Associaçom Galega da Língua

Arranca o concurso para eleger novo logótipo da AGAL

PGL - A 9 de junho de 1981 era redigida na cidade da Corunha a ata fundacional da Associaçom Galega da Língua (AGAL). Aproveitando a efeméride, e como parte dos atos para comemorar o 30º aniversário da entidade, hoje arranca o concurso para eleger um novo logótipo da associaçom.

A seguir reproduzimos as bases do concurso, o qual foi apresentado às sócias e sócios na Assembleia Geral da AGAL do passado 9 de abril.

CONCURSO 'AGAL 30 ANOS'

Este 2011 a AGAL cumpre 30 anos. Como parte das atividades previstas para comemorar este aniversário, o Conselho da associaçom achou ser este o momento oportuno para realizar umha mudança do logótipo da entidade. O logo atual, elaborado por João Guisán Seixas, cumpriu muito bem o cometido nos últimos lustros, e de umha forma muito clara e simples evoca  o que é a principal missom da nossa associaçom, «lograr umha substancial reintegraçom lingüística» no âmbito que nos é próprio, o galego-luso-brasileiro-africano e timorense.

O Conselho da AGAL apresentou o concurso numha Assembleia Geral que tivo lugar no dia 9 de abril de 2011, cujas bases som as que se indicam a seguir.

BASES

1. Finalidade. O concurso AGAL 30 ANOS (em adiante, 'O CONCURSO') tem por objetivo designar um novo logótipo para a Associaçom Galega da Língua (AGAL).

2. Funcionamento. A mecânica do concurso é a que se indica a seguir:

a) Cada pessoa participante poderá enviar até um máximo de três propostas de novo logótipo par a associaçom.

b) As propostas apresentadas deverám ser enviadas em formato escalável (vectorial) e juntar versom em mapa de bits.

c) Se o desenho apresentado for a cor, deverá-se acompanhar também umha versom optimizada em escala de cinzentos.

d) Os envios serám endereçados ao correio eletrónico secretaria[arroba]agal-gz.org. No assunto da mensagem devem aparecer os termos "AGAL 30 ANOS" (sem aspas), e no corpo da mensagem indicar-se-á o nome e apelidos da pessoa que participa, um telefone de contato, um endereço postal e um endereço eletrónico para notificações.

3. Prazos. O prazo para enviar propostas arranca a 9 de junho de 2011 e finaliza a 17 de novembro de 2011. A resoluçom do júri comunicará-se durante o mês de dezembro de 2011 no Portal Galego da Língua (www.pglingua.org). A AGAL começaria a utilizar o novo logótipo a partir de 1 de janeiro de 2012.

4. Declaraçom de originalidade. A participaçom no concurso equivale a umha declaraçom jurada conforme as propostas apresentadas serem originais e nom vulnerarem direitos de autoria de outrem, dos quais em modo algum a AGAL seria responsável.

5. Direitos. A participaçom no concurso implica a cessom total para a AGAL de quaisquer direitos sobre as criações originais enviadas para o concurso.

6. Exclusões. O incumprimento de qualquer um dos requisitos indicados provocará automaticamente a exclusom do concurso, salvo interpretaçom contrária do Conselho da AGAL.

7. Privacidade. Os dados pessoais recolhidos serám utilizados apenas para garantir o correto funcionamento do concurso e permitir o contato com as/os participantes. Nom serám armazenados em qualquer tipo de ficheiro eletrónico e/ou mecânico, e todas as mensagens relativas ao concurso serám eliminadas num prazo máximo de três meses a partir da comunicaçom do falho do júri ou automaticamente por petiçom direta da pessoa ou pessoas interessadas.

8. Resoluçom. Um júri designado pola AGAL entre sócios da mesma e/ou profissionais do desenho gráfico que NOM tenham participado no concurso será quem decida a proposta ganhadora.

9. Prémio. A pessoa cuja proposta resultar ganhadora obterá como prémio umha refeiçom em Casa Tito (Campo Lameiro); umha pernoita numha casa de turismo rural com ceia e pequeno almorço incluídos, a escolher nos períodos maio-junho de 2012 ou setembro-outubro de 2012, sempre segundo disponibilidade da casa; e um cheque de 200 euros em produtos da loja Imperdível (www.imperdivel.net), que será entregue em forma de códigos promocionais, bem como a possibilidade de associaçom grátis um ano à AGAL e desfrutar das vantagens em produtos e atividades da associaçom.

