Associaçom Galega da Língua

Carvalho Calero: Alicerce de uma Galiza lusófona

carvalhoA Associaçom Galega da Língua (AGAL) em colaboração com a Biblioteca Pública Anxel Casal organiza 2 atividades nesta semana.

Esta quarta-feira 25 de março, às 18h30, realiza-se a palestra Carvalho Calero: Alicerce de uma Galiza lusófona, sobre a vida e a obra do professor Ricardo Carvalho Calero, coincidindo com o 25º aniversário da sua morte.

A palestra será realizada na sala de atos da Biblioteca e intervirão: José Luís Rodrigues, catedrático de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela, antigo aluno e estreito colaborador de Carvalho Calero; Elvira Souto, professora reformada de Didática da Língua e Literatura da Universidade da Corunha, e
Eduardo Sanches Maragoto, professor de português da Escola Oficial de Idiomas de Santiago de Compostela.

criançasPara além desta atividade, no dia a seguir, 26 de março, às 17h30 na Sala Infantil da mesma Biblioteca, decorrerá a atividade Ler contos com diferentes sabores da nossa língua, onde participarão pessoas de Angola, Brasil, Portugal e a Galiza para ler contos dos seus países.

Angola: Sara Vongula
Brasil: Vivian Rangel e Márlio Barcelos
Galiza: Ainda pendente de confirmação
Portugal: Joana Martins

Joana Martins, voluntária do Programa de Voluntariado Cultural da Rede de Bibliotecas de Galiza, finalizará a atividade com um ateliê para as crianças galegas conhecerem melhor o léxico galego-português.

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Filipe Diez: «Não vejo sentido em entender a língua galega numa dimensão puramente nacional quando historicamente é uma língua internacional»

Filipe Diez é o primeiro galego da sua família, leonesa. Há três anos foi uma das pessoas promotoras do jornal on-line Praza Pública, que preencheu um importante vácuo. Ainda no âmbito da comunicação, acha muito necessário um canal infantil de TV. A sua prática pública reintegracionista é recente e deve-se ao «convencimento da fase de definitiva falência» em que entraram as instituições culturais galegas. Morou e namorou no Brasil e atualmente leciona galego e português no ensino secundário.

As tuas origens familiares são da província de Leão. Nalguma ocasião tens comentado ser o primeiro galego da tua família. Como é isso?

Meus pais procedem de lugares que aparecem no mapa por puro acidente histórico: um balneário e um monumento isolado salvaram as suas aldeias (Caldas de Luna e San Miguel de Escalada) do anonimato total. A história deles é como a de muitos galegos, migrantes do campo para a cidade, com a particularidade de que vinheram para a Corunha e não para uma cidade leonesa. Quase nada do que ocorre aqui é exclusivo nosso: o despovoamento do rural, o estigma do trabalho agrogandeiro, o desprestígio das falas associadas com o atraso, o processo de apagamento da identidade nacional… Para mim é interessante ter esses elementos de contraste, dentro da própria família.

Foste um dos promotores do diário digital Praza Pública. Passados já quase três anos do começo deste projeto, quais são as tuas sensações?

Filipe Diez  | Foto: Praza Pública

Filipe Diez | Foto: Praza Pública

No plano particular, não podo negar o orgulho e a satisfação de ver essa Praza consolidada e a ponto de cumprir 3 anos de vida, quando muitas pessoas diziam no começo que um novo modelo como o que Praza representa, um meio pensado para ser de todos e de ninguém, não passaria do papel ou no máximo duns poucos meses de vida. Hoje Praza é um projeto financeiramente auto-sustentável e o meio líder em língua galega, conquistas humildes mas contodo importantes na escala do país que somos, e sobretodo conquistas alcançadas sem renunciar à concepção original de ser um ponto de encontro de quem crê neste país, com quaisquer postulados.

