Associaçom Galega da Língua

‘Palavras a Espártaco’, de Vítor Vaqueiro, novidade da Através Editora

O poemário Palavras a Espártaco, de Vítor Vaqueiro, é a mais recente novidade da Através Editora. A discriminação ortográfica —denunciada polo próprio autor— que sofreu num certame literário recebeu a solidariedade de centos de pessoas na campanha Galego em Liberdade, organizada pola AGAL.

Destacamos um trecho das palavras do autor apresentando o livro:

Foram a ira, a raiva, o desprezo, e, no limite, o desejo de vingança as peças principais deste conjunto de poemas.

O sofrimento e a exploração humanas são as mesmas por mais que troquem os nomes e passem os séculos. Todos os deserdados são contemporâneos nossos. A escravatura tomou forma de desemprego, marginalização e despejos. Espártaco exibe a sua cólera nas nossas ruas.

Depois de vinte séculos, Espártaco continua entre nós, interpelando a quem deseje ouvir a sua proposta.

Palavras a Espártaco (capa)

O autor

Vítor VaqueiroVítor Vaqueiro começa a publicar em 1979. A sua obra compreende poesia, narrativa e ensaio divulgador. Em 1984 recebe o Prémio da Crítica Espanhola na sua modalidade de poesia por A fraga prateada. Paralelamente ao seu labor literário tem desenvolvido um intenso trabalho no campo da fotografia.

Disponível já no Através Clube

O preço deste volume em livrarias será de 10€. Porém, as pessoas que sejam membros do Através Clube, recebê-lo-ão nas suas moradas por apenas 8€, sem custos adicionais de envio. Quem não for membro do Clube tem até 9 de março para se inscrever e beneficiar-se desta oferta. O livro só chegará às livrarias depois dessa data.

O post ‘Palavras a Espártaco’, de Vítor Vaqueiro, novidade da Através Editora aparece primeiro no Portal Galego da Língua - PGL.gal.

 
 

Chega a primeira peça teatral com preço especial para sócios e sócias da AGAL

sorteio - teatro

Sorteio de cinco bilhetes no Facebook da AGAL e o PGL

O amor dos infelizes inaugura a temporada de teatro galego e português programado polo Centro Dramático Galego em Compostela. O Salón Teatro acolherá nesta quinta-­feira, 22 de janeiro, o último passe da estreia absoluta desta produçom da companhia Teatro Bruto, que fecha assim a primeira desta obra após os seus passes em Guimarães (novembro) e no Porto (dezembro). Umha peça teatral construída a partir de umha adaptaçom dramática do segundo capítulo do romance O filho de mil homens, de Valter Hugo Mãe. Margarida Gonçalves, presença regular nos espetáculos da companhia Teatro Bruto, incorpora aqui a figura de umha anã, explorando territórios entre a personagem e o seu narrador, onde é espetadora de si própria e dos acontecimentos da história que narra, e, simultaneamente, veículo dos sentidos mais amplos e complexos que o texto propõe.

As sócias e sócios da da AGAL poderám já desfrutar de um preço especial de 3 € graças ao acordo assinado entre a associaçom e a o CDG para a promoçom deste programa de teatro galego e português. Pata terem a sua entrada reservada a preço especial deverám escrever a Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar antes do dia da funçom às 15:00h, indicando o seu nome e apelidos. Além, da fanpage da AGAL e o PGL no Facebook sortearemos 5 bilhetes para assistir gratuitamente a esta obra.

‘O amor dos infelizes’

Esta é a história de uma mulher anã que vive à sombra da piedade dos habitantes de um pequeno povo do interior. A anã, que apenas mede uns oitenta centímetros, desengonçada e atrapalhada no andar, sempre a gemer de dores, é para as outras mulheres como um ser rasteiro, como umha criança que nunca cresce. “Sem que fosse gente, dizia­-se.” A sua existência limita­-se, aos olhos dos outros, à sua deformidade, à sua monstruosidade, à intransponibilidade daquele corpo. Vive das sobras das pessoas grandes, do amor possível ­ o amor dos infelizes.

