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14, 16, 30 de Maio e 9 de Junho na rua do Vilar 9 – Santiago de Compostela
PGL - As políticas iguais tem que ser diferentes, porque as pessoas somos diferentes e porque os géneros humanos comportam-se de jeito diferente e usam a língua cada um ao seu jeito e achegam-se a língua e interiorizam-na determinados pola variável de género, e os modelos sociais. [+...]
A planificaçom linguística
O conceito da planificaçom linguística aplica-se para caracterizar qualquer tipo de acçom sobre as línguas, planificada e executada por agentes institucionais. A planificaçom tem dous âmbitos quase sempre muito difíceis de separar o do estatus e o do corpus.
A planificaçom do estatus supom a selecçom entre variedades dumha língua (ou entre distintas línguas) ou para cumprir com determinadas funções; deste jeito altera-se o estatus dumha determinada variedade da língua ou a relaçom entre línguas.
A planificaçom do corpus identifica-se basicamente com o processo de estandardizaçom.
Os Estados sempre fazem política linguística ainda quando nom o afirmar, e em mateira de planificaçom apontam principalmente à planificaçom do estatus das línguas.
A diferença entre a planificaçom do corpus e a do estatus é basicamente metodológica; de feito, toda acçom sobre umha língua que tenha como objectivo mudar o seu estatus, implica sempre umha manipulaçom do corpus, assim como todo processo de estandardizaçom tem como objectivo habilitar a variedade em questom para cumprir determinadas funções dentro da sociedade.
O conceito de planificaçom linguística fundamenta-se em dous conceitos básicos, o da variaçom e câmbio em funçom de eleiçom explícita entre alternativas (variantes, em sentido amplo) . Em funçom dos objectivos propostos, escolhe o poder a variável que julga mais conveniente, ou melhor ainda aquela que se ajusta ao que é o projecto nacional do estado.
Todo processo de planificaçom linguística supom câmbios linguísticos deliberados, levado avante por organizações que se estabelecem com o fim de cumprirem esse fim; como em qualquer outro tipo de planejamento, orientado para o futuro; as estratégias de acçom som especificadas com anterioridade.
Ainda que adoptam se usar indistintamente as palavras planificaçom e política em relaçom com a linguagem, a expressom "política linguística" refere-se mais aos conteúdos ideológicos que se afirmam no planejamento, porém neste último término ressaltam-se mais os aspectos instrumentais do processo.
Todavia que é certo que todo planejamento linguístico está sustentada por umha política linguística, nom sempre esta última é aplicada de jeito efectivo e a médio desse planejamento acorde com ele. Dam-se casos de eleições de línguas que som meramente formuladas, mas nom chegam nunca a instrumentar-se realmente o caso galego e a actividade do poder referida à língua da Galiza.
As políticas linguísticas baseiam-se na existência de relações de poder de uns (os aparelhos estatais) sobre outros (os utentes das línguas). Por essa razom é que as políticas da linguagem existirom "desde sempre, a imposiçom do castelhano no estado espanhol como língua nacional pola escola nacional é um exemplo dessa política.
O sistema educativo é, sen dúvida, a ferramenta mais usada e eficaz que empregan os governos para levar avante as suas políticas linguísticas. Se umha variedade foi seleccionada como língua nacional, o governo pode ordenar que seja ensinada como matéria na escola, ou ata que seja o médio de instruçom para ensinar outras matérias. Dentro do sistema educativo, o mestre erige-se como o executor por excelência da planejamento, controlando, premiando ou reprimindo as actuações linguísticas dos alunos.
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A funçom unificadora consiste em reforçar os sentimentos de adscripçom grupal, a través da pose dumha língua comum. O comportamento privado dos falantes nom sempre se mantém totalmente alheio à planificaçom linguística estatal; esta chega a influir nas escolhas linguísticas dos indivíduos em situações comunicativas informais.
Isto ocorre quando as políticas linguísticas, ao elevar o estatus dumha língua e estigmatizar outra, fomentam atitudes particularmente positivas cara á primeira e negativas cara á segunda, de modo tal que os falantes consideram que a língua estigmatizada é um obstáculo para as possibilidades de ascenso social. Salvo que a comunidade dos mesmos esteja devidamente compactada e tenha um desenvolvimento informal que faça absolutamente necessária a língua estigmatizada. O uso dumha determinada variedade linguística nos domínios informais está muito achegado as questões identitárias dos falantes.
Os falantes secundam a planificaçom Estatal, convertendo-se em verdadeiros micro-agentes planificadores, dentro do seu próprio fogar, quando o espaço social que fai(zia) à língua necessária afunde-se
Para lograr que a gente mude os seus hábitos linguísticos nos estilos menos formais e mais identitários, a política linguística da imposiçom tem que lograr dalgum jeito, a mudança nos modelos socio-culturais, na desagregaçom das componentes identitários, e na resposta e interiorizaçom de aspeitos a ver com a sensaçom de progresso social, a que som mui sensíveis componentes a ver com o género e os roles da socializaçom de comportamentos linguísticos.
Umha Galiza diglóssica pode manter-se estável em tanto se conserva a divisom funcional linguística e a necessidade dos modelos, mas desestruturada só pode haver mudança se a língua nacional e projectada como verdadeira língua nacional e por tanto A, aproveitando todas as ferramentas de que dispom no âmbito internacional
Na Galiza o planejamento linguístico autonómico teria que chegar achegar a criar consciência nos falantes da necessidade de introduzir a língua identitária como língua A em todos os âmbitos, se isso é assim pode-se prever um cambio de língua substancial.
Para além do role fundamental que tem a escola como elemento de socializaçom do modelo linguístico, é fundamental para incidir nos aspeitos informais do sucesso linguistico o estabelecer políticas de língua acaídas aos roles a e a percepçom da língua que tem os distintos géneros e a maior ou menor resistência a certas atitudes e prejuízos linguísticos.
Para tratar estes assuntos e reflexionar sobre as políticas linguísticas e a necessidade de tratar aspeitos a ver com a desigualdade em que estam as atitudes segundo o género a AGAL organiza o Simposium Língua e Género no que se vam discutir e reflexionar as seguintes questões:
Programa
Dia 14 de Maio às 19:30 Conferência de Pilar Garcia Negro
1- O papel da mulher na transmissom da língua e na socializaçom linguística
Dia 16 de Maio às 19:30 Conferência de Raquel Miragaia
2- Língua e género: qual língua e qual género? Uma tentativa de clarificar o paradigma.
Dia 30 de Maio às 19:30 Conferência de Alexandre Banhos
3- A construçom de uns modelos de linguagem de mulheres no projecto de construçom dumha língua A galega na Galiza: Políticas de género aplicadas ao Planejamento lingüístico, de cara a travar a ruptura na transmissom da língua nacional.
Dia 9 de Junho às 18:30 Pontos de encontro
4- Mesa redonda sobre o assunto com a participaçom de representantes de organizações feministas, universitárias e da administraçom
Às 20:00 colóquio
As 21:45 aprovaçom das conclusões do simposium e encerramento do Acto por Rosário Fernandez Velho em representaçom da AGAL
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