Mas sou muito crítico, provavelmente o leitor mais crítico de Praza – tirando os trolls, claro –. Mesmo sabendo da escassez de recursos que temos, penso que sempre devemos aspirar a fazer mais e melhor, e nesse empenho estamos a trabalhar. Há uma cousa magnífica em Praza, que oxalá se espalhasse a muitos outros âmbitos, e é que fai que pessoas muito diversas trabalhem juntas sem reticências. Creio que esse espaço de liberdade, pluralidade e tolerância é muito necessário e deveria servir de estímulo para repensar muitas fronteiras interiores que às vezes nos limitam de jeito estéril.

Quê deficiências e carências detetas no universo dos meios de comunicação em galego? Talvez um projeto audiovisual com força?

Carências e deficiências, muitas. Desde o próprio desenho institucional, que prima o âmbito estatal no áudio-visual; até à política do Governo galego, abertamente ilegal, de compra de vontades; passando pela falta de iniciativa da CRTVG para ser um elemento dinamizador; e acabando pela passividade de boa parte da sociedade civil organizada no tocante a este assunto.

Sem tirar nem um ápice de mérito aos projetos que existem, e que são essenciais para seguirmos existindo como país, precisamos muito mais. As minhas prioridades, se tivesse que escolher, seriam: um canal de tv específico para o público infantil; outro, de colaboração da TVG com emissoras do mundo lusófono; e uma rede privada (de economia social, mas privada) de rádios em galego. E junto com isso todo, uma nova política de ajudas e subvenções, com critérios objetivos e subvencionando unicamente o uso do galego, sem clientelismo, sem manter artificialmente vivas empresas falidas e sem impedir a livre concorrência – ou seja, uma política democrática e não o modelo fraguiano que ainda subsiste hoje em dia.

Moraste muitos anos no Brasil e a tua companheira é brasileira. Eras reintegracionista antes de cruzares o Atlântico? Em que medida a tua estadia brasileira mudou a tua perceção da língua da Galiza?

Era e continuo a ser. Não vejo sentido em entender a língua galega numa dimensão puramente nacional – ou pior, regional – quando historicamente é uma língua internacional. A nossa língua, por origem, por trajetória histórica e por necessidade de futuro, só tem sentido e viabilidade entendida como parte dum tronco maior, e um tronco que tem aqui as suas raízes. Encastelar-se num discurso identitário e diferencial não é outra cousa que um reflexo da assunção do quadro imposto pelo opressor.

A minha prática pública reintegracionista é mais recente, e deve-se ao meu convencimento da fase de definitiva falência em que entraram as instituições culturais galegas dependentes do dinheiro público, que considero incapazes de seguirem a definir rumo nengum para este país nem para a sua cultura.

Filipe Diez é professor de língua galega e portuguesa no ensino secundário. Dada a tua experiência docente, que teriam a ganhar os alunos e alunas galegas com um acesso generalizado ao ensino de língua portuguesa?

Por riba de todo, o contributo seria (é já, nalguns centros onde existe esse ensino) o de prestigiar o galego. Dotá-lo nitidamente, na consciência desses falantes, dessa dimensão internacional: através do galego, temos acesso a infinidade de recursos culturais, académicos, informativos e de lazer. Saber que com o galego podem se comunicar com 250 milhões de pessoas é uma “bomba de impacto moral” extremamente positivo.

A isso devemos engadir o acesso a produtos culturais de qualidade, tanto clássicos como contemporâneos. E em definitiva, a perceção de que com o galego estamos no mundo, sem precisar passar por um suposto quilómetro zero definido fora de nós.

Uma anedota rápida. Quando nas minhas aulas de galego, em 1º da ESO, falamos de sócio-linguística, sempre apresento aos meus estudantes o mesmo dilema: “Com o espanhol temos acesso a um universo de 400 milhões de falantes; com o galego, a um de 250 milhões. O que é melhor?” Quase sempre, a resposta desses nenos e nenas de 12 anos é a mesma: “É melhor 650”. Eles não querem renunciar ao espanhol, e não devemos pretender isso; mas estão abertos a adotar o galego como língua extensa e útil, utilizando um dos lemas da AGAL. Rachar esse estereótipo do galego como língua rural, de velhos e inservível além do Padornelo (e quem dixo que devemos sair, e que postos a fazê-lo, devemos sair polo Padornelo?!) é essencial e está nas nossas mãos.

