras distintas, mas no circuíto de mercado -explica Pierre Bourdieu- são até certo ponto formas intercambiáveis de capital: eu exibo língua (uma língua dada), e obtenho posição social. Como, exactamente? Uma via é através do valor de troco específico da Língua (reflectido, por exemplo, em títulos académicos de valor estandardizado) em certos âmbitos ocupacionais (ensino, burocracia, serviços de tradução, "indústrias da língua", etc.). Outra via muito importante é através do reconhecimento dos outros, em redes específicas, da minha exibição de Língua como símbolo legítimo, e, portanto, através da abertura de possibilidades de trabalho, casamentos "ascendentes", etc.
É lugar comum dizer que, na Galiza, a aculturação e assimilação à língua espanhola (que chamarei La Lengua para não confundir-nos) têm funcionado segundo esta lógica desde, polo menos, começos do século XIX: a perda de falantes de galego explica-se comumente como um processo polo qual La Lengua foi "descendo" desde as capas altas (burguesia - classes meias - classes trabalhadoras), que tentavam emular e aproximar-se das superiores. Mas esta explicação não pode dar conta de tudo do que está a acontecer. Como pode "baixar" socialmente uma língua desenhada para subir? Acho que algo falha ou algo falhou ao longo do processo, e tentarei expor por quê.
Distingamos, em primeiro lugar, os âmbitos rural e urbano. No âmbito rural, relativamente imóvel e estável durante séculos em termos de sistemas ocupacionais e de relações entre as estruturas sociais básicas (família e paróquia), o uso do galego era exclusivo ou muito dominante nas redes sociais densas (muitas pessoas interligadas por contactos frequentes), fechadas (sem novas incorporações habituais à rede) e multiplex (ligações estabelecidas em função de múltiplos tipos de relação social). Assim, o indivíduo A relacionava-se com B em galego porque eram simultaneamente membros da mesma família, do mesmo grupo de trabalho na exploração rural, da mesma paróquia. As fortes funções relacionais da língua no seio da família transferiam-se assim às redes do trabalho ou da paróquia. O objectivo do ascenso social limitava-se a melhorar as condições económicas de geração em geração, a enviar algum filho ao exército ou ao sacerdócio, ou a emigrar. Mas não havia verdadeiramente muitas expectativas de "avanço social" a meio de uma Lengua espanhola que era materialmente estrangeira e, além de uns poucos usos rituais, materialmente desconhecida.
Com a urbanização (desruralização), porém, vão-se modificar substancialmente as funções relacionais do galego e da Lengua espanhola. Na cidade interage-se sobretudo em redes abertas pouco densas (contactos mais ocasionais) e simplex (relacionamo-nos com alguém em função de apenas um tipo de papel social: amigo/a-amigo/a, empregado/a-chefe/a, etc.). E a língua neutra por excelência para estas redes urbanas é o espanhol. A emigração à cidade significa a possibilidade de "avanço social". E para avançar não só há que falar espanhol, mas, sobretudo, há que falar espanhol aos filhos, na esperança, tipicamente, de que os varões consigam um trabalho melhor e de que as mulheres "casem bem" (em inglês diz-se "casar para acima", to marry up), quer dizer, casem com um membro dum estrato superior que já fala espanhol (é reconhecido o papel mais avançado das mulheres na mudança sociolinguística, até para -evidentemente- a assimilação à língua dominante). Portanto, para estes propósitos, no novo âmbito urbano pode-se manter em galego a comunicação "horizontal" entre pai e mãe, mas a comunicação "vertical" entre pais e filhos deve ser em espanhol para estes adquirirem os recursos dos quais os primeiros carecem.
Ora bem, se este mecanismo de ascenso e selecção social funcionasse na Galiza (se La Lengua tivesse sido e fosse um instrumento para o "avanço social" ascendente), realmente não se estaria a dar a situação actual, com tal penetração maciça do espanhol nos estratos baixos. É paradoxal que uma língua dominante "baixe" quando a sua função social é facilitar que a gente "suba". Tentarei de expor uma explicação possível a este aparente paradoxo.
