Associaçom Galega da Língua

AGAL doou mais de 1.200€ no que vai de ano a iniciativas sociais

No que vai de ano, a Associaçom Galega da Língua (AGAL) realizou doações por valor superior aos 1.200 € que se destinárom a diferentes projetos sociais. Para este cometido, a entidade reintegracionista encontrou a colaboraçom de vários dos autores que publicárom trabalhos com o selo editorial da AGAL, a Através Editora, mas nom só.

Conforme noticiado no PGL no mês de dezembro, entre os objetivos estratégicos da AGAL está a colaboraçom com a rede de escolas Semente, com as quais incrementou a colaboraçom nos últimos tempos. Entre as iniciativas adotadas a este respeito destaca a implementaçom no formulário on-line de associaçom à AGAL umha opçom para colaborar diretamente com as escolas Semente. Desta maneira, as pessoas sócias da AGAL que se tornarem «amigas» deste projeto educacional, podem determinar quanto dinheiro querem achegar à iniciativa.

Umha outra linha de colaboraçom, de teor bem diferente, constituem-no os direitos de autoria das obra...

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Teatro Nacional Dona Maria II de Lisboa estreia «Sax Tenor», versão portuguesa da obra de Vidal Bolaño

Sax TenorNa sexta-feira e no sábado, o público galego poderá desfrutar em Santiago de Compostela de Sax Tenor, adaptação portuguesa da obra de Roberto Vidal Bolaño que chega da mão do Teatro Nacional Dona Maria de Lisboa.

A obra

Uma desgraça suburbana improvável entre loucos, gangsters, proxenetas e prostitutas: foi assim que Roberto Vidal Bolaño subtitulou esta peça escrita em 1991. O compostelano Roberto Vidal Bolaño foi um dos mais importantes dramaturgos, diretores e atores galegos contemporâneos. Em Sax Tenor, o autor —herdeiro legítimo de Ramón María del Valle-Inclán— propõe um verdadeiro esperpento de final do século XX.

Esta peça recebeu o Prêmio Álvaro Cunqueiro 1991 ao melhor texto teatral original, que agora chega à sua cidade da mão da companhia nacional de teatro lisboeta Dona Maria II.

A incorporação da obra de Vidal Bolaño ao seu repertório é o resultado do acordo que a companhia lusa mantém com o Centro Dramático Galego (CDG) da Conse...

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O ‘ludo-reintegracionismo’ galego prepara-se para o DdoOLeR’15, Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata

DdoOLeR 2015Na vindoura segunda-feira, 25 de maio, o ludo-reintegracionismo galego celebrará, polo nono ano consecutivo, o seu evento mais lúdico: o Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata (também conhecido polo seu esquisito acrônimo de DdoOLeR). Esta celebraçom decorre simultânea ao XV Dia Internacional da Toalha (homenagem póstuma ao saudoso criador d’O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Admas).

Seguindo a esteira de Carlos Quiroga (2007), João Guisan Seixas (2008), Quico Cadaval (2009), Ugia Pedreira (2010), Carlos Valcárcel (2011), Teresa Moure (2013) e Séchu Sende (2014), a madrinha da ediçom deste ano será a filóloga, professora e poeta Susana S. Arins (Vila Garcia de Arouça, 11 de maio de 1974).

Com motivo da efeméride, às 20h00 (GMT+2) e com a presença da madrinha do DdoOLeR’15, haverá um (re)lançamento do livro DdoOLeR (2007-...

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Através participará em Lugo numha mesa redonda sobre editoras independentes

O C. S. Mádia Leva de Lugo organiza o sábado 23 de maio, às 19h30, umha mesa redonda onde se falará sobre as editoras independentes e sobre os usos do galego. A atividade forma parte da programaçom do «Mês da Língua» que organiza o centro social luguês.

Na dita mesa redonda participrám as editoras Urco, Estaleiro e Através, respetivamente representadas por David Cortizo, David Pérez e Xemma ‘Tedim’ Fernández. Já desde as 19h haverá umha banca com material à venda das três editoras, na qual se poderám ver também os últimos títulos publicados.