Por onde deve caminhar o reintegracionismo para se tornar hegemónico socialmente?

Entendo o reintegracionismo como uma parte do movimento social que ao longo das últimas décadas se tem denominado normalizador. Como parte dum todo maior, penso que é desejável procurar pontos de convergência com outros agentes sociais e procurar a unidade de ação tanto no terreno mobilizador no sentido mais clássico como sobretodo no campo da construção de novas instituições sociais, e refiro-me principalmente à criação duma rede social de criação e difusão da cultura, das artes e da informação.

Desejaria que os nossos esforços se centrassem cada vez mais em fazer acontecer o que dizemos querer e cada vez menos em comprazer-nos com a crítica ao que não é feito; cada vez mais em que cada quem leve adiante as suas iniciativas e menos em pôr paus nas rodas dos demais; cada vez mais em abrir as portas e as janelas tanto ao mundo quanto aos nossos jovens criadores e menos em promover homenagens em circuito fechado. E sobretudo, desejaria que conseguíssemos, a partir da aplicação desses princípios, alargar o processo normalizador muito além do ensino e do âmbito das instituições políticas e culturais: o comércio, o lazer, os meios de comunicação, as novas tecnologias… são áreas estratégicas e nas quais ainda temos quase todo o caminho por andar.

Que visão tinhas da AGAL, que te motivou a te associares e que esperas da associação?

A visão que eu tinha da AGAL sempre deu um saldo positivo, mas nos últimos anos evoluiu muito favoravelmente: apreciei um processo de abertura, que considero já bem consolidado, uma vontade de não se limitar às fronteiras que em décadas anteriores constringiram o movimento reintegracionista, e penso que esse é um magnífico ponto de partida que deve ser apoiado.

Decidim associar-me há já dous anos, quando constatei que a crise do entramado cultural oficial e para-oficial entrou em fase terminal, ainda que suspeito que a agonia será prolongada e que haverá diversas tentativas de dar-lhe uma sobrevida que nem merece nem saberia usar mais que em benefício dos diversos clãs que as transformaram no seu meio de vida e no seu campo de batalha, todo ao mesmo tempo. Neste contexto, considero absolutamente crucial apoiar o tecido social capaz de dar o revezamento a essas instituições obsoletas, e creio que a AGAL deve assumir o papel de dinamizar e mesmo de liderar esse processo, que não consiste unicamente em mudar os nomes senão sobretodo em mudar os caminhos a trilhar.

Ninguém no seu perfeito juízo pode defender a continuidade duma política linguística e cultural que, trás 35 anos, se demonstrou incapaz de frear a descida de falantes e a perda da transmissão da língua, especialmente no âmbito urbano; de criar um consenso social para a recuperação do galego nas atividades económicas mais dinâmicas e com maior impacto na vida social; de mudar um panorama mediático e de lazer nos que a presença do galego é minoritária até níveis ridículos; de promover a galeguização de instituições como a Justiça ou as igrejas, notadamente a católica; de incorporar as novas gerações de criadoras e criadores aos circuitos culturais; nem de fazer da cultura galega um produto de circulação internacional, seja na lusofonia seja com caráter mais global. A pouco que pensarmos, veremos que a maioria dos exemplos de êxito chegaram a partir de iniciativas privadas, quando não mesmo individuais, e não da implicação das instituições políticas e culturais que deveriam promovê-los.

Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2020?