Numa sociedade galega com mobilidade social real, idealmente, se a maior parte dum estrato ou classe galego-falante inicial educasse os seus filhos em espanhol para emular as classes urbanas superiores e para permitir os seus filhos se relacionarem em (fictícia) igualdade com elas, é de imaginar que muitos destes filhos ascenderiam socialmente: obteriam trabalhos melhores, ou "casariam bem". Agora as classes meias, já espanhol-falantes, seriam algo mais largas. Mas como a mobilidade social continua "para acima", os estratos superiores das classes meias espanhol-falantes também ascenderiam. Quanto mais arriba, mais acumulação de capital (de vários tipos) se dá, mas não mais Lengua. Assim, o resultado da função mobilizadora ascendente do espanhol poderia ser uma ligeira ampliação das capas meias espanhol-falantes, mas não uma acentuada penetração da Lengua para "abaixo", pois o grosso dos falantes desta língua (La Lengua) estariam de cada vez mais "arriba".
Continuando com a idealização, uma minoria das classes trabalhadoras assimiladas ao espanhol não ascenderiam, claro, e manteriam o estátus dos seus pais, mas falariam já espanhol. Mas o influxo galego-falante do campo à cidade deveria manter em proporções mais ou menos constantes a distribuição das línguas no seio destas classes trabalhadores: majoritariamente galego-falantes. (Além, não todo mundo se assimila: continuaria e continua a haver galego-falantes que transmitem o galego na família). Porém, evidentemente a distribuição estável por classes não é o caso actual: não há nem manutenção da língua nas classes trabalhadoras, mas perda gradual. No âmbito urbano, o uso do galego com os filhos é terrivelmente minoritário em todas as classes sociais. Mesmo entre os pais, as cifras de galego-falantes são muito baixas.
Portanto, por que não se dá a situação típica de função da Lengua para o ascenso social? Será porque as classes meias assimiladas e já espanhol-falantes "descem" de estátus de geração em geração? Ou será, antes, porque, apesar da tentativa de ascenso através do idioma, as classes originariamente galego-falantes que se assimilam simplesmente não ascendem? Os pais educam os seus filhos em espanhol para lhes fazer a vida social mais fácil. Mesmo quando a língua da casa é o galego-português, a vida na escola, claro, faz com que os meninhos adquiram o espanhol como língua de relação com seu grupo geracional. Mas os filhos, relativamente falando, afinal não ascendem socialmente. Alguns poderão ter, em termos absolutos, mais recursos e uma vida mais cómoda do que os pais. Mas, como grupo, vão ocupar o mesmo lugar social subalterno relativo e ocupações comparáveis às das gerações passadas. Não "baixa" o espanhol não: deixam de "subir" os novos espanhol-falantes! La Lengua prometida oferece-nos um famoso provérbio que resume cruamente esta situação: Aunque la mona se vista de seda, mona se queda. Esta miragem de falso ascenso social através do idioma reproduz-se em todos os níveis. E os poucos galego-falantes que ainda mantendo o idioma ascendem, não fazem massa suficiente como para se constituir em pontos de referência social para a emulação de condutas por parte dos que permanecem em estratos inferiores: a experiência dos galegófonos "com sucesso" também é excepcional, não paradigmática dum processo social.
Portanto, a causa primeira da perda acelerada do idioma na Galiza não é o próprio mecanismo nocivo e universal de selecção social a meio do idioma: é a falta de mobilidade social real, de dinamismo económico (e disto há dados macro-económicos evidentes), até dentro da lógica capitalista. A lógica capitalista na Galiza leva décadas, se não um par de séculos, a jogar com o famoso fraude comercial da "pirâmide" a grande escala: oferece socialmente investir em Lengua prometendo o ascenso, mas os que ascendem já tinham Lengua e posição alta de antemão.