Mesa redonda de editoras independentes e usos do galego Programaçom do «Mês da Língua» do C. S. Mádia Leva

 

 
 

Joel R. Gômez: «Guerra da Cal é um dos valores mais desaproveitados da cultura galega»

No livro Ernesto Guerra Da Cal. Do exílio a galego universal, o jornalista e investigador Joel R. Gômez, estuda «uma personalidade muito valiosa e atrativa» do século XX. Ao valorizarem a sua produção, Otero Pedrayo assinalou-o de «mestre da nova galeguidade» (página 114); Antônio Houaiss de «gramático, lexicógrafo, filólogo, erudito do campo ibero-românico, professor sem jaça, Ernesto é homem múltiplo, que no fazer completa seu saber» (p.119); o ensaísta e diplomata português Eugénio Lisboa referiu-se a ele como «grande trabalhador e dinamizador da cultura, galaico-português de dimensões universais, mestre supremo de língua e literatura, sage sedutor, grande civilizado que é também um invulgar mestre de viver»v(p. 251); e o académico norte-americano Odón Betanzos Palacios frisou «su decidida voluntad y acción en defensa de la libertad» (p. 290).Publicado sob a chancela da editora Através, já teve lançamento a 10 de maio na Feira do Livro de Compostela e repetirá a 6 de junho na de Ourense.

Esta é já a tua segunda obra sobre Guerra Da Cal, a terceira se temos em conta a tua tese de doutoramento. Onde começou o teu interesse pela sua figura? Por que Guerra Da Cal?

Sempre me interessou Ernesto Guerra Da Cal. É uma personalidade muito valiosa e atrativa. Comecei a pesquisar sobre ele em 1999, como objeto de estudo da Tese de Doutoramento na Universidade de Santiago de Compostela, sob orientação do professor Elias Torres Feijó e no Grupo de Pesquisa Galabra.

Como se encontravam os estudos sobre Guerra Da Cal naquela altura? Como foi a experiência de pesquisa de uma obra ao mesmo tempo tão grande e tão desconhecida?

Em 1999 Da Cal era reconhecido internacionalmente por contributos sobre Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Rosalia de Castro, García Lorca, e outros assuntos. E também a sua produção literária atingiu alargada projeção e é um referente, por exemplo, para o movimento do neotrovadorismo.

Guerra Da Cal é muito pouco conhecido na Galiza, embora a sua figura adquiriu uma grande importância em Portugal, no Brasil e mais nos EUA, todos eles lugares onde foi oficialmente reconhecido. A que achas que se deve isto?

No livro referencio mais de 50 trabalhos muito valiosos sobre Da Cal publicados no nosso país entre 1959 e 1999, assinados por Fole, Otero, Piñeiro, Risco, Del Riego, Aquilino, Manuel Maria, Franco Grande, Ferrín, Alonso, Bodaño, Casanova, Xosé Estévez, Célia Díaz, Maceira,  Durão, Alcalá, Montero  Santalha, Henríquez, Posada, Rabunhal, Dacosta, Salinas, Guisán, Gil, Fontenla, Estraviz ou Carvalho, por citar alguns; os portugueses Jacinto Coelho, Lapa, Montezuma e Elsie Da Cal; e de historiadores e especialistas diversos; para além de volumes de homenagem das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal e da Associaçom Galega da Língua, e citações em diferentes repositórios e estudos. E o reconhecimento acrescentou-se após 1999, com muitos outros trabalhos, mesmo com alguma distinção oficial, como dedicarem-lhe uma rua e homenagens que patrocinou o Concelho de Ferrol. E ele emerge frequentemente na atualidade galega. É, pois, valorizado, sobretudo como nome principal do exílio galego, como perdedor da Guerra da Espanha de 1936.

Capa de 'Ernesto Guerra da Cal. Do exílio a galego universal'

Capa de ‘Ernesto Guerra da Cal. Do exílio a galego universal’

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