Se me perguntasses polo ano 2050, diria que gostaria dum país de indivíduos multilingues, com o galego como língua socialmente hegemónica, um escrupuloso respeito polos direitos individuais dos falantes de espanhol e um intercâmbio cultural fluído com os países do nosso entorno linguístico (isso que costuma chamar-se lusofonia) e geográfico (Europa). Mas como a pergunta fica no 2020, seria feliz se daquela temos polo menos iniciado esse processo, que se resume em algo tão pouco inovador entre nós como abrir-nos ao mundo a partir de nós mesmos, sem pruridos identitários mas também sem renunciar ao que somos e donde vimos. Penso que precisamos duma nova Geração Nós, ainda que com um perfil menos académico e mais orientada à intervenção social, mais política – no sentido mais amplo, nobre e legítimo da palavra.

Se no ano 2020 tivermos algo semelhante a isso, e se a isso lhe engadimos um Governo Galego digno de tal nome, um tecido social mais extenso e diversificado territorial e ideologicamente, e também uma maior aproximação – que ultrapassa em muito a questão meramente ortográfica – aos países que falam a nossa língua, penso que daquela teremos as bases para reverter o processo de decadência que vimos sofrendo e para aspirar a conseguir para a língua galega e para todas as manifestações culturais que nela se expressam o nível de prestígio e de reconhecimento que merecem a nossa história, o talento das nossas gentes e em geral o povo galego.

Aspiro, em poucas palavras, a que o povo galego tenha orgulho do que é, em vez de renunciar à sua herdança para virar um apêndice ultra-periférico duma cultura que não tem o menor interesse em incorporar essa bagagem, senão só em anulá-la.

 

Conhecendo Filipe Diez

  • Um sítio web: muitos, mas se tenho que escolher só um, fico com o que mais leio para me manter informado, praza.gal
  • Um invento: todos os que têm que ver com a energia e com a difusão da cultura.
  • Uma música: “O que será (à flor da terra)”, de Milton e Chico; e “Senhas”, de Adriana Calcanhotto.
  • Um livro: As Rubaiyat, a Ilíada, qualquer tragédia de Sófocles ou de Shakespeare, a poesia completa de Pessoa…
  • Um facto histórico: no passado recente, a chegada de Nelson Mandela e Lula da Silva à presidência da África do Sul e do Brasil; num futuro mais ou menos próximo, desejaria que fosse a consecução duma República Galega independente.
  • Um prato na mesa: moqueca de camarão, acarajé, castanhas assadas, empanada, polvo à feira, goulash… e muitos outros, especialmente qualquer cousa que leve ou acompanhe patacas ou queijo.
  • Um desporto: para ver, futebol se joga o Deportivo; se não, dúzias doutros deportes; para jogar, futsal e futbolim (ou pebolim ou totô ou matraquilho ou…).
  • Um filme: Azul, de Kieslowski, foi o que mais vezes fum ver ao cinema; entre os clássicos, qualquer um de Lubitsch ou de Kazan; dentre os atuais, gosto dos filmes de Iñárritu e de Meirelles.
  • Uma maravilha: o clítoris.
  • Além de galego: amante da liberdade e da contradição.

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Pessoas ganhadoras do sorteio de bilhetes para ‘Jardim Suspenso’

Na fanpage da AGAL e o PGL no Facebook sorteárom-se já os bilhetes para assitir de graça à terceira peça do ciclo de teatro lusófono que entre janeiro e maio decorrerá em Santiago de Compostela. Os usuários e usuárias de Facebook Manuel Vilarinho, Crisanto Veiguela, Xiám Naia, Jéssica Beiroa e María Carballeira poderám assistir de graça à encenaçom de Jardim suspenso, de Abel Neves, que se estreia na sexta-feira, dia 13. As pessoas ganhadoras poderám escolher vê-la a qualquer data entre os dias 14 e 29 (incluídos).

As sócias e sócios da da AGAL poderám também desfrutar desta obra ao preço especial de 3 € graças ao acordo assinado entre a associaçom e a o CDG para a promoçom deste programa de teatro galego e português. Para terem a sua entrada reservada a preço especial deverám escrever a  Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar  antes do dia da funçom às 15 h, indicando o seu nome e apelidos.

