Associaçom Galega da Língua

Aprovadas por unanimidade as contas da AGAL do exercício 2010

PGL - A Assembleia Geral do passado 9 de abril aprovou por unanimidade as contas da AGAL do exercício 2010. Na reuniom do máximo órgão da associaçom também se apresentou o relatório de atividades do último ano e as linhas de atuaçom para este 2011.

Durante 2010, produzírom-se 48 altas na associaçom e apenas 4 baixas. Do total de sócias e sócios da entidade, um em cada seis está envolvido nalgumha das diferentes equipas de trabalho.

Umha das áreas mais ativas foi a editorial, que sob o selo ATRAVÉS|EDITORA publicou a 2ª ediçom de Do Ñ para o NH (Valentim R. Fagim), Por um Galego Extenso e Útil (Comissom Lingüística da AGAL), Noente Paradise (Ugia Pedreira), Animais (Séchu Sende), Parecia Não Pisar o Chão (Carlos Taibo) e Sempre em Galiza (de Castelão, adaptado por Fernando V. Corredoira).

Roberto Samartim, novo diretor da revista Agália, apresentou as linhas gerais da etapa que iniciará a revista, bem como o site web com que contará a publicaçom, umha das decanas no âmbito reintegracionista.

Na exposiçom do relatório também se informou dos trabalhos realizados pola Comissom Lingüística. Entre as novidades está a habilitaçom de um espaço web para este órgão, que integra um consultório que até o momento tem respondido inúmeras dúvidas acerca do correto uso do nosso idioma. Como já se informou, a CL-AGAL publicou a coletânea Por um Galego Extenso e Útil, e iniciou os trabalhos da codificaçom lexical e prosódica.

Já no que diz respeito da Área Informática, durante 2010, além da continuada manutençom e atualizaçom dos sites existentes, fôrom criados novos espaços, dentre os quais os mais destacados som o site corporativo da AGAL, a loja Imperdível e a wíki-FAQ do reintegracionismo. Também foi criado o site dos Cursos de Português em Portugal, o site do Ano Carvalho Calero (gerido polo José Tubio) ou o site das Jornadas de Cultura, Língua e Ensino da Corunha. Continuam os trabalhos para criar um espelho estático do velho PGL, bem como as permanentes atualizações do banco de dados do dicionário e-Estraviz.

Atualmente a Área Informática está a realizar os últimos trabalhos do web da Agália, e já apresentou recentemente os sites do aPorto (nova denominaçom dos Cursos de Português em Portugal) e dos OPS (O Português Simples).

Na linha estratégica da difusom do reintegracionismo, realizárom-se as III Jornadas da Lingua em Ourense (em parceria com a Esmorga, a ASPGP e o sindicato STEG), as III Jornadas de História de Ourense (parceria com a Esmorga, ASPGP e IGEC), as I Jornadas de Cultura, Língua e Ensino da Corunha (parceria com o Dpto. de Didáticas Específicas de Ciências da Educaçom), e o I Curso de Cultura Contemporânea Galega (parceria com Holística). Além disso, Valentim R. Fagim deu seis palestras sobre a estratégia luso-brasileira para a língua, e duas sobre Lusofonia para centros de secundário. A avaliaçom geral destas atividades foi muito boa.

Ainda na linha da difusom do reintegracionismo, foi lembrada umha das atividades mais importantes, os Cursos de Português em Portugal (CPP), parceria com Andaime. Fôrom criados 4 grupos e participárom no total 24 alunos. A avaliaçom da atividade foi muito boa, e continuará em 2011 com a denominaçom aPorto.

Na seqüência do Ano Carvalho Calero, além da criaçom do site, a AGAL promoveu em parceria com Komunikando.net o concurso Musicando Carvalho Calero. Participárom 17 grupos no total, e o ganhador foi o duo A Minha Embala.

Durante a assembleia, as sócias e sócios também recebêrom informaçom sobre os próximos projetos da AGAL. Algum deles já viu a luz, como aPorto, apresentado nesta semana, enquanto outros serám divulgados publicamente nas próximas semanas.

 

 
 

Cursos de Português na Cidade do Porto: aPorto 2011

Valentim R. Fagim - No verão de 2010, a AGAL e Andaime organizaram os CPP, Cursos de Português em Portugal, com o intuito de oferecer uma semana de formação linguística e cultural à cidadania galega. Este ano, o projeto saiu reforçado transformando-se no aPorto.

O aPorto é uma oportunidade para aportar à cidade invicta de uma forma diferente. Trata-se de um curso semanal, de segunda a sexta, em horário de manhã, completado com atividades lúdicas e culturais, de tarde, para implementar o trabalhado nas aulas. Decorrerá no mês de agosto.

A destreza a trabalhar vai ser aquela onde galegos e galegas têm mais dificuldade: a expressão oral. A minha experiência como docente de português tem-me mostrado como dar o passo de falar à galega para falar à portuguesa pode ser complexo, em grande medida porque a comunicação muitas vezes está garantida na mesma.