Poder-se-á conceder também um accessit em forma de associaçom grátis um ano à AGAL, incluindo também as vantagens mencionadas.

10. Disposições adicionais. A participaçom no concurso implica a aceitaçom das bases. O Conselho da AGAL faculta-se para considerar deserto o concurso ou resolver qualquer situaçom imprevista nom contemplada explicitamente nas presentes bases.


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Entrevista a Alberte de Esteban

Manuel César Vila - Apresentamos a entrevista gravada há umas semanas em Padrão ao nosso sócio Alberte de Esteban, conhecido por muitos de nós como “O Roxo”. O vídeo, de cinquenta minutos de duração recolhe uma ampla entrevista e imagens de diferentes lugares da vila do Sar, onde o nosso companheiro desenvolveu o seu labor docente durante estes últimos anos.

Com uma longa trajetória de compromisso político, sindical e cultural, Alberte vai-se reformar ao final do presente curso académico. Na entrevista faz-se um repasso a todos estes aspetos. Começando pelos factos de caráter mais pessoal da sua biografia, bem como pela sua atividade docente, passa-se a seguir às perguntas em relacionamento com a sua militância política e sindical.

A última secção foca-se nas questões linguísticas, comentando, entre muitas outras, como teve conhecimento do reintegracionismo já na década de setenta e fora da Galiza.

O filme, para além do diálogo, inclui música de diferentes formações e artistas galegos e da lusofonia.

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Amparo Gallego Fouz: «Sempre pensei que para normalizar era preciso ter antes uma norma coerente com a nossa história»

Valentim R. Fagim - Amparo Gallego Fouz, é professora de língua e literatura galega para adultos, passou polas aulas de Carvalho Calero —foi das últimas alunas antes de o professor se reformar— e afiliou-se à AGAL porque a associação não está a meias tintas.

Valentim R. Fagim: Amparo é licenciada em filologia galego-portuguesa, das últimas alunas de Carvalho Calero antes de ele se reformar.  Que lembranças guardas daquela época?

Amparo Gallego Fouz: Não tenho idealizada aquela época da faculdade como muita gente tem. Os dois últimos anos do curso foram os melhores, foi naquela altura quando descobri uma realidade que cá estava, mas até então não tinha sido capaz de a ver: a cultura galego-portuguesa a fazer parte da mesma realidade.

VRF: Naquela altura, dava para pensar que os factos se sucederiam como finalmente se sucederam?

AGF: Não dava para pensar nisso. Naquela altura era difícil de acreditar na repressão linguística que veio depois. Daqueles erros temos o fracasso presente. Tenho discutido muito com colegas de profissão sobre o que merecia antes consideração: normalização ou normativização. Eu sempre pensei que para normalizar era preciso ter antes uma norma coerente com a nossa história, senão não fazia sentido.

VRF: És professora de língua e literatura galega e polas tuas aulas têm passado muitas turmas. Vamos fazer um exercício de ficção científica. Se se tivesse adotado uma estratégia luso-brasileira para a nossa língua, qual achas que teria sido a visão que os teus alunos e alunas teriam dela?

AGF: Eu acho que não teriam esse autodesprezo e falta de autoestima como falantes, que têm em muitos casos na atualidade.

VRF: Qual achas que seria a melhor forma de implementar o português de Portugal, do Brasil, da Angola... nas aulas do ensino secundário? Através da matéria de língua galega ou como mais uma matéria de Língua Estrangeira?

AGF: Gostaria de que fosse através da matéria de Língua Galega, fazendo parte galego e português duma mesma unidade, mas se calhar está sociedade não tem a suficiente maturidade para isso depois de ter apostado por outro modelo. Ainda bem, percebe-se uma pequena mudança, pelo que seria mais rentável ir aos poucos introduzindo o português nas aulas dos liceus e incorporar a ideia da sua íntima relação com o galego, acabando por descobrir que são a mesma língua com variantes próprias.

VRF: Amparo é professora no EPAPU (Ensino Permanente de Adultos Público) “Eduardo Pondal” da Corunha. Lecionar a adultos a respeito de adolescentes e miúdos são duas realidades mui diferentes?