A obra
Jardim Suspenso 2

Ódio, amor, raiva, frustraçom, impotência, medo, dúvida… som algumas das emoções que desfilam pola nova produçom do Centro Dramático Galego (CDG). Jardim suspenso, de Abel Neves, ganhou em 2009 a terceira ediçom do concurso teatral mais importante da lusofonia: o Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva, uma iniciativa conjunta do ‘Instituto Camões’ de Portugal e da ‘Fundaçom Nacional de Artes – Funarte do Brasil’. Ademais da publicaçom do livro, esta distinçom levava consigo a encenaçom do texto numa coproduçom luso-brasileira. O espetáculo estreou no Teatro Nacional Dona Maria II em abril de 2010 com direçom cénica de Alfredo Brissos.

Na versom galega, a direçom teatral corre por conta de Candido Pazó e será estreada esta sexta-feira, dia 13 de março, sendo representada todos os dias até domingo 29. Sempre às 20:30h, menos os domingos, que será às 18 h.

A obra

Jardim Suspenso 1Até onde pode levar a fidelidade a um amor que nom é correspondido? Luzia, nova arquiteta, nom desiste da sua fidelidade. Concebeu um jardim despejado, composto tam só por fina areia bem alisada e umas poucas pedras, na antiga casa dos seus pais, o fogar que abandonou em três ocasiões e ao qual regressou sempre o pedido de Mateu, o seu amor impossível e com quem, sem ser o seu irmão de sangue, cresceu desde a infância. É a ele a quem Luzia lhe dedica este jardim zen que a família se dispõe a inaugurar quando Mateo anuncia que vai casar com outra mulher, Paula.

A partir desse momento, Luzia desiste de comer; decide abandonar-se dissolvendo-se na vida por inaçom. Numa espiral de dor, desleixo e vazio fecha-se frente os outros. Ignorando os seus sentimentos, a família tenta compreender o enigma. Mariana, a avó, resolve o mistério desde muito cedo. Com a sabedoria que propícia a idade, aconselha ao filho: “Se ouvimos bem, respiramos melhor”. Mas na casa, ninguém a escuta. Mas a vida continua e o jardim… suspenso.

Em Jardim suspenso, Abel Neves assina um texto que semelha simples mas que adquire uma enorme complexidade, pois é uma história da nossa condiçom humana. O dramaturgo português indaga nas relações familiares e no microcosmos no que se sustém o nosso (in)felicidade. E confrontam com o poder das palavras simples, essas que surgem quase sem nos dar conta e que, à mínima fenda, rematam convertidas em facas letais. Palavras com as que prometemos o impossível e com as que defraudamos as expectativas. Palavras que, de repente, já não servem pois já nom há ninguém que as possam ouvir.

O autor

Poeta, romancista, ensaísta e, sobre todo, prolífico dramaturgo, Abel Neves está considerado um dos nomes mais relevantes da dramaturgia portuguesa contemporânea.

A sua abundante produçom abrange mais de 30 peças teatrais publicadas e encenadas como Anákis, Amadis, Touro, Terra, Medusa, Amo-te, Atlântico, Finisterrae, Arbor Mater, Lobo-Wolf, El Gringo, Inter-Rail, Supernova, Fénix e Kota-Kota, A Caminho do Oeste, Amor-Perfeito, Olhando o céu estou em todos os séculos, Provavelmente uma pessoa, Este Oeste Éden, Qaribó, Ubelhas- Mutantes e Transumantes, Vulcão, Querido Che, A visita, A mãe e o urso, Sallon Yé-Yé, Vulcão, Flor e Cinza, Clube dos pessimistas ou Atlântica.

Além cultivou géneros como a poesia (Eis o Amor a Fame e a Morte e Quasi Stellar), o romance (Asas para que vos quero, Sentimental, Precioso, Cornos da Fonte Fria, Lisboa aos seus amores (Felizes e Aliança), entre outras) e o ensaio teatral (Algures entre a resposta e a interrogaçom). A sua obra, traduzida a multidom de idiomas, foi publicada ou representada na Alemanha, Brasil, Escócia, Espanha, França, Luxemburgo, Hungria e Roménia.

