Associaçom Galega da Língua

Otimismo e força na festa de boas-vindas à AGAL 2014

Há já vários anos que a AGAL organiza umha pequena festa —quer em formato jantar, quer ceia ou petiscos— para receber e dar as boas-vindas às pessoas que entram na associaçom. É complicado saber se existem muitas associações no nosso país, ou noutros, que tenham este costume assente. Para o presidente agálico, Miguel Penas, «dá para desconfiar que, por desgraça, sejam bem poucos os casos deste tipo de eventos». Na sua opiniom, «é umha mágoa», porque «nada pode substituir o contato humano e direto», nada pode «substituir a proximidade ou umha conversa olhando, ao vivo, às pessoas interlocutoras».

Do Conselho da AGAL agradecem às «amigas e amigos» que acompanhárom este e outros convívios, também «àquelas novas sócias e sócios e a quem já nom é tam recente», pois é graças ao seu apoio que a associaçom pode continuar. «Já avançámos muito, e graças a vós podemos construir os alicerces para termos umha estrutura que cada dia poda ser mais sólida e eficaz. Em definitiva, construir umha AGAL mais útil», explica Penas.

Para perceber a qualidade humana deste alargamento da base social agálica, só é preciso dar umha vista de olhos às entrevistas da série AGAL-Hoje, diálogos nos quais observamos o variado perfil das pessoas que contribuem «a aumentarmos a nossa mais grande riqueza» —afirma Penas—, mas que também mostram onde é que está «o nosso maior potencial: a sua generosidade», sentencia o presidente da AGAL.

No passado sábado, dia 8, foi possível, mais umha vez, sentir essa força e entusiasmo. Em Vidám, nas redondezas de Santiago de Compostela, amigas e amigos —também na língua— que se juntavam para desfrutar do galego percebido como português; sentido-se mais felizes, mais alegres e mais dignos, conseguindo agir como galegas e galegos plenamente. Otimismo e vontade de avançar com firmeza, transmitindo esta maneira de viver a nossa língua. Assim som as festas de bem-vinda à AGAL.

O presidente, Miguel R. Penas, dá a bem-vinda ao jantar Panorâmica da mesa Novamente o 'prési', agora explicando a estrutura da AGAL Aurora, respondendo as perguntas 'surpresa' Susana, manifestando-se Na foto, a vez de Táti Já agora, fala o Alfredo Um dos veteranos: Gerardo Mais um veterano, o Manuel Mais um picheleiro, Ugio desde Sam Lázaro Eduardo gravando Ugio Paulo também se 'explicou' Lola colocou um ponto de perspetiva Ao longe, Iván falando Sabela e Pichel com trabalhos paralelos Xián, respondendo as perguntas Xián, oferecendo lotaria da Semente-Vigo Encerrou o evento a sócia mais jovem, Aloia

 
 

‘O pequeno é grande’, de Xoán Carlos Carreira e Emilio Carral

O pequeno é grande. A agricultura familiar como alternativa: O caso galego é a mais recente novidade da Através Editora, disponível já para assinantes do Através Clube.

Nesta obra, Xoán Carlos Carreira e Emilio Carral analisam a importância da agricultura em pequena escala. Umha combinaçom de revisões bibliográficas, investigações e conclusões próprias dos autores, hipóteses e ideias prospetivas, que tenciona apresentar um conjunto de ideias e propostas para incentivar um debate necessário na nova fase que deverá começar para a agricultura galega.

É este um ensaio que aspira, portanto, a ser um ponto de partida, nom de chegada. Os professores Carreira e Carral procuram respostas para as perguntas chave: Quem habita hoje o meio rural? Quais som os diferentes tipos de explorações agrárias galegas na atualidade? Qual é o papel da agricultura em pequena escala? No século XXI, o minifúndio continua a ser um problema para o desenvolvimento agrário da Galiza ou, de alguma maneira, é umha agricultura de precisom, feita, isso sim, com base num enorme esforço? Até que ponto som certas as ideias em que se funda a consideraçom das pequenas explorações labregas familiares como marginais? Até que ponto podem ter um papel importante no novo paradigma da agricultura entendida nom só como produtora de alimentos mas também como fornecedora de serviços à sociedade?

Xoán Carlos Carreira Pérez

Lugo, 1956. Doutor engenheiro agrónomo, professor de Engenharia Agroflorestal na Universidade de Santiago de Compostela. Foi vice-reitor de Infraestruturas, diretor da Escola Politécnica Superior de Lugo e da E.U. de Engenharia T. Florestal. Tivo diversos cargos de responsabilidade em organizações políticas e sindicais nacionalistas. Em 1975 integrou-se nos CALL, sendo um dos seus primeiros membros e um dos impulsores do Sindicato Labrego Galego-Comisións Labregas. Autor de vários livros e artigos científicos, colaborou em diversos meios de comunicaçom, como A Nosa Terra, El Progreso, Vieiros e Praza Pública.

