Os dados sociolingüísticos apresentam um panorama preocupante. Como vê a situaçom da língua? É optimista?
Nom podo ser optimista porque estamos a perder efectivos, estamos numha situaçom preocupante. O que temos que fazer é analisar o porquê e em segundo lugar procurar as fórmulas para sair da situaçom em que nos encontramos.
Porque nos encontramos nesta situaçom? Há umha razom mui clara; dá-te conta que no ano 50, 75% da populaçom estava na zona rural, e o idioma do rural é o galego. A transmissom estava garantida, porque o mundo de referência do homem marinheiro e do campesino era esse. Neste momento temos só 25%. Essa migraçom do mundo para as vilas e para as cidades significa umha míngua para o galego, já que a receptividade das cidades provoca nas pessoas vindas do rural umha espécie de complexo de inferioridade, umha queda da sua autoestima: falar galego é sintoma de atraso; há umha série de mecanismos antropológicos que cumpre estudar, e assim que tivermos bem analisado o problema, venhem as soluçons.
Por exemplo, eu costumo dizer aos presidentes das cámaras municipais que tenhem que fazer muito mais fácil a chegada desta gente através de outros mecanismos, e estou a pensar nas pessoas que nas cámaras se dedicam a estas cousas, que se deveriam encarregar de que quem fala galego nom se sinta coibido, nom se sinta marginalizado... som mecanismos que podemos utilizar.
”nom vaia ser que através de umha massiva carga lectiva em galego tiremos ‘nom galegos’”
O que passa é que hoje estamos a insistir unicamente num mecanismo que é o ensino, e isso está mui bem, mas o ensino também há que analisá-lo. A ver se resulta que o aluno que estuda galego, depois sai das aulas de galego falando castelhano; que passa aí? Estes alunos vem no galego um idioma como o inglês, ou como o francês e depois fica com antipatia.
Haveria que analisar qual é o comportamento dos professores, nom se trata somente de horas e imposiçons, nom vaia ser que através de umha massiva carga lectiva em galego tiremos ‘nom galegos’. Isto é o que eu calculo, nom digo que haja umha única soluçom... e logo, se queremos que nom quebre a transmissom, todos, ainda que sobretodo os moços, que é onde está o problema, devem verificar que o galego está assumido... por exemplo, o mundo do desporto está castelhanizado, e este mundo poderia ser perfeitamente umha alavalanca que permitisse que os rapazes, que lhes encanta, nom somente futebol, também andebol, basquetebol, etc. que introduzisse os jovens no galego... e isto porque nom se fai? Por desídia do poder político, que está a destinar muito dinheiro para esse mundo; talvez aí tivesse que fazer-se presente com o nosso idioma e a nossa identidade.
”há umha questom fundamental: nom fomos capazes de devolver ao galego a sua autoestima”
Assim entendo eu que devem ser analisadas as questons. Mas há umha questom fundamental: nom fomos capazes de devolver ao galego a sua autoestima. Em Maiorca, eu estivem em muitos sítios por aí, e a gente fala normalmente em catalám, entra nas discotecas a falar catalám, maiorquino, valenciano ou o que seja... isto nom passa aqui. Algo sucede, e é que há um complexo de causas que determinam que a autoestima nom seja um valor firme e portanto renuncia-se a isto ou a aquilo que nom vale.
A Academia continua desvalorizando umha análise a que o Reintegracionismo dá muita importáncia: a questom de reforçar a língua através do contacto com o português, o brasileiro...
A análise que fai a Academia é que isso é despersonalizar o idioma galego, colocar-nos como sucursalistas do português; entom, realmente podemos dizer que reforçamos o galego introduzindo-nos no grande cosmos português, realmente salvamos o galego, ou engordamos o português? Esse é o tema.
E nom crê possível manter a diversidade dentro desse bloco?
Isso duvido eu, e sobretodo depois das últimas cousas que vimos; nom creio que estejam sensíveis... eles o que querem é que entremos em bloco... mas em qualquer caso, ainda que se aceitasse a nossa modalidade, o destino final seria a
pax lingüística global, e teríamos que aceitar a modalidade portuguesa, a sintaxe portuguesa... todo. Seria, visto da nossa perspectiva, um suicídio.
”se a queda do galego continua livre, se nom se retomar o uso do galego, entom chegaríamos a umha situaçom limite, e entom haveria que repensar muitas cousas”
Mas vê possível que daqui a umhas décadas continuem a luitar pola sobrevivência línguas sem Estado, que nem sequer fagam parte de blocos lingüísticos fortes?
Entendo, mas essa é umha visom pessimista, que leva consigo umha visom spangleriana da morte dos povos. Nom estamos nesse caso, umha língua falada por milhons de pessoas, nom está ainda assim. Ora bem, se a queda do galego continua livre, se nom se retomar o uso do galego, entom chegaríamos a umha situaçom limite, e entom haveria que repensar muitas cousas.