A ficha

  • Autoria: Abel Neves
  • Direçom: Cándido Pazó
  • Data: De sexta-feira 13 até domingo 29 de março, todos os dias às 20:30h e domingos às 18h
  • Lugar: Salón-Teatro (Compostela)
  • Cenografia e figurinismo: Carlos Alonso
  • Composiçom musical: Manuel Riveiro
  • Iluminaçom: Afonso Castro
  • Maquiagem: Martina Cambeiro
  • Produçom: Fran Veiga
  • Assistente de direçom: Belén Pichel
  • Versom galega: Cándido Pazó e Manuel Guede Oliva
  • Caderno pedagógico: Afonso Becerra de Becerreá
  • Comunicaçom: Ana Rosales, Ana Miragaya (Agadic)
  • Escritório de comunicaçom e imagem: Trisquelia

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As mulheres da AGAL organizam-se na Quinta de Comadres

Quintadecomadresblogue

Hoje, 10 de março, nasce o blogue Quinta de Comadres, criado pela comunidade das Comadres, um grupo de mulheres dentro da AGAL que se organizou com o objetivo de compartilhar interesses e curiosidades comuns sobre género e língua.

Um dos projetos com que inicia a sua apresentaçom como grupo dentro da AGAL é este blogue, Quinta de Comadres, que utiliza os nomes e a simbologia do Carnaval para, como se indica na apresentaçom do projeto, dar resposta a perguntas como «por que sabemos tam pouco sobre as mulheres galegas que estám envolvidas em projetos ou trabalhos de grande interesse social?» ou «que melhor maneira de conhecer o que se está fazendo que falando com as suas protagonistas?».

O blogue conta com várias seções: corredoiras, espaço de entrevistas por onde «saem a correr» as iniciativas que o grupo vai encontrando; testamentos de comadres, seçom de opiniom; e mecos, para queimar ou salvar, área interativa para mostrar os ainda estereótipos, discursos e atitudes discriminatórios de género que consciente ou insconscientemente persistem na sociedade atual, mas também exibir o que o que já vai mudando.

Da equipa da Quinta de Comadres indicam que a participaçom no gupo é aberta e encorajam para a colaboraçom no projeto.

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‘Palavras a Espártaco’, de Vítor Vaqueiro, novidade da Através Editora

O poemário Palavras a Espártaco, de Vítor Vaqueiro, é a mais recente novidade da Através Editora. A discriminação ortográfica —denunciada polo próprio autor— que sofreu num certame literário recebeu a solidariedade de centos de pessoas na campanha Galego em Liberdade, organizada pola AGAL.

Destacamos um trecho das palavras do autor apresentando o livro:

Foram a ira, a raiva, o desprezo, e, no limite, o desejo de vingança as peças principais deste conjunto de poemas.

O sofrimento e a exploração humanas são as mesmas por mais que troquem os nomes e passem os séculos. Todos os deserdados são contemporâneos nossos. A escravatura tomou forma de desemprego, marginalização e despejos. Espártaco exibe a sua cólera nas nossas ruas.

Depois de vinte séculos, Espártaco continua entre nós, interpelando a quem deseje ouvir a sua proposta.

Palavras a Espártaco (capa)

O autor

Vítor VaqueiroVítor Vaqueiro começa a publicar em 1979. A sua obra compreende poesia, narrativa e ensaio divulgador. Em 1984 recebe o Prémio da Crítica Espanhola na sua modalidade de poesia por A fraga prateada. Paralelamente ao seu labor literário tem desenvolvido um intenso trabalho no campo da fotografia.

Disponível já no Através Clube

O preço deste volume em livrarias será de 10€. Porém, as pessoas que sejam membros do Através Clube, recebê-lo-ão nas suas moradas por apenas 8€, sem custos adicionais de envio. Quem não for membro do Clube tem até 9 de março para se inscrever e beneficiar-se desta oferta. O livro só chegará às livrarias depois dessa data.

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