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Director da RAG, Xosé Ramón Barreiro, descarta qualquer aproximaçom ao português e salienta que a norma continua a ser a mesma
E foi. Há pouco mais de um ano uma proposta de reforma parecida fora chumbada, agora uma ainda mais pequena é aprovada. A Real Academia Galega deu o visto hoje a uma série de mudanças para a norma oficialista do galego e o seu Director manifestou o seu desejo de isso significar desde já a "pax linguística", em clara referência aos sectores que em seu dia -Novembro de 2001- apresentaram a proposta de reforma (nomeadamente os que defendem os chamados 'mínimos reintegracionistas'), naquela altura nom aprovada. [+...]
Xosé Ramón Barreiro salientou que a normativa 'é a mesma que havia, mas com algumas mudanças já assumidas desde há tempo', descartando de facto as reivindicações do reintegracionismo galego.
Além do próprio Director da RAG, o Presidente do Instituto da Língua Galega, Antón Santamarina, e mais a vice-presidenta da Asociación Sócio-Pedagóxica Galega, Maria Xosé Bravo, mostrárom a sua satisfacçom pola aprovaçom da nova norma, destacando que ela vem a concordar num 95% por aquela que impulsionaram em seu dia mas nom tinha sido aprovada.
No entanto, também houvo manifestações na contra, assim o académico Xesús Alonso Montero destacou respeitar o acordo embora nom concorde com ele.
As mudanças
.- No alfabeto muda a denominaçom do nome das letras q (até hoje 'cú' e desde já 'que'), e os dígrafos ch ('ce hache', ll ('ele dobre') e qu ('que u');
.- Limitaçom da acentuaçom de interrogativas indirectas para evitar anfibologias;
.- Signos de interrogaçom e admiraçom passam a ser só obrigatórios ao final do enunciando;
.- Desapariçom da primeira consoante nos grupos -cc, -ct, quando ela preceder as vogais i e u (condución, conflito ...), excepto em tecnicismos e palavras cultas para evitar homonímias; também se recuperam as formas medievais reitor (com os seus derivados reitoría e reitoral) e seita (mas sectario);
.- Ampliaçom da relaçom de palavras acabadas em -zo, -za: diferenza, espazo, graza, licenza, nacenza, presenza, sentenza, servizo, terzo;
.- A respeito do nome do país, Galiza é aceite como forma legítima, embora o nome oficial continuará a ser 'Galicia';
.- A soluçom -bel/beis, ou a contraçom da preposiçom a com o artigo, também tenhem preferência, embora continuam a ser válidos -ble e ó;
.- Modificações lexicais nas seguintes palavras: vogal, estudar, chapeu, pau, puberdade, ímpeto e tribo; e os seguintes substantivos acabados em -u: bacallau, pau, chapeu, romeu, xubileu;
.- Simplificaçom da formaçom do plural feminino das palavras acabadas em -án e -ón -catalán, león-, passando agora a -á (catalá, leoa), excepto caracterizadores pejorativos ou aumentativos (mullerón-mullerona);
.- Preferência ao sufixo tradicional -aría (libraría) (excepto em certos galicismos), face o sufixo sufixo espanhol -ería, embora este continue a ser admitido;
.- Os alomorfos do artigo 'lo, la, los, las' som obrigatórios na pronúncia, mas nom na escrita, excepto com a preposiçom por -polo, pola- e o advérbio u -u-los zapatos-;
.- Permissom de utilizaçom do apóstrofo para a reproduçom da prosódia oral ou respeitar títulos de obras ou cabeçalhos de publicações;
.- Eliminaçom dos pronomes 'esto, eso e aquelo' com formas neutras, e admissom do relativo possessivo cuxo, com flexom de género e número, e ainda dos advérbios de lugar 'aquén' e 'alén', e as preposições e locuções 'a respeto de', 'alén/aquén de', 'após', 'até' e 'cabo a', e as conjunções e locuções adversativas 'no en tanto' e 'porén';
.- Numerais entre vinte e trinta agora podem ser deglutinados (vinte e e un, vinte e dúas...);
.- Acentuaçom proparoxítona nas quarta e quinta pessoas dos pretéritos de subjuntivo;
.- Admite-se ouvir ao lado de oír;
.- Caso existirem dúvidas no que à aglutinaçom de palavras diz respeito fixam-se as soluções seguintes: acotío, amodo, apenas, de contado, decotío, deseguido, devagar, enseguida, talvez;
.- A mudança nom incorpora no prólogo nenguma referência a maiores ao português.
'Xocas', Dia das Letras 2004
Por seu lado, a reuniom do Conselho da Real Academia também elegeu a pessoa à qual se dedicará o próximo Dia das Letras, sendo o etnógrafo ourensano 'Xaquín Lourenzo Fernández, Xocas' a pessoa designada.
Xocas, foi autor do segundo volume da 'Historia de Galiza' (Buenos Aires, 1962), dirigida por don Otero Pedrayo, dedicado à etnografia e cultura material.
Fonte arquivo anexo propostas 2001: Vieiros
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