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Avaliaçom negativa dos primeiros cem dias de política lingüística do novo Governo autonómico
PGL.- A Mesa pola Normalización Lingüística apresentou em conferência de imprensa umha avaliaçom dos primeiros cem dias de trabalho do principal organismo encarregado polo novo Governo autónomo da política lingüística na Comunidade Autónoma da Galiza. Umha avaliaçom que detecta «ausencia de planificación e entusiasmo», o que fai com que a referida entidade julgue a acçom de governo nesta área «cun espírito crítico aínda que cun ánimo construtivo», umha vez que, em opiniom dos seus representantes, «aínda se está a tempo de facer a viraxe cara a novas políticas que de verdade sirvan para normalizar a lingua». [+...]
A falta de planeamento e entusiasmo do novo Executivo reflectem-se, segundo a Mesa, na ausência de reunions das comissons previstas para levar à prática o Plano Geral de Normalizaçom Lingüística aprovado unanimente polo Parlamento autónomo durante a anterior legislatura, bem como nas «inercias herdadas de pasados gobernos», por mais que se citem como aspectos positivos a mudança anunciada para o sistema de cursos de Galego ou o que denominam «recoñecemento público da situación da lingua».
A entidade normalizadora alertou, na sua conferência de imprensa, contra a possibilidade de que se perda a legislatura, pondo como exemplo a falta de informaçom quanto às «liñas que vai seguir a Secretaria Xeral de Política Lingüística» durante o ano 2006. Para evitar isso, a Mesa pede à Secretaria para trabalhar em certos campos, como o «afortalamento dunha rede dos servizos de normalización lingüística».
Outros aspectos insatisfatórios para a Mesa som a permissividade com os incumprimentos legais da Cámara Municipal da Corunha em matéria lingüística e a falta de avanços no uso do galego em ámbitos como a administraçom, os media de titularidade pública ou o ensino. Os porta-vozes da Mesa solicitárom, por último, que RTVE trate o galego como o catalám e que a RTVG cumpra o papel que lhe corresponde na promoçom do galego.
As críticas da Mesa incluem ainda umha queixa pola falta de continuidade na anunciada colaboraçom entre a Secretaria Geral de Política Lingüística e a própria entidade normalizadora, que nom passou por enquanto de um primeiro encontro. Daí que considere que «houbo aparencia propagandística de diálogo e de talante, mais moi pouca disposición a colaborar».
Os porta-vozes da Mesa anunciárom finalmente um relatório com maior pormenor sobre a actuaçom da Secretaria Geral de Política Lingüística para o momento em que forem atingidos os primeiros seis meses de legislatura, isto é, lá para o mês de Março de 2006.
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