Associaçom Galega da Língua

‘Galiza, um povo Sentimental?’, novidade do Através Clube

Galiza, um povo sentimental? Género, política e cultura no imaginário nacional galego é a última publicaçom da ATRAVÉS|EDITORA dentro da coleçom Através de Nós, trata a construçom do mito da Galiza como sentimental e feminina. O que se pretende é assim analisar as maneiras em que, desde o século XIX, a história cultural e política do país vem marcada por este tropo colonial, fundamento discursivo que viu alimentar a relaçom disfuncional entre a Galiza e o Estado Espanhol.

Ao longo deste livro, fruto do rigoroso trabalho de Helena Miguélez-Carballeira, encontraremos respostas a muitas perguntas que cumpria fazer: é a Galiza um povo sentimental? É possível construir uma história desde a subalternidade? Pode uma língua ser indecente? Que origens reivindicar? Fica a crítica reintegracionista livre de toda culpa na sentimentalizaçom da imagem da Galiza?

Daquela, o que este livro nos oferece é tanto uma necessária incursom no passado ainda presente da Galiza e os seus mitos como uma aposta valente para entender o complexo discursivo colonial desde uma perspectiva de género.

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Reativada campanha ‘Gente nova da AGAL’

«A riqueza da AGAL está na sua base social, nas pessoas que decidem fazer parte do nosso coletivo». Com estas palavras apresentou hoje Miguel R. Penas, na sua conta de Twitter, a reativaçom de umha campanha que visa mostrar os diferentes perfis das pessoas recentemente associadas. O presidente da AGAL também acrescentou que «de hoje até finais de ano reativamos a campanha em que recuperamos entrevistas do melhor da série AGAL-Hoje». Ainda, num terceiro tuite assinalou como objetivo da reativaçom a intençom de aumentar as e os aderentes: «queremos ter muita mais #gentenovadaAGAL e por isso encorajamos todo o pessoal a aderir à família agálica», manifestou Penas.

Gente Nova da AGAL foi umha campanha que se desenvolveu no verão de 2013, já com os mesmos objetivos: mostrar qual é o perfil do pessoal que adere à AGAL com o fim de rachar preconceitos e animar a que um maior número de pessoas se associem. O blogue da campanha estivo e continuará ativo, funcionando «como magnífico repositório de entrevistas nas que poder encontrar estas magníficas entrevistas».

A campanha reativa-se com a recuperaçom da entrevista a Ana Gueimonde, doutora em Ciências Empresariais pela Universidade de Vigo e docente na Faculdade de Ciências Empresariais e Turismo de Ourense, e sócia da AGAL.

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Assembleia geral da AGAL e jantar de convívio no Culturgal

O presidente do Conselho da AGAL, nos termos legais e estatutários, notificou a convocatória de assembleia geral para o vindouro 6 de dezembro (sábado). Será às 11 h em primeira convocatória e 11h30 na segunda. Decorrerá na Paço da Cultura de Ponte Vedra (rua de Alexandre Bóveda, s/n).

O objetivo desta localizaçom é, mais um ano, ligar a assembleia com a celebraçom do Culturgal, evento em que a associaçom contará com um posto próprio.

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Chega a Noia ‘Cantigas de Santa Maria. Arte BDieval’

Desde o dia 10 até o 30 deste mês, está a decorrer no IES Virxe do Mar de Noia a exposição de banda desenhada Cantigas de Santa Maria. Arte Bdieval. A mostra, editada em português, analisa a vinculação das cantigas medievais de Santa Maria com a banda desenhada.

Cantigas de Santa Maria - arte BDieval (Noia) 1 Cantigas de Santa Maria - arte BDieval (Noia) 2

 

Esta exposição é uma amostra organizada pela associação BD Banda em colaboração com a escola de BD O Garaxe Hermético e a Associaçom Galega da Língua (AGAL). Compõe-se de dez painéis a toda cor que explicam de maneira didática alguns dos recursos da banda desenhada que aparecem na obra, tais como a composição de página, a representação do tempo e a integração de texto e desenhos. A exposição também oferece informações relativas à história, à língua ou à elaboração dos códices medievais.

A exposição das cantigas está a ser divulgada e desenvolvida nos estabelecimentos de ensino junto com um guia didático em que se propõem atividades relativas às cantigas medievais, encorajando a as compreender como um projeto multimédia que se pode tratar a partir de disciplinas como a Literatura, a História, a Música ou a Arte.

Para a contratação desta exposição, pode-se contatar com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

 
 

Antom Díaz, músico e operário: «Umha ofensiva pola língua e cultura galegas contra a colonizaçom é a estratégia que fai ganhar, e nom andar na defensiva»

PGL - Antom é baixista. Foi fundador de Os Papaqueixos e de A Turma Angolo Galega e hoje forma parte de Os 3 Trebóns – junto ao Xurxo Souto e Fran Amil-, dos Ulträqäns, e da Banda Tic-Tac -um projeto para miúdos-, entre outros.

Quanto à língua, acha que «estamos a perder a guerra da colonizaçom espanhola, e temos que mirar por soluções próprias e mesmo imaginativas». No que atinge ao terreno musical, acredita que a indústria musical galega «está em cueiros; ainda pior, «em cueiros usados». Destas e doutras matérias falámos com ele na entrevista que oferecemos a seguir.

Andas em três projetos musicais quase ao mesmo tempo e já fundaste outros. Ao que parece, Antom Díaz é músico as 24 horas do dia. É mesmo assim?

O dia só tem 24 horas??? Horror!

Nem tenho estudos musicais, nem me dedico profissionalmente à música, que mais quigera eu!. Na realidade, como muito, ensaio duas horas nas quartas-feiras e aproveito o pouco tempo que me queda para fazer os espetáculos no fim-de-semana. Trabalho como engenheiro de soldadura, e entre o ferro e o estudo constante que exige a minha profissom, nom fica muito tempo para estar com os meus, nem para dedicar-me ao que realmente me enche, que é a música. Encher nos dous sentidos espirituais que agromam no mundo do rock, no de alimentar o espírito e no das bebidas espirituosas, claro.

Aliás, entre os projetos musicais nos quais milito, falta citar o meu vizinho e grande artista corunhês, Manolo —conhecido como Cañita Brava—, umha pessoa que é artista da cabeça aos pés e da qual sou admirador.

Quando e como chegaste à música? Há algum projeto novo que tenhas entre mãos?

Quando era um rapaz de 16 anos. Nunca colhera um instrumento musical nas minhas mãos assim que, daquela época, a vontade de tocar só era comparável com a ignorância absoluta que tinha do tema. Mais ou menos como agora. Nos últimos anos argalhei junto com colegas os projetos Ondas Martenot (homenagem ao Lois Pereiro) e a Banda Fura Fura (tributo ao Zeca Afonso).

Agora, por motivos familiares, o tempo vai dedicado mais ao nosso pequecho que tem onze messes e merece todo o pouco tempo que me deixa o meu trabalho. De todos os jeitos, os Ulträqäns sacámos este verão passado o nosso segundo álbum e andamos a publicitá-lo um chisquinho polos palcos galaicos (por favor, comprem o nosso disco!! www.ultraqans.net).

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Actualidade da Língua no PGL

  • Galiza, um povo sentimental? - 18,00 €
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