Caberia a possibilidade de permanecer em guetos fechados, e, evidentemente, de entrar numha órbita de outro tipo. Eu descarto essa possibilidade porque eu confio neste povo. Este povo passou muitas ditaduras, e aí está, passou um ensino obrigatório em castelhano durante 200 anos e aí está; entom, sem descartar que algum dia cheguemos ao limite e tenhamos que optar, sem rejeitar isso, confio muito mais na fortaleza do nosso povo e em que os povos nom devem suicidar-se.
Mas acontece que ainda há outro factor que nom se tem valorizado muito; só temos ensino desde há três anos, e é verdade que atravessamos os Séculos Escuros, mas a urbanizaçom da sociedade talvez seja hoje o elemento determinante, levando as pessoas a considerarem inútil...
Eu sobre a globalizaçom tenho também as minhas ideias. A globalizaçom entendida como umha cultura rectilínea que pretenda a imposiçom de umha única cultura no mundo, umha única língua que seria evidentemente o inglês ou o chinês, onde as grandes produtoras culturais estariam controladas polos EUA... eu já nom acredito nisso.
Porque sendo certo que tenhem ferramentas para isso, também é certo que essas ferramentas servem para nós; todo o mundo da cibernética, que aparentemente era um mundo que nos ia afundar, se soubermos utilizá-lo, também podemos. Há que ser dialéctico na concepçom, e isto obriga-nos a considerar temporal e espacialmente as situaçons, e isto serve para tratar o tema do reintegracionismo.
Eu de nengumha maneira elimino a reflexom permanente e aposto num futuro quando ainda nom sei se chegará. E hoje está-se a demonstrar que existe umha resistência por parte das culturas diferenciadas frente a esse mecanismo de globalizaçom.
Por exemplo, na Europa há um mecanismo evidente de globalizaçom económico imposto, que é o início de umha globalizaçom em termos planetários, e entom vê-se que, habilmente, a Europa quijo fazê-la passar através da sua Constituiçom, mas a Europa respeita as identidades, porque a globalizaçom cultural encontra umha série de resistências que a podem quebrar; dá-te conta: o turismo é um dos triunfos da Europa, e por conseguinte, todo o contrário do turismo é precisamente a ideia da globalizaçom, porque a gente quer vir aqui comer a nossa carne e ir à Itália comer a sua massa, e ir à Roménia ver como vestem, e ir às festas... Inclusive por razons estritamente económicas, a Europa foi bastante cuidadosa em apontar para a globalizaçom económica e nom para a cultural.
Mas todo isso nom seria mais fácil para o galego dentro de um ámbito cultural que nom tivéssemos em cima, como o lusófono?
Entom teríamos em cima Portugal e sobretodo o Brasil.
Mas nom compartilhamos o mesmo espaço político...
É verdade, mas isso nom quer dizer que tenhamos maiores facilidades nem muito menos; os impérios som impérios, os estados som estados, e funcionam. Portugal nom aceita sequer a regionalizaçom; cuidado, porque o modelo político português é um modelo político mui duro em relaçom à defesa das autonomias.
Instituiçons como a que preside som questionadas pola sua inutilidade, vistas como obsoletas, por nom conseguirem acompanhar o uso vivo das línguas...
Que esta é umha instituiçom obsoleta é dito por aqueles que nom conhecem a Academia. O pessoal da Academia trabalha com os instrumentos mais modernos, mas nom pretende ser como umha equipa de futebol ou umha associaçom de vizinhos; a Academia é um espaço de reflexom e análise sobre a cultura e portanto nom me interessa – creio que inclusive estamos demasiado na imprensa – estar nos meios.
Tampouco é funçom da Academia atacar o problema do ‘nom uso’ do galego, isso corresponde ao poder político, e nós estamos a lidar com esse poder político (mas nom com microfones) para que realizem a sua funçom, porque eles som os que tenhem orçamento para isso.
Nós agora mesmo temos seis dicionários abertos publicados ou prontos para publicar, que é o que a gente necessita, isto só se pode fazer através de umha Academia. O que nom vamos fazer, enquanto eu for presidente, é estar a tirar manifestos; isso que o fagam outros colectivos, mas a Academia nom vai prostituir a sua funçom.
”A soluçom pola qual se optou foi manter a oficialidade de Galicia, porque a Academia nom pode criar um suposto jurídico contrário ao Estatuto, mas, ao mesmo tempo, admitindo Galiza em qualquer caso”
Suponho que fala das críticas que lhe tem realizado a Mesa pola Normalizaçom Lingüística, mas há outras: a sociedade nom está à espera de que a Academia edite os seus dicionários para usar umha palavra ou outra. Som os meios de comunicaçom os modelos que imita, e nesse sentido este tipo de instituiçons tenhem mui pouca incidência...