Em contraste, em qualquer sociedade verdadeiramente "de mercado" onde existe dinamismo, grupos sociais definidos e coeridos por cultura, origem e/ou língua podem chegar a construir o que se chamam sistemas ocupacionais próprios: redes económicas, comerciais, empresariais levadas por membros do grupo, com reprodução da divisão vertical do trabalho, com elites ou proto-elites, com hierarquias sociais internas (como de facto ainda se dá no âmbito rural), com alianças comprometidas entre elas, e portanto com potenciais económicos que se estendem além das fronteiras da "minoria". São estes grupos que podem ameaçar as "essências nacionais" dominantes, porque os estratos inferiores não precisam emular as condutas das elites da cultura hegemónica: já têm as próprias. Em certas zonas dos Estados Unidos, por exemplo, a língua espanhola chegou nos últimos anos a constituir-se em "ameaça" para a anglofonia dominante (até o ponto de se promulgarem leis restritivas tipo English Only) só quando os hispanos imigrantes e filhos de imigrantes (e descendentes de populações hispano-mexicanas originárias antes da anexação polos EUA) chegaram a constituir, com os instrumentos da sociedade de mercado, sistemas ocupacionais próprios coeridos pola origem, cultura e língua comuns. Não me refiro ao caso (também excepcional) do Miami dos cubanos exilados ou auto-exilados, mas ao de cidades como San Antonio, em Texas. Por contra, mencione-se na Galiza algum sector económico (além da indústria editorial e editorial) onde a língua de relação seja o galego-português, onde trabalhem majoritariamente galego-falantes, onde se dê "lealdade" em termos de alianças económicas endógenas , e onde tanto a força de trabalho como a do capital falem em galego e falem aos seus filhos em galego. Mencione-se algum fragmento de cidade galega onde se poda dizer que, económica e socialmente, isso é a Galiza, não España. Compostela, tal vez? E essa é Galiza, ou "Galicia"?
Em resumo, sem sistemas ocupacionais próprios galegófonos, lusófonos, onde as gentes trabalhem, sejam contratadas e se relacionem em função de relações próximas, familiares, de vizinhança, etc., e que funcionem com capital "galego" e identificação "galega", as poucas experiências das empresas "galeguistas" (as que se apresentam "graficamente" como tais) ficarão em ilhas folclóricas que emitem as facturas em dialecto, sim, mas nas quais a língua que continuará a ser um vínculo e um recurso é La Lengua. E essa é na prática a língua nacional (la lengua nacional, evidentemente), não o totem idealizado e ideologizado do Galego.
Qual a tarefa, então? A tarefa é expandir essas redes urbanas de classes meias (comerciais, pequeno-burguesas) lusófonas, quer dizer, abrir uma cunha social ascendente que, como a famosa faixa central da "língua sande" que é o catalão (comprimido tradicionalmente entre duas talhadas de pão espanhol: uma, a alta burguesia e aristocracia urbanas hispanófilas, e outra as classes trabalhadoras imigrantes), sirva de ponto de referência para o avanço social. Não são as Zaras as que fazem país, mesmo se fossem galego-falantes: é o famoso tecido social e económico urbano. Estamos (se estamos!) polo menos vinte anos por detrás de países como Catalunha nesta tarefa. E é duvidoso que a Galiza poda fazê-lo com a força económica própria, sem relacionamento efectivo transfronteiriço com as redes económicas lusófonas onde a língua (quer dizer, agora sim A Língua) sim que funciona -dentro da aborrecível lógica que faz as nações- como instrumento para o "avanço social": Portugal.
Em definitivo, é o âmbito da família, como principal canal de transmissão intergeracional da língua, que o activismo linguístico lusófono deve abordar com uma seriedade que até agora está ausente. Mas tentei dizer que a "família" é sobretudo um agregado primitivo de corpos cinzelados para o trabalho assalariado: uma fábrica que fabrica operários a base de Cola-Cao. E a "família" falará a Língua que lhe prometa, eleitoralmente (nacionalmente), o pão para os filhos.
Nota: Pode fazer descarga do arquivo em formato pdf aqui ou ainda pode lê-lo em formato html aqui.
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Re: A transmissão da língua na família e nas classes (Pontuaçom: 0) por Visitante em Terça, 23 Março 2004 (14:42) | Acho moitas coincidencias nas palavras de Caccamo e o que eu penso sobre a situaçom da Lingua na Galiza pero para chegar ao que propugna é necesario que primeiro haja uma conciencia nacional que, hoje por hoje, é minoritaria.
