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O presidente da RAG explica as últimas decisons da polémica instituiçom
PGL - “Precisamente polo tinglado este da Lusofonia [em relaçom ao debate parlamentar sobre o Acordo em Lisboa] dixo-se: ‘Nom é o momento’, porque ia ser interpretado como que a Academia lhes cede um espaço, assim de claro cho digo.” Com estas palavras explica o académico ao Novas da Galiza a razom pola qual Ricardo Carvalho Calero foi desconsiderado no momento de decidir quem seria a pessoa homenageada no Dia das Letras de 2009. Xosé Ramón Barreiro também explica em pormenor a sua posiçom quanto ao reintegracionismo, o decreto de galeguizaçom do ensino ou o topónimo Galiza. [+...]
No entanto, a posiçom particular de Xosé Ramón Barreiro parece ter sido outra, e nom oculta as suas discrepáncias com outros académicos quando o jornalista lhe pergunta se a candidatura de Carvalho poderá impor-se no futuro: “Oxalá fosse o ano que vem, que ainda estou eu. Foi o meu mestre, umha pessoa querida para mim. Tenho o inconveniente dos filólogos aqui da Academia, mas todo se pode solucionar, também Ramom Pinheiro tinha muitos inconvenientes e foi escolhido...”.
Ao longo da entrevista nom se mostra, porém, tam indulgente com o reintegracionismo no seu conjunto, cuja “pressom constante” considera “doentia”. Refere-se com especial dureza à delegaçom que representou a Galiza no debate parlamentar que em Lisboa tratou o novo Acordo ortográfico para a Lusofonia: “Já nos comunicamos com o Parlamento português. Figemos-lhes ver que nós somos os únicos representantes da Galiza, e tomárom boa nota, isso que fique claro.” O presidente da RAG também analisa a polémica sobre o nome do País.
Precisamente sobre o uso social do nome do País, o Novas da Galiza publica umha reportagem em que som revistas as iniciativas a favor do topónimo em galego das últimas décadas, explicando-se os avanços e recuos que experimentou nos últimos séculos, e dando dados sobre a utilizaçom que está a ter na actualidade, inclusive no sector empresarial. Para além destes conteúdos, o reintegracionismo também está presente na entrevista realizada a Teresa Carro (porta-voz do MDL) por ocasiom da Festa da Alegria de Braga.
Outra entrevista de grande interesse neste número é a feita a Bieito Lobeira, deputado do BNG no Parlamento galego. Nela, o parlamentar nacionalista demarca-se quanto à política de subsídios de Presidência que, como é sabido, marginaliza o jornal reintegracionista.
O número 68 do Novas contém ainda outras entrevistas, como à banda viguesa Skárnio, a um independentista bretom e a quatro novos habitantes do mundo rural, que analisam as perspectivas do agro galego de diferentes pontos de vista. Este é, de facto, o tema da reportagem central.
O número que saiu no Dia da Pátria também inclui um suplemento sobre o festival estival de Aguilhoar e o já tradicional Tempos Livres, que penetra na musica, em diferentes leituras, leva-nos ao mais profundo do Brasil e analisa de umha óptica crítica e emancipadora o ‘consumo’.
Entre as pessoas que opinam este mês, para além das habituais, encontram-se Quico Cadaval, Maria do Cebreiro, João Aveledo e nove assinaturas que escrevem sobre a figura do recentemente falecido Ramón Muntxaraz.

Capa número 68 do Novas da Galiza
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Capa número 12 do suplemento Tempos Livres
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