Associaçom Galega da Língua

Entrevista a Ricardo Gil, enfermeiro: «O galego para mim é um orgulho, umha vantagem e umha responsabilidade»

PGL - Ricardo Gil é enfermeiro de profissom, descobriu a utilidade da língua ao ir trabalhar a Leiro e às zonas "raianas"

de Lóvios, adora viver o galego como umha língua internacional e decidiu associar-se à AGAL depois de abrir os olhos durante um ano de estágio em Portugal. Para além disso é um apaixonado leitor de livros e devece por aprender a língua.

Qual a tua experiência de falar e de receber aulas em galego na tua profissom de enfermeiro? Qual a utilidade do galego no meio sanitário?

Na Escola de Enfermagem de Ourense, embora quase todo o quadro de pessoal soubesse galego, este praticamente nom existia. Os apontamentos e os exames eram maioritariamente redigidos em castelhano e, ainda que havia professores e companheiros da turma que falavam e escreviam em galego, a presença da nossa língua era ínfima.

O galego é mui útil no meio sanitário por umha cousa mui clara, o modelo de doente ingressado ou que requer tratamento, costuma ser uma pessoa idosa, e esse perfil tem como fala natural o galego. Assim, se quisermos saber o que é a comichom, a dor, o joelho/geonlho, o tornozelo, se som alérgicos ao "pó" ou ao "polvo" (isto é brincadeira minha), temos que saber galego. Esta é a sua utilidade principal , a de nos permitir a comunicaçom com os pacientes. Aliás, se trabalhamos em zonas raianas, conhecer galego internacional vai-nos possibilitar saber como agir quando alguém diga que está enjoado.

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AGAL reforça cooperaçom com as escolas Semente

PGL - A Associaçom Galega da Língua (AGAL) reforça estratégia de cooperaçom com o as escolas infantis Semente. Este projeto nasceu como umha iniciativa sem ánimo lucrativo em Compostela, impulsionado pola Gentalha do Pichel, e agora aspira a alargar presença no País com novas escolas em Vigo e Ferrol.

Entre os objetivos apresentados polo Conselho da AGAL aos sócios e sócias na assembleia geral de 30 de novembro estava o início de umha linha de trabalho centrada no ensino nom-universitário. Para implementar a decisom aprovou-se encetar umha área de trabalho no ensino infantil e principalmente no projeto Semente.

A primeira das medidas de colaboraçom é oferecer aos sócios e sócias da AGAL a possibilidade de modificarem a sua quotizaçom na associaçom para destinar umha quota especial para apoiar este projeto. A quantidade mínima é 10€ anuais, permitindo-se também umha colaboraçom maior para quem o desejar. As pessoas interessadas podem pedir já essa modificaçom endereçando umha mensagem eletrónica para a Secretaria da AGAL em secretaria[arroba]agal-gz.org.

Pola sua parte, a nova opçom está disponível desde começos desta semana para as novas pessoas que quigerem formar parte da Associaçom Galega da Língua. Basta apenas preencher o campo "Amigo/a das Escolas Semente" no formulário on-line de inscriçom.

O dinheiro que os sócios e sócias da AGAL destinarem à colaboraçom com as escolas Semente será doado na íntegra no final de cada ano para a Coordenadora Nacional da Semente para facilitar a estabilidade e expansom do projeto.

 
 

Manuel Rial: « Hai que fazer ver à gente que o reintegracionismo é umha via possível, que nom cambiaria a sua forma de falar, só o seu jeito de escrever.»

PGL - Manuel Rial é paleo-falante e natural de Vimianço. Estudou jornalismo em Compostela e criou com quatro companheiros da faculdade a revista digital O Compás da Costa da Morte, revista cultural da zona.

És natural de Vimianço, como é o mundo de um neno galego falante do ponto de vista da língua? podias manter-te no monolinguísmo?

Desde neno sempre falei galego, e apenas galego. Até com a gente que me falava espanhol, pois comprendim que se viviam aqui nom teriam problema nengum em perceber. Hoje em dia continuo a ser monolinguista e falo galego com todo o mundo, responda no idioma que responder. E figem isto sempre de jeito natural, sem nemgumha conviçom ou intençom, até que há um ano alguém me dixo que lhe parecia estranho que puidesse ter umha conversaçom onde umha pessoa fale um idioma e a outra, outro.