Mas nós nom controlamos esses meios. Eu podo fazer as normas e os dicionários, mas o que nom podo é controlar o dono de La Voz de Galicia para que, em primeiro lugar, aumente a quota de galego no seu jornal. Um caso diferente é o da televisom; acabo de assinar um convénio em que a Academia vai ter umha presença mais efectiva, para garantir umha expressom legítima.
Ora, que exista essa percepçom por parte de sectores da sociedade em geral, isso nom o aceito... a percepçom existe só em determinados sectores, justamente os que estám à vanguarda, os preocupados com esta questom... todo bem com tal que ela seja científica e cultural, nom política.
Eu nom nego que nom temos aí umha boa imprensa, mas isso é lógico. Os historiadores sabemos que no Partido Galeguista Castelao e Bóveda eram questionados polas Mocidades Galeguistas, que os acusavam de serem mais lentos. Isto é, há um relevo geracional, e temos que assumi-lo.
Existe a sensaçom de que a RAG está mais preocupada por evitar a entrada de lusismos que de castelhanismos...
Isso sim que cho creio, mas isso devia ser agradável para vós, pola singela razom de que vos vemos como perigosos (
risos). Olha, nom há nengum regulamento interno que impida um lusista de entrar na Academia...
Mas falo agora dos ‘lusismos’ lexicais... a forma Galiza?
Foi aceite. Nom foi aceite para a representaçom do País porque levaria consigo umha reforma do Estatuto...
”Para mim, a sensibilidade que existe na Galiza com o reintegracionismo é um pouco doentia, injustificada, agora, em qualquer caso existe, e tem umha pressom constante”
E a Academia deve meter-se num ámbito jurídico?
Quando se aprovárom as Normas esse foi um dos assuntos mais debatidos. Deve ficar claro que nom foi a Academia, foi umha representaçom da Academia, do ILG, das três Universidades... portanto foi consensual. A soluçom pola qual se optou foi manter a oficialidade de
Galicia, porque a Academia nom pode criar um suposto jurídico contrário ao Estatuto, mas, ao mesmo tempo, admitindo
Galiza em qualquer caso.
Mas tu havias de ver as acusaçons que eu tenho aqui por escrito de que nos estamos a converter numha ponte lusista, já que muitas dessas palavras que fôrom recuperadas e admitidas tenhem origem galega mas estám vigentes em Portugal. Para mim, a sensibilidade que existe na Galiza com o reintegracionismo é um pouco doentia, injustificada, agora, em qualquer caso existe, e tem umha pressom constante.
Nos últimos anos constata-se que aumentou a compreensom das posturas reintegracionistas; nom nota...?
Sim que noto...
A Academia nom deveria conectar com essa sensibilidade em aumento?
As Academias som mais lentas e a RAG nom pode ser a proa do barco. Se isso se impom, a Academia tem que aceitá-lo.
Mas dificilmente se imporá com a oposiçom da Academia...
A Academia nom tem problema, polos menos enquanto eu estiver aqui, em que vaiam entrando umha série de palavras que se estám a usar. Nom existe umha inquisiçom nesse sentido. Polo menos pola minha parte. Que haja académicos muito mais angustiados nom me preocupa, há-os. Entraste na página da Academia?
”na própria página da Academia punha Galiza durante muitíssimo tempo. E houvo umha petiçom formal dentro da própria Academia dizendo que disso nada; quero-che dizer que na Academia convivem sensibilidades diferentes”
Entrei, sim.
Pois na própria página da Academia punha Galiza durante muitíssimo tempo. E houvo umha petiçom formal dentro da própria Academia dizendo que disso nada; quero-che dizer que na Academia convivem sensibilidades diferentes.
Sinceramente, seria possível que entrassem reintegracionistas na Academia?
Sim.
Sabe que surgiu outra Academia agora?
Falemos de cousas sérias.
”Já nos comunicamos com a Academia Portuguesa, bom, a Academia portuguesa nom existe, com o Parlamento. Figemos-lhe ver que nós somos os únicos representantes da Galiza, e tomárom boa nota, isso que fique claro”
E que lhe parece que o reintegracionismo representasse a Galiza no debate parlamentar sobre o Acordo ortográfico da Lusofonia?
Já nos comunicamos com a Academia Portuguesa, bom, a Academia portuguesa nom existe, com o Parlamento. Figemos-lhe ver que nós somos os únicos representantes da Galiza, e tomárom boa nota, isso que fique claro.
Na vossa página web nom aparecem ligaçons de nengumha academia portuguesa, brasileira... e no entanto há umha da Real Academia de la Cultura Valenciana, que promove umhas normas secessionistas em relaçom ao ámbito catalám...
Tenhem ali um problema em que nom quero entrar... Nós temos contacto com o Institut d’Estudis Catalans, e tenhem o problema da Academia Valenciana...
