Associaçom Galega da Língua

O ‘ludo-reintegracionismo’ galego prepara-se para o DdoOLeR’15, Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata

DdoOLeR 2015Na vindoura segunda-feira, 25 de maio, o ludo-reintegracionismo galego celebrará, polo nono ano consecutivo, o seu evento mais lúdico: o Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata (também conhecido polo seu esquisito acrônimo de DdoOLeR). Esta celebraçom decorre simultânea ao XV Dia Internacional da Toalha (homenagem póstuma ao saudoso criador d’O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Admas).

Seguindo a esteira de Carlos Quiroga (2007), João Guisan Seixas (2008), Quico Cadaval (2009), Ugia Pedreira (2010), Carlos Valcárcel (2011), Teresa Moure (2013) e Séchu Sende (2014), a madrinha da ediçom deste ano será a filóloga, professora e poeta Susana S. Arins (Vila Garcia de Arouça, 11 de maio de 1974).

Com motivo da efeméride, às 20h00 (GMT+2) e com a presença da madrinha do DdoOLeR’15, haverá um (re)lançamento do livro DdoOLeR (2007-...

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Através participará em Lugo numha mesa redonda sobre editoras independentes

O C. S. Mádia Leva de Lugo organiza o sábado 23 de maio, às 19h30, umha mesa redonda onde se falará sobre as editoras independentes e sobre os usos do galego. A atividade forma parte da programaçom do «Mês da Língua» que organiza o centro social luguês.

Na dita mesa redonda participrám as editoras Urco, Estaleiro e Através, respetivamente representadas por David Cortizo, David Pérez e Xemma ‘Tedim’ Fernández. Já desde as 19h haverá umha banca com material à venda das três editoras, na qual se poderám ver também os últimos títulos publicados.

Mesa redonda de editoras independentes e usos do galego Programaçom do «Mês da Língua» do C. S. Mádia Leva

 

 
 

Joel R. Gômez: «Guerra da Cal é um dos valores mais desaproveitados da cultura galega»

No livro Ernesto Guerra Da Cal. Do exílio a galego universal, o jornalista e investigador Joel R. Gômez, estuda «uma personalidade muito valiosa e atrativa» do século XX. Ao valorizarem a sua produção, Otero Pedrayo assinalou-o de «mestre da nova galeguidade» (página 114); Antônio Houaiss de «gramático, lexicógrafo, filólogo, erudito do campo ibero-românico, professor sem jaça, Ernesto é homem múltiplo, que no fazer completa seu saber» (p.119); o ensaísta e diplomata português Eugénio Lisboa referiu-se a ele como «grande trabalhador e dinamizador da cultura, galaico-português de dimensões universais, mestre supremo de língua e literatura, sage sedutor, grande civilizado que é também um invulgar mestre de viver»v(p. 251); e o académico norte-americano Odón Betanzos Palacios frisou «su decidida voluntad y acción en defensa de la libertad» (p. 290).Publicado sob a chancela da editora Através, já teve lançamento a 10 de maio na Feira do Livro de Compostela e repetirá a 6 de junho na de Ourense.

Esta é já a tua segunda obra sobre Guerra Da Cal, a terceira se temos em conta a tua tese de doutoramento. Onde começou o teu interesse pela sua figura? Por que Guerra Da Cal?

Sempre me interessou Ernesto Guerra Da Cal. É uma personalidade muito valiosa e atrativa. Comecei a pesquisar sobre ele em 1999, como objeto de estudo da Tese de Doutoramento na Universidade de Santiago de Compostela, sob orientação do professor Elias Torres Feijó e no Grupo de Pesquisa Galabra.

Como se encontravam os estudos sobre Guerra Da Cal naquela altura? Como foi a experiência de pesquisa de uma obra ao mesmo tempo tão grande e tão desconhecida?

Em 1999 Da Cal era reconhecido internacionalmente por contributos sobre Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Rosalia de Castro, García Lorca, e outros assuntos. E também a sua produção literária atingiu alargada projeção e é um referente, por exemplo, para o movimento do neotrovadorismo.