Até que cheguei à Secundária, nunca reparei na existência dum conflito linguístico, porque em Vimianço nom existia. E continua sem existir. A maioria dos habitantes falam galego e mui poucas pessoas falam o espanhol. E como digo, caso alguém fale espanhol, poucas pessoas lhe respondem em espanhol. Antes ao contrário, som os castelhano-falantes que tentam responder em galego.

Quais eram os usos do galego na tua infáncia? é do espanhol?

Como já dixem, de neno rara vez falava o espanhol. Basicamente nas aulas de “lengua”, onde lia e escrevia na língua de Cervantes. Isso sim, nom tinha nengum problema para escrever e comunicar-me em espanhol, como muitos podem tentar fazer ver. Todo o contrário, já que igualmente vivia rodeado de castelhano: a tevê, os livros, os comics, os jogos...

És criador duma revista cultural digital da Costa da Morte: O Compás da Costa da Morte. Levades um  ano com ela, como foi este primeiro ano?

Foi genial. Juntamo-nos cinco companheiros da Faculdade de Ciências da Comunicaçom, que depois de finalizar a carreira decidimos realizar unha página web sobre a cultura da Costa da Morte. Foi no dia das Letras Galegas de 2012 e nascia como umha agenda de lezer da zona, mas acabou por ter protagonismo à parte de revista cultural em que aproveitamos para nom perder em nengum momento a nossa profissom, e continuar a fazer reportagens, entrevistas... Apesar de que  a revista nom dá para nos sustentar economicamente, a satisfaçom pessoal é enorme.

Estou aprendendo muito graças a ela, porque investigas, descobres lugares, pessoas, e o mais gratificante, fás que do outro lado da Rede alguém esteja descobrindo ao mesmo tempo o que tu lhe mostras.

Chegaste a  Compostela para a estudar. Como foi essa passagem com respeito à língua?

Na Faculdade de Jornalismo vivim umha grande evoluçom a respeito do idioma. Ao começar umha carreira, que ainda por cima se baseia na língua, reparei na quantidade de castelhanismos que utilizava sem jeito nengum. Por isso, nesse momento decidim limpar o idioma e ir abandonando progressivamente as palavras e expressons do espanhol (ainda continuo nisso!). Isso sim, que começara a mudar a língua nom quer dizer que renunciara aos traços dialetais da minha vila: o sesseio e mais a gheada. Aliás, reforcei-os por conviçom própria, porque nom queria falar um galego asséptico, e queria conservar a minha marca de identidade, as minhas raízes na fala.

As reaçons vinherom sobretudo do ámbito familiar que começavam a olhar dum modo estranho, para nom dizer “ghuhghado” (que olha que é complicado de dizer, com aspiraçom do xis incluído) e dizer “julghado”. Mas há umha palavra que ainda nom conseguim remediar: “ghallego”.

Que te motivou para dares um passo para a estratégia luso-brasileira? Foi fácil a transiçom?

Mais que fácil, a transiçom foi lenta. Hei de dizer que nom há muito tempo eu era anti-reintegracionista. Desde novo, quando comecei a ouvir que havia gente que "queria escrever o galego como o português" achava-o absurdo e ilógico, por serem dous idiomas distintos que nom tinham nada a ver, e ainda que num momento histórico foram o mesmo idioma já havia um distanciamento tam grande que era impossível voltar a tentar construir pontes. Mesmo, quando saíra a última normativa que incorporava as terminaçons -za, em lugar de -cia, ou dava por válidas as terminaçons -ble e -bel, pensava naquele momento que nom tinha nengum sentido fazer essa aproximaçom ao português indo em contra do que a maioria da gente falava na rua. Mas, agora, anos depois vê-se que está totalmente assimilado, e hoje em dia ninguém acha estranho estranho ouvir "diferença" e assume-o já como próprio. A gente acostuma-se às normativas por mui chocantes que lhe pareçam ao princípio.

O momento em que mudei realmente de parecer foi quando há um ano comecei a estudar português na Escola Oficial de Idiomas. Interessei-me por ela porque me parecia um erro gravíssimo que nom se ensinara nas escolas um idioma irmám do galego com o que teríamos as portas abertas a milhons de falantes em todo o mundo, um idioma que ademais, por história, era "da família". (Já daquela começava o germolo reintegracionista).