Na minha opiniom, nom existe uma conciencia nacional nem de classe nos galego falantes, só fai falta ver quem goberna e como naquelas zonas máis rurais, máis galego falantes. No momento em que essas pessoas tomem conciencia da súa identidade poderemos trocar a situaçom e conseguir que a nossa lingua seja nossa. |
Sempre com o mesmo? Nom, obrigado (Pontuaçom: 0) por Visitante em Terça, 23 Março 2004 (17:54) | Sinceramente acho que nom tendes muitas coincidências nas análises tu e Cáccamo......QUEM LEVANTOU O GALEGO NO XIX, OS CAMPONESES?, OS POUCOS OPERÁRIOS?, OS MARINHEIROS?....
OU OS BURGUESES?? OU MEIO-BURGUESES??
TU ÉS UM OPERÁRIO? TENS TEMPO PARA PENSAR NA QUESTIONE DELLA LINGUA??
por favor 20 anos falando do mesmo, falando das mesmas SOLUÇONS, e que já cansades....
NOM FUNCIONAN, A ESTRATÉGIA DA MESA NOM FUNCIONA, QUANDO VOS IDES DAR DE CONTA!!!!
por enquanto vos dades de conta, no reintegracionismo trabalharemos para que isto se efective.
saúdos mais umha vez desiludidos
Alberte G.
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Re: DIRIGENTES DIRIGIDOS? (Pontuaçom: 1) por TOPICO em Quarta, 24 Março 2004 (14:01) (Informações do(a) Usuário(a) | Enviar a Mensagem) | O problema ou dificuldade elementar radica no facto da deserção dos dirigentes ou notáveis "galeguizadores":
Não há consciência nacional no povo porque não há consciência nacional dos seus dirigentes (estou a referir-me aos presumíveis galeguizadores, organizados ou não em grupos cívicos; não me refiro às instituições espanholas, como a "Junta de Galicia" ou a "Real Academia Galega" ou o "Instituto de la lengua gallega"...).
Porque todos esses presumíveis dirigentes, quando se trata da língua, declaram ser na realidade dirigidos... pelo povo, que eles deveriam dirigir.
Por que? Sem dúvida porque eles ignoram a sua língua nacional muito mais do que o povo, que é analfabeto em português, mas que o fala (ainda) com suficiente correção. |
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Eis o nosso Dr. Alvarez Cáccamo (Pontuaçom: 0) por Visitante em Terça, 23 Março 2004 (9:19) | Parabéns caro Celso, isto é o que precisamos, e ponho oração no idioma do império para que se me compreenda bem:
A vision without action is a dream
An action without vision is a nightmare
Precisamos visões como esta, precisamos acções prioritárias.
AGORA É REINTEGRACIONISMO!
José Ramom Pichel |
Re: Eis o nosso Dr. Alvarez Cáccamo (Pontuaçom: 0) por Visitante em Terça, 23 Março 2004 (10:16) | Concordo plenamente.
A visom é clara é magistralmente exprimida por Celso. Mas compre passar à acçom. Acho que nom é suficiente com activar essas redes familiares, iso ja estamos a faze-lo todos/as que temos a visom clara, e nom abonda. Precisamos instrumentos novos. Eis o que eu proponho:
1) Umha escola galega, integramente em galego-português (e nom só no que atinge ás aulas, mas tambem na fala habitual das crianças). Se os que temos meninhos e meninhas em idade escolar nos juntarmos em cada cidade e vila da Galiza, há alumnos sobrados. Ghetto? Sim, mas nom se pode estar em maior situaçom de ghetto do que estamos ja agora. Um sistema de escolas galegas actuará, amais, como sistema de referéncia social, dado o previsivel éxito académico e socioeconómico dos seus utentes.