Emilio V. Carral Vilariño

Santa Marinha do Castro de Amarante (Antas de Ulha), 1962. Doutor em Ciências Biológicas, professor da Área de Ecologia na Universidade de Santiago de Compostela. Foi subdiretor e diretor (em funções) da Escola Politécnica Superior e coordena o IV Ciclo Universitário no Campus de Lugo. Realizou estadias em centros estrangeiros (Cuba e Holanda). Tem publicado numerosos artigos científicos e de divulgaçom sobre resíduos agroindustriais, poluiçom, metais pesados, nutrientes, controlo ambiental, bioindicaçom, espécies protegidas, gestom ambiental e biodiversidade.

Para membros do Através Clube

As pessoas que formam parte do Através Clube poderám aquirir esta obra com 20% de desconto até 16 de novembro. Quem ainda nom for sócio ou sócia, deverá preencher o formulário do final desta página.

 
 

Martin Mendes Passarim: «Sem dúvida umha das maiores vantagens que tem o reintegracionismo é a aproximaçom do Brasil à sociedade galega»

PGL- Martin Mendes Passarim, natural de Návia de Suarna, é reintegracionista desde há relativamente pouco tempo, há uns 3-4 meses, é tivo que ver em parte o facto de viver em Dublim, onde há muito brasileiro. Atualmente está a trabalhar de engenheiro nesta cidade, mas também morou mais de umha década na Catalunha.

 

Continuar...
 
   

Assembleia da AGAL e festa da editora Através em Compostela

PGL- O presidente do Conselho da AGAL, nos termos legais e estatutários, notifica a convocatória de Assembleia Geral para o vindouro 29 de março (sábado). Será às 11h00 em primeira convocatória e 11h 30 horas na segunda. Decorrerá no Museu do Povo Galego (Sam Domingos de Bonaval s/n), em Santiago de Compostela.

Nesta primeira assembleia do ano há vários temas a tratar com a seguinte ordem do dia:

  • Ler e aprovar, se proceder, a ata anterior
  • Aprovar a figura de "amigo/a da AGAL" com compromisso de o incorporar no texto definitivo dos Estatutos da seguinte assembleia extraordinária
  • Informar da campanha: sobe a tua quota e leva um livro por cada lanço
  • Informar do convénio com a Ciranda
  • Projetos de destaque para 2014: Últimos lançamentos da Através. Apresentaçom do Através Clube. Campanha 'O mundial fala galego'. éMundial2014. Novo PGL 3.0. Site de formaçom
  • Apresentaçom e aprovaçom, se proceder, das contas de 2013
  • Outras questons

Caso alguém nom poda assistir, pode delegar o seu voto nos pontos número 2 e 6 num outro sócio ou sócia enviando um email para secretaria[arroba]agal-gz.org a indicar a pessoa em quem delega. As pessoas presentes na assembleia só podem levar um voto delegado. Depois da assembleia haverá um jantar no restaurante Grândola (rua Cardeal Payá 18, ao pé da praça de Massarelos). O preço é de 20 euros . Quem desejar reservar vaga(s) só tem de enviar um email para secretaria[arroba]agal-gz.org.

Continuar...
 
 

Luísa Cuevas Raposo: «Sei da existência da AGAL hai muitos anos mas realmente nom sei mui bem que é o que faz. Esta é a razom pola que me associei, para conhecê-la, aprender… saber mais.»

PGL- Luísa Cuevas é neo-falante, natural de Vigo mas leva 32 anos em Madrid. Agora reformada, gosta de viajar e chegou hai pouco duma viagem de Costa Rica.

És natural de Vigo, mas levas em Madrid 32 anos. Como é a situaçom dumha galegofalante em Madrid?

Todo o meu ambiente sabe que som galega, que me preocupo polo que acontece na minha terra, que apoio certos movimentos na Galiza e inclusive algum e alguma das minhas colegas estudárom galego. Nos primeiros anos da década de 90 um membro da AGAL deu um curso de galego reintegrado em Madrid ao qual asistírom companheiros meus.

É comum o caso de galegos e galegas que, no exterior, reparam mais na sua identidade. O teu caso nom é umha exceçom, pois nom?

Acho que nom é que repares mais na tua identidade mas que o vives de forma diferente.

Quando percebeste que o galego era mais do que te ensinaram na escola?

No meu tempo nom se estudava galego na escola. Eu cheguei ao galego por conciência política; o primeiro curso que figem foi nos primeiros anos da década de 70.

Continuar...
 
   

Pág. 2 de 39

Actualidade da Língua no PGL

  • jóquei - 15,50 €
    thumb

    jóquei caiu no meio literário português e no brasileiro como – à falta de melhor imagem – um meteorito. Algo que escapou aos radares, não previsto pela...

  • Galiza, um povo sentimental? - 18,00 €
    thumb

    Galizaum povo sentimental? Género, política e cultura no imaginário nacional galego aborda a construção do mito da Galiza como sentimental e “feminina”. O que se pretende é assim analisar...

  • O pequeno é grande - 15,00 €
    thumb

    Um ensaio que aspira, portanto, a ser um ponto de partida, nom de chegada. Os professores Xoán Carlos Carreira e Emilio Carral procuram respostas para as perguntas...