Ademais, comecei a ver que os reintegracionistas nom eram “bichos raros” e, umha amiga impulsou-me a dar o passo final.

Na tua opiniom, por onde deve caminhar a estratégia luso-brasileira para avançar na sua sociabilizaçom?

Para começar, fazer ver à gente que o reintegracionismo é umha via possível, que nom cambiaria a sua forma de falar, só o seu jeito de escrever.

E também deixar de que pareça que o reintegracionismo só se move em circuitos fechados, e que há gente mui variada e de distintas profissons, condiçons sociais e académicas que apoiam a causa.

Creio também que na parte mais prática, teria-se muito andado se a normativa oficial dera três pequenos passos: cambiar o ñ por nh, o ll por lh e escrever o -m final. Só com estas três chaves o reintegracionismo veria-se doutra maneira. É impossível introduzir umha nova norma ortográfica de golpe. Assim, deste jeito as pessoas abririam os olhos e começariam a pensar...

Que visom tinha da AGAL, que a motivou a se associar e que espera da associaçom?

Conhecim a AGAL através dumha amiga associada, que me explicou em que consistia. O que mais me botava para atrás era pensar que o reintegracionismo queria trasladar a normativa exata do português lisboeta ao galego. Mas vim que existiam alternativas, que nom era tudo preto ou branco, nem boi ou vaca. Quero dizer, que existia umha alternativa que recolhia o idioma galego com as suas características próprias, sem ser a cópia exata do padrom português. Porque nisso continuo a estar em contra.

O que quero é que a gente comece a reparar na cada vez pior qualidade do galego, invadida por castelhanismos que aceitam na Real Academia, enquanto que os termos próprios som deslocados porque a gente acaba por nom utilizá-los. O que quero é que ademais os galegos escrevam o seu idioma na grafia que lhe pertence por história, e que nom tenhamos medo em abandonar a ortografia espanhola. Porque como diz o presidente da Real Academia queria voltar à normativa anterior mesmo porque lhes criaria muitas complicaçons os nenos estudarem duas ortografias distintas na escola. Dando por suposto que existe umha língua superior e outra inferior, a que tem que copiar à superior.

Espero da AGAL que continue a  dar passos na visibilizaçom social do reintegracionismo, e para isso penso que é vital mostrar o potencial da cultura lusófona. Que a gente nom olhe apenas para a fronteira do Cebreiro e olhe para a de Tui. Que a gente nova repare por que compreendeu tam bem as letras da Cabritinha e o Ai se eu te pego (por que nom!?)

Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2020?

Estacionamiento dumha escola de Vigo. Cinco da tarde. “¿Como te fue el día, Antón?” “Mui bem, hoje aprendim a somar mil milhons de cifras!”

 

Conhecendo Manuel Rial

  • Um sítio web: ocompas.com
  • Um invento: Internet
  • Uma música: Luar na Lubre, em geral. Som um grande siareiro
  • Um livro: Todos os dias, de Alberto Ramos.
  • Um facto histórico: A pré-história
  • Um prato na mesa: Umha sobremesa.
  • Um desporto: Caminhada
  • Um filme: A língua das borboletas, porque ficou gravada da infância.
  • Uma maravilha: A Costa da Morte.
  • Além de galega: Nasci na Suíça, mas melhor fico aqui…
 
   

Raul Rios: «Dizer reintegracionismo e dizer movimento normalizador é quase o mesmo»

PGL- Raul Rios, é natural da Corunha. Jornalista, esteve de bolseiro em El País e atualmente colabora com o Novas da Galiza. Ao começar a colaborar neste jornal chegou às suas mãos um exemplar do livro Do Ñ para o Nh de Valentim R. Fagim, desde entom escreve em reintegrado. Está a estudar português na EOI de Compostela e fez curso on-line Escrever.com.Nh e o aPorto.

Quando começaste a ser utente no galego? O que te decidiu para dares o passo?

Sou da Corunha e criei-me num ambiente castelhano-falante. Tanto na escola como na casa, o único que ouvias era castelhano, salvando o Xabarín Club da TVG, o meu avô e certas matérias escolares. Comecei a minha transiçom para o galego quando tinha uns 16 ou 17 anos e cheguei já sendo monolíngue ao meu primeiro ano de universidade em Compostela.