Mas nom falo dessa, falo da RACV...
Pois nom sei, é um problema que nom sigo, mas perguntarei a ver como está isso.
”O que nom aceitaria é umha cátedra ou uns Estudos Portugueses como submarinos; é umha forma de agredir, de entrar, mas o facto de que se ouçam as televisons portuguesas nom me incomoda”
Que pensa das propostas a favor da transmissom das televisons lusas na Galiza e do ensino do português. Parece-lhe que som importantes para reforçar o galego?
Se está o inglês e o francês, porque nom há de estar o português? Ora, eu compreendo perfeitamente que isso é um submarino, porque introduzindo o português como língua diferente, a troca de empréstimos com o galego vai ser evidente. Mas eu som mui liberal, com tal que haja jogo limpo por todas as partes. O que nom aceitaria é umha cátedra ou uns Estudos Portugueses como submarinos; é umha forma de agredir, de entrar, mas o facto de que se ouçam as televisons portuguesas nom me incomoda.
Mas com estas propostas parece que o movimento normalizador caminha num sentido divergente à RAG...
É possível, dentro de 25 anos continuaremos a falar do tema, a ver como avançárom as posiçons...
E isso nom lhe preocupa?
Nom, a mim preocupa-me que nom se fale galego, a falta de autoestima. Que existam mais opçons nom me preocupa, insisto, sempre que joguemos todos limpo. Pode haver aí umha clara política imperialista portuguesa, mas sinceramente nom me preocupa.
E preocupa-lhe receber tantas críticas como instituiçom do movimento nacionalista e do normalizador? Gostaria que fossem melhores as relaçons?
Nom há más relaçons. Aí mesmo estivo sentado Callón, e estivemos a falar civilizadamente...
Mas a Academia recebeu críticas bastante duras... sobretodo em relaçom à vossa posiçom quanto ao Decreto do ensino...
Já sei, mas é o papel que tenhem que cumprir. Eu aceito as críticas e penso que som a expressom de umha geraçom que legitimamente está aí para algo diferente.
Conhecia a campanha a favor de dedicar o Dia das Letras a Carvalho Calero? Nom foi Ramom Pinheiro umha proposta contra Carvalho?
Claro que conheço, nom vou conhecer! Recebim-nos aqui duas vezes, e dixem-lhes claramente as poucas possibilidades que havia, ainda que eu ia jogar essa carta, porque tem apoios. Precisamente polo
tinglado este da Lusofonia [em relaçom ao debate parlamentar sobre o Acordo em Lisboa] dixo-se: ‘Nom é o momento’, porque ia ser interpretado como que a Academia lhes cede um espaço, assim de claro cho digo.
”Oxalá fosse o ano que vem, que ainda estou eu. Foi o meu mestre, umha pessoa querida para mim. Tenho o inconveniente dos filólogos aqui da Academia, mas todo se pode solucionar, também Ramom Pinheiro tinha muitos inconvenientes e foi escolhido...”
E algum dia será possível?
Oxalá fosse o ano que vem, que ainda estou eu. Foi o meu mestre, umha pessoa querida para mim. Tenho o inconveniente dos filólogos aqui da Academia, mas todo se pode solucionar, também Ramom Pinheiro tinha muitos inconvenientes e foi escolhido...
Precisamente Ramom Pinheiro tinha inimigos dentro da Academia...
Inimigos nom, discrepantes da sua conduta política. Eu sou um deles. Tendo-lhe um respeito enorme, já dixem publicamente, e ele estava diante, que se tinha enganado a tentar galeguizar todo, em vez de fazermos umha grande frente nossa. Apesar disso, estamos numha democracia e se o plenário apoiou Pinheiro temos que aceitá-lo. Mas esta proposta nom foi a que eliminou a de Carvalho, que nom chegou a prosperar na fase prévia, porque nom podemos permitir que Cavalho perda a votos. Carvalho tem umha entidade tal que o dia que seja apresentado será para ganhar.
Quando vai passar a Lei de Memória Histórica pola RAG e ser retirado Francisco Franco dentre os Académicos nom Numerários?
Nom pode retirar-se a qualidade de Académico nom Numerário a um que foi, é como se um senhor ganha umhas oposiçons e logo, porque nom gostes, queres tirar-lha.
”Eu nom recebim nengumha petiçom formal disso. Se eu receber algumha petiçom formal de um ou dous académicos, nom teria problema”
Mas houvo Universidades que figérom...
Isso é o diferente. O que fijo a Universidade de Santiago foi apresentar umha moçom para retirar a Franco o título de filho predilecto, como poderíamos tirar aqui a Franco a Presidência Honorífica. Chegaremos a isso? Eu nom recebim nengumha petiçom formal disso. Se eu receber algumha petiçom formal de um ou dous académicos, nom teria problema.