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«Tentando construir uma esfinge de pedra» já nas bancas
PGL.- Ediciós do Castro acaba dar à lume um pequeno volume de 70 páginas nas quais o artista e pensador compostelano Isaac Díaz Pardo apresenta, através de 25 «desafogos» acompanhados de ilustrações, a sua existência nos últimos 40 anos.[+...]
Assim, na Justificaçom inicial Díaz Pardo assinala que «estes papeis que vam a continuaçom foram escritos a partir do ano 68 quando eu já deixara a República Argentina e me dispunha a construir o novo Sargadelos».
Embora «estes papeis» sejam uma pequena amostra daqueles que existiram originariamente, o fundador de Sargadelos salienta que «os quarenta anos que me separam dos primeiros destes papeis dam-me a certeza de que os tempos têm mudado no vestuário das cousas, mas os problemas dos homens seguem a ser os mesmos».
O volume contém na contracapa uma interessantíssima reflexom assinada por Begoña Soneira que no último parágrafo aponta «nestes papeis resgatados do tempo Isaac deixa falar a Isaac para que com el sobrevivam os olhos de mar da Esfinge como ele os sonhara e nom reescrevam com mentiras a história de quem tanto lutou contra a desmemória».
A Modo de Resumo Indicador
Estes desafogos vam numerados respondendo à ordem em que se foram escrevendo.
O nº 1 – é a teima desse homem absurdo por querer encontrar uma saída à sua inquietaçom mortal construindo um oráculo ao que lhe possa contar o seu desespero.
O nº 2 – recolhe a sua evidência de que a cousa nom é tam fácil e vê que passará o resto da sua vida trabalhando nela.
O nº 3 – recolhe o seu pedido a Deus para que nom lhe interrompa o trabalho que se propõe fazer.
Os nºs 4, 5, 6 e 7 – recolhem os diálogos do construtor com a pedra.
O nº 8 – é como um interlúdio no qual o construtor da Esfinge lembra os seus primeiros anos na rua onde nasceu que o condicionam.
Os nºs 9, 10 e 11 – semelham um tímido regresso à realidade.
Os nºs 12, 13, 14, 15 e 16 – representam a visom dos absurdos nos que se move o construtor.
Nos nºs 18 e 19 – a Esfinge é crítica com as obsessões do construtor.
Os nºs 20, 21 e 22 – som sonhos e referências do passado que ilustram o presente e marcam o NOM da existência.
Nos nºs 23 e 24 – o construtor aproxima-se à realidade.
O nº 25 – regista a destruiçom da Esfinge.
Para fazer boca o PGL oferece em PDF o desassossego ou desafogo número 7
(clique em cima da imagem da capa ou no ficheiro anexo abaixo).
Capa aberta do «Tentando construir uma esfinge de pedra»
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