Este espetáculo está desenhado para circular facilmente por diferentes espaços de apresentaçom, servindo de “cartom de visita” do projeto, global e abrangente, que a companhia tem vindo a desenvolver com o escritor Valter Hugo Mãe. Trata­se de um monólogo que tanto pode ser apresentado em simultâneo com outros espectáculos, como pode integrado em formatos mais consentâneos com atividades culturais pontuais, como conferências cénicas e leituras encenadas, podendo, assim, ser vendido e circular em espaços com menos meios técnicos como, por exemplo, festivais e encontros de literatura. A encenaçom inspira­-se no formato da conferência ou palestra sobre este “conto”, afastando-­se da obra literária e aproximando­-se do universo da oralidade dos contadores de histórias. Este espetáculo pode ser apresentado a um público escolar, neste caso, segue­-se ao espetáculo umha conversa com a atriz e a encenadora.

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AGAL abre debate entre as suas bases sobre a participaçom na manifestaçom de 8 de fevereiro

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) abriu debate entre as suas bases sobre a participaçom na manifestaçom que a plataforma Queremos Galego convocou para 8 de fevereiro.

Votaçom da AGAL no Loomio

Embora a AGAL nom fai parte da plataforma, apoiou várias das suas mobilizações, nas quais participou também ativamente. Sempre que a associaçom marcou presença, procurou «fazê-lo de umha maneira positiva», indica o presidente, Miguel Penas. Além disto, a participaçom da AGAL visou «ultrapassar o estado atual da língua na Galiza e a estratégia elaborada nas últimas décadas»; neste ponto, o facto de se dedicar o Dia das Letras de 2015 a Filgueira Valverde, promotor do Decreto Filgueira, «abre umha muito boa oportunidade para isto».

Conforme anunciado na última assembleia geral, a associaçom enceta neste 2015 umha nova etapa no que diz respeito dos debates internos. Desta maneira, a conveniência de a AGAL participar na manifestaçom será a primeira grande decisom submetida ao debate público entre os sócios e sócias da entidade reintegracionista. Para isto, abriu-se um espaço na plataforma Loomio (a inscriçom é gratuita) no qual as bases agálicas devem responder umha única pergunta:

Achas que a AGAL deve participar como coletivo na manifestaçom deste 8F?

O debate e a votaçom estará aberta até o domingo 25 de janeiro (incluído). O debate será aberto e qualquer pessoa poderá ler as opiniões publicadas no fio, mas só aquelas que estejam associadas à AGAL poderám participar e votar.

 
   

Teatro português a preço especial para associadas da AGAL

Dossiê CDG programaçom 2014-2015O primeiro semestre do ano apresenta-se interessante em Compostela para as pessoas amantes do teatro galego-português, pois haverá umha programaçom muito completa. Mantendo a linha de temporadas anteriores, a capital do País será o cenário de seis meses intensos de variadas propostas dramáticas galegas e portuguesas. As sedes da programaçom serám o Salón-Teatro (que depende do Centro Dramático Galego, CDG) e o Teatro Principal, ambos os dous na Rua Nova, embora o primeiro concentrará a maior parte das encenações.

Descontos para sócias e sócios da AGAL e sorteios

O relacionamento estável entre companhias de Galiza e de Portugal é umha das linhas estratégicas que o diretor do CDG, Manuel Guede, fixou como prioritárias na programaçom da sala de titularidade pública. Num acordo para o fomento e difusom deste intenso programa transfronteirizo, chegou-se a um acordo com a Associaçom Galega da Língua (AGAL) para que as pessoas associadas podam desfrutar do mesmo preço especial que já agora tem o alunado de português das escolas oficiais de idiomas.

Para Miguel R. Penas, presidente da AGAL, este facto mostra «como existem múltiplas hipóteses e oportunidades para estreitar uns vínculos com o espaço cultural próprio da língua galega». Ainda, insiste na ideia de que «as administrações públicas galegas devem funcionar como motor deste relacionamento tam necessário para a língua e para construir o novo guiom que precisamos».

Dentro do acordo com o CDG, a AGAL compromete-se a fazer a maior difusom possível de todas as peças teatrais deste semestre, quer através do PGL, quer a partir dos perfis nas redes sociais, quer mediante os canais de habituais de comunicaçom da associaçom. Aliás, cada umha das sessões, fará-se um sorteio na fanpage da AGAL e o PGL de 5 bilhetes para assitir gratuitamente ao teatro.

Já na semana próxima poderemos desfrutar deste acordo e assistir à primeira desta ambiciosa série de obras portuguesas.

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Roi Cervinho: «Gostaria de que os galegos vissem que podem utilizar sem esforço duas das línguas mais faladas do mundo»

Roi Cervinho 1

Roi é galegofalante de sempre e é chefe dumha equipa comercial. Foi aluno da última ediçom do curso Escrever.com.nh, do qual tirou muito proveito. É reintegracionista desde há já algum tempo e assegura que a campanha do éMundial o ajudou a colher forças e perder o medo a escrever em galego internacional.