2) Acceso á TV portuguesa já, como umha opçom mais. A minha filha nom entendía a TV em espanhol muito bem quando era mais cativa, e a poder de ve-la agora a entende perfeitamente; a portuguesa entende-a regular, mais se a olhara mais amiude (só accedemos a RTP internacional por satélite, pouco atractiva para crianças, mas nas fins de semana adora a programaçom infantil da RTP normal que apenas se sintoniza no sul de Ourense) já nom diría "falam em português, mas falam com sotaque português".
3) Um jornal em galego.
Todo esto é fácil de conquerir, nom se precisam grandes mudanças políticas, só umha acçom decisiva dos interessados/as. Se nom o conseguimos é porque somos uns chaínhas.
Jesús Requena |
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Re: Eis o nosso Dr. Alvarez Cáccamo (Pontuaçom: 1) por Isabelrei em Terça, 23 Março 2004 (14:20) (Informações do(a) Usuário(a) | Enviar a Mensagem) | "Se nom o conseguimos é porque somos uns chaínhas."
Totalmente, olha, T-O-T-A-L-M-E-N-T-E de acordo com esta afirmação descritiva e franca.
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Re: Eis o nosso Dr. Alvarez Cáccamo (Pontuaçom: 0) por Visitante em Quarta, 24 Março 2004 (7:32) | Quiça som ingénuo, mas acho que pouco, nom precisaria de muitos meios, as notícias som as mesmas em todos os jornais e venhem das agéncias, o importante é a linha editorial, os comentários, o tratamento e atençom à realidade circundante. Se um jornal electrónico como Vieiros é viabel, tambem o pode ser um impreso. Acho que o fracaso das tentativas até o de agora foi devido à perspectiva errada de tentar criar um jornal complexo e caro, semelhante aos que já existem (umha especie de "La Voz de Galicia" em versom mais ou menos galega). Eu penso numha publicaçom muito mais reduzida e ágil. Em qualquer caso, reitérome, se todo é apenas umha questom de quartos (um jornal galego é demasiado caro, um sistema de escolas galegas é demasiado caro...entom melhor é darmonos por vencidos e cada quém adicarse á saudosa leitura de Saramago, Pessoa e Rosalía, definitivamente instalados no espírito dumha "gauche divine" cara umha elegante extinçom colectiva e salvaçom individual.
Jesus Requena |
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Re: Eis o nosso Dr. Alvarez Cáccamo (Pontuaçom: 0) por Visitante em Quarta, 24 Março 2004 (18:35) | Eu tenho entendido (numa entrevista a Quintela, se não lembro mal) que é rendível, mas com dificuldades, porque os ingressos (essencialmente publicitários) não lhes permitem dar o salto à plena profissionalização. Neste último ponto andam polo bom caminho, pois os alunos de jornalismo podemos solicitar práticas de verão em Vieiros.
Edu
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Isso acho eu. (Pontuaçom: 0) por Visitante em Quarta, 24 Março 2004 (18:38) | Isso é o que acho eu. Para que uma segunda TVG? Eliminemos a que há (faz-nos perder quartos e está espanholizada totalmente) e promovamos uma RTP-Galiza onde possam trabalhar as poucas pessoas comprometidas com o idioma que há na TVG.
No caso do jornal galego, para que gastarmos o dinheiro se seria mais singelo aproivetar a infraestrutura dum jornal português importante para em colaboração com pequenos meios galegos (Novas da Galiza, na sua medida A Nosa Terra e outra publicações como TEMPOS Novos, etc.) poder criar uma edição galega doadamente comercializável... e até rendível.
Edu
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Re: JÁ EXISTEM ALGUNS: O FALCÃO DO MINHO... (Pontuaçom: 1) por TOPICO em Quarta, 24 Março 2004 (22:29) (Informações do(a) Usuário(a) | Enviar a Mensagem) | e 'Semanário Transmontano' e 'Crónicas do Barroso' integram ou integraram notícias da Galiza nas suas páginas. Apenas precisam de correpondentes e colaboradores...
Mas, por favor, escrevam neles em português. Ainda vão dirigidos maciçamente a portugueses. E mesmo que fossem dirigidos a galegos...