A minha motivaçom, num primeiro momento, foi fundamentalmente cultural. Entendia o nosso idioma como umha riqueza da que somos responsáveis e beneficiários, mas que se via ameaçada polo sempre hegemónico castelhano. Daquela ainda nom via o galego como umha língua internacional, mas sim apreciava a sua utilidade na Galiza; nom só como ferramenta comunicativa em muitos contextos nos quais o castelhano nom seria eficiente, mas também como elemento de coesom social e identitário.

És corunhês. Como é o dia-a-dia de um galego-falante na Corunha?

Acho que semelhante ao dum viguês em Vigo! Recordo que Xurxo Souto dixera umha vez numha palestra que Corunha é a cidade com mais galego-falantes do país. Logicamente, a armardilha estava em que ele estava a falar em termos absolutos, nom relativos. A grandíssima parte da mocidade emprega como única língua o castelhano e muitas vezes nem sequer som capazes de se desenvolver em galego; ainda no caso de existir vontade por fazê-lo. Cumpre solucionarmos isto.

Acho que seja complicado, num primeiro momento, comunicar-se numha língua que ocupa umha posiçom social tam marcadamente secundária como é o galego na Corunha. O galego-falante de menos de 50 anos vai acompanhado de estigmas: ou es nacionalista ou vens de “além-Arteixo”. E nom passa só na Corunha, quando digo que som     corunhês, algumha gente pregunta, “mas da Corunha... Corunha?”, “sim”, “ah! Pois que raro que fales galego!”.

E mais difícil é naquelas faixas de idade nas quais o comportamento é mais gregário, leia-se a adolescência. Se o grupo de colegas ou a tua turma fala em castelhano, há que ter bastante personalidade e vontade para falar galego; mas é precisamente nesses grupos de colegas onde mais necessário é potenciar a língua própria para que seja percebida como algo normal. Depois vais vendo como alguns desses amigos começam a empregar o galego para falar contigo e levas umha alegria. Paga a pena e há que se atrever!

Fizeste práticas num diário comercial em espanhol, o El País, e colaboras também com umha publicaçom nom comercial em galego, o Novas. Quais som, para ti, as principais semelhanças e diferenças?

Aqui poderia-se pronunciar umha tese doutoral. Hei de reconhecer que a delegaçom de El País Galicia nom tinha muito a ver com a central madrilena. Sempre tivem bastante liberdade tanto na escolha de temas como nos critérios a seguir na elaboraçom das informaçons, só me davam bons conselhos dos quais aprendim muito.

O Novas da Galiza nom pertence a um grupo de empresas com participaçons do banco Santander. A liberdade é absoluta dentro da amplíssima linha editorial que pomos nós e as leitoras.

E já fora das linhas editoriais, umha publicaçom mensal como o Novas tem a vantagem de nom depender da estrita atualidade. Isso permite pôr o foco nos temas mais relevantes e fazer umha reflexom mais profunda que permita ver o fundo da realidade, compreender todo aquilo sobre o que os grandes meios vam dando pequenas informaçons ao longo do mês.

Tanto a linha editorial como a periodicidade permitem que os temas tratados sejam escolhidos de forma diferente. Sempre terám o seu lugar as diferentes iniciativas dos movimentos sociais, as perspetivas económicas contrárias ao discurso dominante, a cultura ou os desportos vistos com óculos galegos ou também, por exemplo, a visom internacional da nossa língua. É difícil atopar estes temas noutros meios.

O jornalismo é um dos ambientes em que mais dificuldades para viver em galego?

Só basta com ver a pronúncia de certos jornalistas da TVG ou em que idioma falam fora de câmara! Brincadeiras a um lado, acho que as dificuldades só estám à hora de se relacionar com a audiência, o que é um problema. Simplesmente, todos os “grandes” meios deste país estám em castelhano e nom podes desenvolver o teu labor na tua língua. Jornalistas galego-falantes escrevendo em castelhano para leitoras galego-falantes, eis um dos enigmas deste País ou umha prova de que o galego continua vetado de muitos âmbitos da vida pública.

Outra cousa é o idioma no qual sejam dadas as conferências de imprensa ou no qual tu consultes as fontes, que no meu caso sempre foi o galego excepto quando estas eram estrangeiras (e de nengum país lusófono). Aqui nom há problema. Tampouco há problema para se comunicar com companheiras ou mesmo gente que está hierarquicamente acima de ti; nom se reproduzem as discriminaçons que sim se dam noutros ofícios. Acrescentaria, de facto, que a mim ter um bom nível de galego permitiu-me desenvolver labores de correçom ou de traduçom tanto em El País como numha revista de cooperativas agrárias.