És de Marim, mas moras em Vigo há quatro anos. Como é o teu relacionamento com a língua numha cidade como Vigo?

Eu percebo que a gente do centro de Vigo vê o galego como umha espécie de legado cultural, como a língua para questons de ócio ou festivas e mais nada. Diria que som conscientes de que há gente que o usa como língua habitual no próprio concelho e comarca de Vigo (só há que sair às paróquias da cidade) mas nom entendem que possa ser umha ferramenta de trabalho genial com a que já estamos equipados a imensa maioria dos galegos.

Fizeste o curso Escrever.com.nh. Achas que valeu a pena? Tiraste proveito na vida real deste curso?

Acho que valeu totalmente a pena. Os conteúdos som verdadeiramente práticos desde a primeira liçom e com a ajuda do professor, que no nosso caso foi o Afonso, deixei atrás já uns quantos falsos amigos e castelhanismos que largava com freqüência.

É curioso porque quando íamos pola metade, mais ou menos, do curso tive que atender no trabalho umha mulher brasileira, de Salvador da Bahia. Nom me cortei, e de primeiras dixem-lhe que estaria encantado de atendê-la em português. O resultado foi umha larga conversa de quase umha hora na que para além das questons principais da sua visita, se debateu a Lusofonia, a diáspora galega e mil cousas mais. Fui para casa orgulhoso de mim próprio e nesse momento fui consciente, como diria o Spiderman, do poder que tinha na minha mao.

Qual é a situação da língua no teu setor profissional? Há lugar para o reintegracionismo?

No meu setor profissional a nossa língua vive na marginalidade mais absoluta. Muitíssimo mais do que no setor da banca, onde se tratam de guardar mais as aparências. A gente nom demanda documentaçom nemhumha em galego, dando por feito, como em tantas outras cousas que o normal é que esteja em castelhano, quando sei que com o catalám nom é assim, por exemplo. Os empregados pouco podemos fazer se nom há demanda por parte dos consumidores.

Como deste o passo para o galego internacional?

Pois porque já nom podia com tanto ‘x’ por todas as partes (risos). Falando um pouco mais a sério, simplesmente comecei a reparar na nossa língua, na sua ortografia e a ser um pouco crítico. Começar a ler artigos que me interessavam em galegoportuguês e demais, e ver que só havia que fazer um mínimo esforço e começar a viver num novo mundo imensamente amplo. Para mim foi muito natural, ainda que já tinha tentado dar o passo uns anos antes e tinha desanimado pola reaçom da gente do meu entorno. Suponho que ter uns anos mais faz-te ser menos permeável frente ao que pensem o resto.

A minha família (meus pais foram alfabetizados em castelhano integramente) teve umha reaçom surpreendentemente natural e ainda hoje nom me pediram qualquer explicaçom. Para mim é mais umha prova de que tirando a máscara dos prejuízos, quem nom escreve galegoportuguês é quem nom quer.

Que visom tinhas da AGAL, que te motivou a te associares e que esperas da associaçom?

Espero que siga polo caminho que leva até agora: da positividade e de somar sempre, de ajudar a que a gente seja capaz de olhar através desse muro férreo que é a oficialidade atual. Penso que é o melhor jeito de difundir as ideias da AGAL.

Como gostarias que fosse a “fotografia lingüística” da Galiza no ano 2020?

Gostaria de que fosse umha Galiza bastante mais consciente do seu potencial, cousa que tampouco é muito difícil. Gostaria de que entre 2015 e 2020 houvesse algum tipo de “despertar” ou semelhante e que os galegos vissem que podem utilizar duas das línguas mais faladas do mundo sem esforço, do impulso que isso nos pode dar como país.

Conhecendo Roi

 

  • Roi Cervinho
    Um sítio web: Por todas as vezes que me tem ajudado, www.estraviz.org
  • Um invento: a Internet
  • Umha música: Metal, Rock e derivados
  • Um livro: Paraíso Perdido, de John Milton
  • Um facto histórico: a Revoluçom Ucraniana
  • Um prato na mesa: a empada da minha mae
  • Um desporto: basquetebol
  • Um filme: Groundhog Day, com o Bill Murray
  • Umha maravilha: deixar de fumar
  • Além de galego: do Morraço
 
   

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