Guerra Da Cal é muito pouco conhecido na Galiza, embora a sua figura adquiriu uma grande importância em Portugal, no Brasil e mais nos EUA, todos eles lugares onde foi oficialmente reconhecido. A que achas que se deve isto?

No livro referencio mais de 50 trabalhos muito valiosos sobre Da Cal publicados no nosso país entre 1959 e 1999, assinados por Fole, Otero, Piñeiro, Risco, Del Riego, Aquilino, Manuel Maria, Franco Grande, Ferrín, Alonso, Bodaño, Casanova, Xosé Estévez, Célia Díaz, Maceira,  Durão, Alcalá, Montero  Santalha, Henríquez, Posada, Rabunhal, Dacosta, Salinas, Guisán, Gil, Fontenla, Estraviz ou Carvalho, por citar alguns; os portugueses Jacinto Coelho, Lapa, Montezuma e Elsie Da Cal; e de historiadores e especialistas diversos; para além de volumes de homenagem das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal e da Associaçom Galega da Língua, e citações em diferentes repositórios e estudos. E o reconhecimento acrescentou-se após 1999, com muitos outros trabalhos, mesmo com alguma distinção oficial, como dedicarem-lhe uma rua e homenagens que patrocinou o Concelho de Ferrol. E ele emerge frequentemente na atualidade galega. É, pois, valorizado, sobretudo como nome principal do exílio galego, como perdedor da Guerra da Espanha de 1936.

Capa de 'Ernesto Guerra da Cal. Do exílio a galego universal'

Capa de ‘Ernesto Guerra da Cal. Do exílio a galego universal’

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Festa do Dezassete e atos polo 5.º aniversário da Através

Chega umha nova ediçom já famosa Festa do Dezassete, a qual costuma decorrer noutras datas, desta vez nos dias 15 e 16 de maio. Nesta ocasiom, haverá colaboraçom especial da AGAL e do seu carimbo editorial, Através Editora, que neste 2015 fai cinco anos de vida.

As atividades começam na sexta-feira, dia 15, às 20 h, com umha mesa redonda da Através na praça do Pam (Cervantes) com motivo do seu 5.º aniversário; intervirám Teresa Moure, Susana Sánchez Arins e Séchu Sende. Já às 20h30, ceia e concertos no Centro Social Escárnio e Maldizer.

O grosso do programa desenvolverá-se no sábado, dia 16 de maio. Os atos começam às 11 da manhã com umha «bicicletada pola língua» que sairá da Alameda compostelana. Às 12h30, com a colaboraçom da AGAL, realizará-se na praça da Quintã um «mosaico pola língua» em que as pessoas formarám um Ñ que se converterá num NH. A sessom vermute decorrerá às 13h30 no C. S. O Pichel, com música do DJ 17 de Maio. No mesmo local será o jantar, às 14h30, acompanhado dos cantos tabernários.

Pola tarde, o cenário desloca-se de novo à praça do Pam; ali, às 18h, foliada de diferentes cursos (CSA Sar, Gentalha, Itaca e Semente). O fim de festa será no Pichel, com umha ceia às 21h30 e, a partir das 22 h, concertos de The Tetas’ Van, Nao e pinchada com Peixe Gordo (Marcos Paino).

Cartaz Festa do Dezassete 2015

 

 
 

AGAL anima a participar o 17-M nos atos em defesa da língua

Para 17 de Maio, Dia das Letras, a AGAL centrou os seus esforços no documentário Decreto Filgueira e na colaboraçom com outras asssociações organizando a Festa do Dezassete, na qual vai haver um amplo leque de atividades.

No próprio domingo, dia 17, a AGAL nom tem nenhuma própria. Contudo, a associaçom chama a participar em quantos atos se organizarem em defesa da nossa língua, de maneira singular as concentrações convocadas por Queremos Galego, a que assistirám membros do Conselho agálico.

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