Por onde achas que deve caminhar o reintegracionismo e o movimento normalizador?

Dizer reintegracionismo e dizer movimento normalizador é quase o mesmo. Explico-me: apesar de ser obviamente dous conceitos diferentes, acho que ambos devem ir da mao para terem sucesso. Nem o reintegracionismo tem sentido se ninguém fala já galego nem imos conseguir que a gente fale galego cumha visom que circunscrever a língua à Comunidade Autónoma da Galiza. Nom importa quantas conferências ou livros financie a Secretaria Geral de Politica Linguística entretanto nom tivermos isto claro.

Numha guerra um bando tem que usar todas as armas e recursos dos que dispuxer. No nosso caso e no contexto da mundializaçom, umha das armas, se calhar um míssil, é ter umha língua falada por mais de 200 milhons de pessoas e em cinco continentes. Como nom imos aproveitar-nos dessa realidade para potenciar o galego na Galiza? Qualquer diretor de planos estratégicos que trabalhe para umha grande empresa diria-che que estás tolo se nom o fixesses.

Que visom tinhas da AGAL, que te motivou a te associar e que esperas da associaçom?

AGAL deve ser das poucas associaçons ou coletivos deste País que nom tem um carimbo partidário, o que de sempre me transmitiu credibilidade e confiança. O único interesse é potenciar a língua, no qual, porém, sim que há muito de político. Antes de me associar fixem o curso Escrever.com.nh e também fum aos aPorto deste ano. Como pode ser que com tam poucos recursos se podam fazer tantas cousas! Acho que todo o mundo tem algo com que contribuir, por isso me associei. Também, hei de reconhecer, o desconto em livros de Através Editora foi um importante incentivo.

Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2020?

Gostaria de poder ir tomar o almoço a um café e ver vários jornais em galego na mesa, de poder ver filmes produzidos ou legendados no nosso idioma nos cinemas ou na televisom, ou de os livros em galego nom estarem na seção de “línguas estrangeiras” em El Corte Inglés. Que qualquer rapaz ou rapariga que finalizar a escola tenha todas as competências linguísticas necessárias para se desenvolver em galego tam bem como no castelhano, sabendo que se podem comunicar na nossa língua com mais de 200 milhons de almas, que diria hoje Castelao.

 

Conhecendo Raul Rios

  • Um sítio web: O IGE (http://www.ige.eu/web/index.jsp?paxina=001&idioma=gl), com todas as suas eivas.
  • Um invento: A imprensa de tipos móveis de Gutenberg!
  • Uma música: O punk em geral ou o grupo Os da Ria em particular, que nom som punk mas eles som mui punks.
  • Um livro: Os dez dias que abalaram o mundo, de John Reed.
  • Um facto histórico: O plebiscito do Estatuto de 1936.
  • Um prato na mesa: Alheiras do Porto.
  • Um desporto: Matraquilho.
  • Um filme: Star Wars (as seis).
  • Uma maravilha: A Cidade da Cultura?
  • Além de galega: Precário!
 
 

Nova ediçom da festa de boas-vindas aos novos sócios e socias da AGAL

PGL - O vindouro 21 de dezembro, sábado, às 21 horas, terá lugar em Compostela umha nova ediçom da festa que a Associaçom Galega da Língua organiza para dar as boas-vindas à associaçom aos novos sócios e sócias. O convívio, que terá lugar na Gentalha do Pichel (r/ Santa Clara, 21), está aberto a qualquer pessoa associada e mesmo a amizades nom associadas.

Nesta festa de boas-vindas haverá, sobretodo, conversa, mas também petiscos, jogos, prémios... e «humor, muito humor», garante o presidente, Miguel R. Penas, que fará umha saudaçom no início.

Para poder organizar melhor a festa agradece-se o envio com antecedência de um correio eletrónico para o endereço agal[arroga]agal-gz.org indicando a assistência, bem como o número de pessoas que a acompanhariam, se fosse o caso.

 

Vídeo gravado na ediçom do ano passado da festa
de recebemento às novas pessoas associadas

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