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As relaçons comerciais com Portugal e o resto dos países lusófonos é habitual
Raquel Miragaia.- A livraria A Palavra Perduda está situada no número 13 da rua Castinheiros, em Santiago de Compostela. Leva aberta desde o ano 1995, ano em que estava sediada em Vista Alegre e que contava como sócios com o Valentim R. Fagim (conhecido por todos e todas as utentes deste portal), Paulo Lamas e Emílio Lebom; sócio este último que continuou com a empresa em solitário até hoje.
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A sua actividade centra-se na venda de livros, sobretudo especializado em livro em português, mas também com outras temáticas que tenhem relaçom sobretudo com as faculdades situadas no Campus Norte (Filologia, Jornalismo, Enfermaria, Empresariais e Económicas). Também se fam lançamentos de livros ainda que é uma actividade que supom demasiado esforço para os resultados posteriores.
Toda a actividade da livraria se desenvolve em galego-português, todas aquelas que nom estám condicionadas, claro está, pola necessidade de apoio doutros profissionais. O Emílio fala do uso do galego como algo natural, que sai da própria actividade sem que houver necessidade dum debate prévio. A escolha desta actividade livreira e nom outra tem a ver, sobretudo, com o valor simbólico cultural que possui o livro.
A recepçom da actividade no público é positiva, sem nenhuma peculiaridade por ter essa especializaçom ou a rotulaçom em galego-português. As únicas peculiaridades entram no terreno do anedótico, e tenhem a ver sobretudo com as crianças. Assim mesmo, tampouco se ve uma especial dificuldade na actividade comercial por causa da sua escolha lingüística. Nom acham em falta tampouco as ajudas ou subvençons, nom por ter-lhe sido concedidas muitas delas, mas por ter uma ideia muito clara ao respeito. Para o Emílio os negócios nom devem depender das subvençons ou das ajudas, mas funcionar por sim próprios. A maioria das actividades que nom tenhem sucesso, diz, nom tem tanto a ver com condicionamentos externos como com defeitos da própria actividade. Esta mesma ideia leva-a mais além e acha que tampouco o galego –como língua ou cultura- deve depender das subvençons.
É um negócio muito especializado, e é neste aspecto onde Emílio Lebom vê o valor engadido da Palavra Perduda. Qualquer actividade comercial deve oferecer ao cliente algo mais do que um produto, e mais num momento em que a concorrência (nomeadamente no sector do livro) e a globalizaçom fam das actividades do pequeno comércio uma luita contínua polo seu sector de público. Assim, além do produto, a Palavra Perduda oferece como valor engadido a especializaçom.
Devido a esta mesma especializaçom, as relaçons comerciais com Portugal e o resto dos países lusófonos é habitual. Sobretudo, com Portugal já que o caso de Brasil depende mais dos procedimentos administrativos e da distância que faz que as relaçons sejam mais lentas. Para trazer livro do Brasil há que conhecer o catálogo, o que lá se faz e, para isso, deve acudir a diferentes meios como a informaçom das editoriais ou os meios de comunicaçom. E depois disso, esperar o tempo preciso para que os livros cruzem o oceano. Um caso peculiar é o de África, já que nos países africanos de língua oficial portuguesa quase nom existe ediçom, portanto, o que entra, entra através de editoras portuguesas.
Conscientes da importância das novas tecnologias, trabalham para oferecer-nos em breve uma página web da livraria. Entretanto, temos que viajar a Compostela para conhecer esta iniciativa.
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Iniciativas em Positivo ... na actividade comercial
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