A recusação do "galego", mais declarada cada vez entre os cidadãos da Galiza, acho que obedece à evidência da sua castelhanização formal. Entre castelhano correto e mau castelhano os galegos não são parvos: preferem o correto. |
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Re: JÁ EXISTEM ALGUNS: O FALCÃO DO MINHO... (Pontuaçom: 1) por berto em Quinta, 25 Março 2004 (10:41) (Informações do(a) Usuário(a) | Enviar a Mensagem) | Eu trabalhei num bar onde se comprava o Falcão do Minho, e acho que só o liam os portugueses que vinham de férias, e algum empregado luso-reintegrata...
A respeito da TV portuguesa na Galiza, lembro-vos que a RTP foi tirada da oferta básica de R por ser um dos canais menos vistos...
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Re: JÁ EXISTEM ALGUNS: O FALCÃO DO MINHO... (Pontuaçom: 0) por Visitante em Quinta, 25 Março 2004 (11:39) | | Desconheço se a razão para ser tirada da grelha de R foi a falta de procura. Essa foi a informação oficialmas não temos a certeza.De resto, tratava-se da RTP internacional que é um bocadinho chata. Sei sim que no Barbança é apanhada a RTP e que não raro é visionada ocasionalmente pela rapaziada. |
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NÂO AOS DISCURSOS MERCANTILISTAS NEM VITIMISTAS: RTP na GALIZA JA, Já SE Acostumarám (Pontuaçom: 0) por Visitante em Quinta, 25 Março 2004 (15:56) | NÂO AOS DISCURSOS MERCANTILISTAS NEM VITIMISTAS: RTP na GALIZA JA,
Já se acostumará a gente à RTP, SIC, etc... quando leve 6 meses a olha-la todos os dias diante de sim na TV, não podemos cair nessa ideia do facto rendável, se ninguém a ve num começo, já a olharam depois, e mais ninguém (apos dos 12 meses da sua implantação) vai poder viver sem as TVs Portuguesas na Galiza. A ideia teria a ser:
TVG1 (gz-pt)
TVG2 (gz-pt)
TVE1 (es)
TVE2 (es)
RTP1 (gz-pt)
RTP2 (gz-pt)
SIC (gz-pt)
T5 (es)
A3 (gz-pt)
A3 (es)
C+ (es)
6 Canais em Galego-Português
5 Canais em Castelhano-Espanhol
Que mais podemos pedir... A Normalização ENFRENTE DE NOS !!!!!
ESTA É A LUTA:
http://burlanegra.vieiros.com/foro/read.php?f=3&i=4860&t=4860&lang=gal
Titulo III. MEIOS DE COMUNICAÇÂO.
Art.12.- Os poderes públicos galegos comprometeram-se a criar na Galiza uma rede de repetição de todas as TV e Rádios Portuguesas, de forma que num período máximo de cinco anos qualquer lugar da Galiza possa receber em perfeitas condições os sinais dos médios de difusão portugueses. Também se estimulará o intercâmbio de programação e produções entre as TV e Rádios galegas, portuguesas e do resto de países e comunidades lusófonas. Além disso, criara-se também um segundo canal de TV e Rádio pública na Galiza (TVG2 e RG2) de orientação cultural.
Art.13.- Os poderes públicos da Galiza fomentarão a difusão e espalhamento da literatura, cinema, imprensa lusófona na Galiza como elemento normalizador. Tratara-se neste ponto de estimular aos principais meios de imprensa e jornais portugueses para que criem e distribuam edições na Galiza.
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Re: NÂO AOS DISCURSOS MERCANTILISTAS NEM VITIMISTAS: RTP na GALIZA JA, Já SE Acostuma (Pontuaçom: 1) por ramonflores em Quinta, 25 Março 2004 (18:53) (Informações do(a) Usuário(a) | Enviar a Mensagem) http://members.tripod.com.br/ramonflores/ | Muito bonito, mas porque os poderes públicos da Galiza vam trocar a sua postura tradicional para fazer caso aos tolos lusistas?
Se temos que esperar a que sejam os ditos poderes públicos os que ajam para naturalizar o português na Galiza podemos esperar deitados, que sentados se quadra cansamos.
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