Espanhóis que insistem em falar castelhano em Portugal
Sábado, 8 Março 2008 (6:30)
Fenómeno crescente mesmo em pessoas que vivem e trabalham em Portugal há anos
PGL Portugal - Com a presença crescente de espanhóis em Portugal, por motivos profissionais e outros, tornam-se mais evidentes aqueles cidadãos/cidadãs naturais de Espanha, que se recusam a falar português, insistindo em falar normalmente em castelhano em quaisquer círculos e circunstâncias em que estejam inseridos. [+...]
Há médicos/as, empresários/as, entre outros/as profissionais, que vivendo e trabalhando em Portugal há anos/décadas, não fazem o menor esforço para aprender ou para se adaptarem, não dizendo algumas simples palavras em português, insistindo conscientemente na arrogante postura ou comodismo preguiçoso, de falar uma língua estrangeira que obriga os seus interlocutores à adaptação que eles próprios não estão dispostos a fazer.
Este fenómeno já começa a causar incómodos e resistências em Portugal como é natural. O caso dos médicos é flagrante: apesar de ser exigido uma competência mínima em português para médicos estrangeiros que pretendam exercer em Portugal no Serviço Nacional de Saúde (não sabemos como é que essa competência mínima é avaliada), facto é que na prática clínica, muitos dos médicos dão consultas no serviço nacional de saúde português integralmente em castelhano, numa atitude potencialmente criadora de erros de comunicação.
Muitos/as pacientes portugueses começaram a exigir que o/a seu médico/a de família se lhes diriga em português, tendo começado consequentemente a ser registados conflitos com profissionais hispanófonos (basta uma reclamação escrita no Livro de Reclamações do serviço de saúde respectivo para fazer o registo da situação, obrigando ao estabelecimento de um processo, com resposta obrigatória do SNS ao queixoso).
Como exemplo desta arrogância/comodismo hispanófona em Portugal, deixamos uma pequena entrevista de um membro da Câmara de Comércio Luso-Espanhola, Francisco Descallar, que apesar de afirmar viver em Portugal há 20 anos, comentou em directo no Jornal2 da RTP2, o frente-a-frente ZP/Rajoy da passada segunda-feira, integralmente em castelhano, motivando a esse respeito até um comentário azedo do jornalista que o entrevistara.
A atitude desrespeitadora deste entrevistado foi mais evidente por contrastar com a de uma sua compatriota predecessora na referida peça jornalista, que respondeu em português.
Integralmente em espanhol nom foi, que se podem escuitar várias palavras em português... Parece-me um recém chegado a Portugal tentando muito precariamente falar em português, isso sim, se fala tam mal é pola actitude que se comenta....
Mais um caso: os erasmus espanhóis em Portugal... Eu nom estivem de erasmus alá, mas visitando a um amigo meu no Porto pudem ver como muitos dos seus colegas erasmus espanhóis falavam um português pésimo e nom se esforçavam, ou directamente falavam espanhol mesmo com os seus companheiros portugueses... E o meu colega contou-me que mesmo na elaboraçom de trabalhos nas suas faculdades muitos o faziam e entregavam em puro castelhano...
Depois, desgraçadamente, dixo-me que havia também gentes de por exemplo países do leste europeu que foram a Portugal de erasmus mas que o que queriam era aprender espanhol...
Observo várias "coisinhas":
1.A.- A mulher fala português, um português muito bom (desde o meu, péssimo: reconheço-o).
1.B.- O varão fala castelhano (segundo ele, sem dúvida, "espaÑol") coloquial, nada florido, embora salpicado de alguma palavra portuguesa.
2.A.- A mulher tem apelido catalão, se não erro.
2.B.- O varão tem apelido castelhano, se não erro.
3.A.- A mulher critica o Rajoy e parece partidária do Zapatero.
3.B.- O varão declara-se partidário do Rajoy e critica o Zapatero.
4.A.- A mulher parece ter presente que está num estado (ou nação) diferente do espanhol. E age em consequência.
4.B.- O varão parece sentir-se numa "comunidad autónoma" do reino de espaÑa em que, apesar de ter "lengua propia" (que mal reconhece), pode utilizar "la lengua española oficial del estado"...
Em conclusão:
5.A.- A mulher parece pertencer à "espaÑa" bilingue e evidencia capacidade para aprender e usar um idioma diverso do nacional do reino.
5.B.- O varão parece ser o típico e tópico "espaÑol" unilingue e quase incapacitado (psiquicamente) para aprender e usar um idioma diverso do castelhano.
A consequência lógica que deveriam tirar os "nossos" governantes poderia ser:
a) Tornemos bilingues todas as comunidades autónomas.
b) Reeduquemos os cidadãos, enviando-os não a países de língua nacional não castelhana e mesmo castelhana, mas com a obriga de aprender língua e sotaque sob pena de serem declarados apátridas.