AGF: Os adultos é outro mundo muito mais variado a respeito dos adolescentes. Os adolescentes estão muito mais preocupados por outras coisas relacionadas com a idade, os adultos passaram já por muitas circunstâncias vitais e valoram as coisas doutra maneira.

VRF: Amparo é neo-falante. Tradicionalmente se tem considerado que as neo-falantes têm uma maior predisposição para a estratégia reintegracionista. Por que julgas que é assim?

AGF: Os "paleofalantes", em maior número, não querem ser "corrigidos". Sentem-se chateados e ofendidos se alguém lhes dá aulas sobre a "sua língua" e veem o reintegracionismo como algo artificial e fazendo parte duma elite cultural.

VRF: Como foi a tua chegada ao reintegracionismo? Na Faculdade de Filologia de Santiago?

AGF: Na faculdade. Ainda que já tinha uma relação pessoal com Portugal, foi na faculdade onde tomei consciência da nossa relação.

VRF: Quais achas que deviam ser as linhas estratégicas do reintegracionismo neste século XXI?

AGF: Que as novas gerações vejam que através dele se abre todo um amplo e universal caminho à sua cultura.

VRF: Por que te afilaste à AGAL? Que esperas da associação?

AGF: Sempre fui reintegracionista, mas nunca me afiliei a nada. Não saberia responder porque não o fiz antes, acho que chegou o momento. Nesta altura reafirmo-me mais no que sempre cri. AGAL neste aspeto não está "com meias tintas".

Conhecendo Amparo Gallego Fouz

  • Um sítio web: Nengum em especial.
  • Um invento: O telemóvel e o computador.
  • Uma música: Gosto da música de Rui Veloso, Luís Represas, Phil Collins, Cat Stevens ...
  • Um livro: Equador, Miguel Sousa Tavares -   Arredor de si,  Otero Pedrayo -   Origens, Amin Maalouf - A noite do oráculo, Paul Auster -  Os Maias, Eça de Queirós -  Ilustrísima, Carlos Casares ...
  • Um facto histórico: A Revolução francesa.
  • Um prato na mesa: Empanada, lulas e polvo à brasa, bolo de bolacha...
  • Um desporto: A natação
  • Um filme: Casablanca -  Comer, beber, amar - Un toque de canela - Memorias de África - Smoke
  • Uma maravilha: Viver todos os dias.
  • Além de galega: Galego-portuguesa e europeia.


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AGAL e Cultura do País organizam noite angolana em Lugo

PGL - A AGAL, em colaboraçom com a Associaçom Cultura do País, organiza umha noite angolana em Lugo, a primeira das Noites da Lusofonia organizadas polas duas associaçons. Será hoje às 23 horas no Clube Clube Clavicémbalo, situado no nº 23 da Rua dos Paxarinhos.

Por apenas dous euros, preço do bilhete para o espetáculo, o pessoal poderá assistir ao vivo a um recital de poesia de Angola e a umha atuaçom da cantora Aline Frazão.

Nesta atividade colabora o Departamento de Português da EOI de Lugo.

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André Gago encerra turnê pola Galiza com lançamento em Ferrol

PGL - A turnê de André Gago pela Galiza para apresentar Rio Homem está já para finalizar. Após passar pelas escolas oficiais de idiomas de Ponte Vedra, Santiago de Compostela e Lugo, o escritor português estará hoje às 20h30 no Espaço Libertário de Ferrol (Avenida de Esteiro, nº 10).

André Gago está no nosso país convidado pola AGAL e várias escolas oficiais de idiomas. Em Rio Homem conta a história de Rogélio Pardo, um galego de Porto d'Ozom que foge para Portugal na Guerra Civil e acaba por se refugiar em Vilarinho de Furna, aldeia hoje alagada por causa da construçom de uma barragem. Vilarinho de Furna é conhecida por ter mantido sistemas comunitários de organizaçom agropastoril até a sua submersom nas águas da albufeira.

André Gago, além de escritor, é encenador e ator português. Atualmente é diretor da Companhia de Teatro Instável, onde em 2007 encenou e protagonizou Hamlet de W. Shakespeare. Como ator, também tem participado em diversas séries da RTP e em filmes de Manoel de Oliveira (Non ou a Vã Glória de Mandar, 1990) e João César Monteiro (A Comédia de Deus, 1995).

 
   

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