Assim sendo, as nossas docentes, Filipa Fava e Sandra Sousa, centraram as aulas em quebrar esse gelo e facilitar a expressividade dos alunos e das alunas no português de Portugal. Os grupos terão um mínimo de 5 pessoas e um máximo de 10.

Uma das mudanças significativas na versão de 2011 é a parceria com a FLUP, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde terão lugar as aulas, o que implicará um cenário dificilmente superável para o processo de ensino/aprendizagem.

As atividades vespertinas serão negociadas com as turmas, mas alguns lugares que estão na lista são: o Palácio de Cristal, a Casa da Música, a Cadeia da Relação (Centro Português de Fotografia), os mercados da cidade, as galerias de arte em Miguel Bombarda, o Piolho e os Maus Hábitos. O plano é enriquecer-se culturalmente e avançar no entendimento da cidade do Porto e da cultura portuguesa.

O aPorto nasce porque o português é uma vantagem competitiva para a cidadania galega, mas as instituições galegas não investem em cursos como o que oferecemos para aproveitar essa oportunidade. O aPorto tenciona preencher essa lacuna. Os destinatários e as destinatárias são quaisquer pessoas a morarem na Galiza que queiram fazer o que se costuma fazer com as oportunidades: aproveitá-las.

Nos meses de abril e maio terá lugar a pré-inscrição, que não implica nenhum depósito. Na primeira semana de junho começa a inscrição. As pessoas pré-inscritas terão uma semana para efetivar a sua reserva.

O preço do aPorto será de 150 euros. No caso de associados das entidades organizadores, bem como desempregados(as) e estudantes, será de 120 euros. A tarifa inclui o manual Do Ñ para o NH , que servirá como um apoio para depois das aulas.

Ver vídeo promocional
Todos os pormenores em: http://www.aporto.org/
 
 

Germám Ermida, trabalhador no Conselho da Cultura Galega e profissional da Banda Desenhada

Valentim R. Fagim - Germám Ermida orgulha-se de nom ser filólogo, trabalha no Conselho da Cultura Galega, foi um contumaz anti-lusista, acha que uma nova História da Língua teria mais sucesso que a sua matriz e está pola açom construtiva no reintegracionismo.

És neo-falante e um orgulhoso nom-filólogo, nom é?

Som. O de neo-falante nom é cousa de especial orgulho, é o que há. Antes bem orgulha-me quando a gente se surpreende de que o seja ao me escuitar falar. E o de nom-filólogo, a verdade é que numha cidade como Compostela às vezes sinto que todos os reintegracionistas som filólogos, e nesse sentido sim que me parece importante que haja gente doutros ofícios. Sem problema nengum com os filólogos, que fique claro.

Fizeste parte do MDL, que lembranças guardas dessa etapa?

Entrei ao pouco da experiência da Assembleia da Língua, num momento no que o MDL estava a colher muita força. Foi umha grande experiência, com muitos projetos e esperanças, e gente estupenda. Iniciativas como o Fórum da Língua, os bookcrossing ou os primeiros movimentos a prol das Tvs portuguesas na Galiza seguiam umha linha de açom construtiva da qual gostei muito. Em geral acho que aquele trabalho de base e dos esforços por conseguir umha certa unidade de açom do reintegracionismo deixou um pouso do que ainda hoje vemos resultados. Em geral, a proposta de trabalho naquela altura concordava muito com a minha experiência prévia na Assembleia ENE AGÁ de Ponte Vedra, e acho que AGAL agora está a manter umha linha muito semelhante com a que estou a gosto.

Chegaste ao reintegracionismo por reaçom. Poderias explicar-nos como?

Nos tempos do liceu, durante umha greve, peguei num panfleto dos Docentes contra a Repressão Linguística. Naquele momento eu estava de modo visceral contra o reintegracionismo e pareceu-me algo totalmente errado. Quando pouco depois um professor falou de maneira positiva da opçom lusista fui aonde ele a pedir-lhe documentaçom ao respeito, convencido de que era um despropósito.

Li entom um livro da AS-PG que pulava polos mínimos e falava brevemente dos máximos. E decatei-me que eram os máximos a aposta mais coerente e lógica. Desde aquela vam lá mais de quinze anos, e cada vez tenho menos problema com a integraçom direta no estándar internacional da nossa língua.

És profissional da Banda Desenhada. Como está a saúde da BD galega? Seria possível repetir um produto como a História da Língua e da Galiza em BD?

A BD galega está num momento verdadeiramente interessante. Nos últimos dez anos houvo mudanças mesmo destacadas para bem, embora mais lentas do que gostaríamos. Nesta altura estamos num momento de transiçom onde, depois dessa explosom de prémios, autores que dam o salto à publicaçom e o reconhecimento público do setor, continuam a se dar passos de cara à consolidaçom dumha mínima indústria cultural. Vam nascendo editoras e novas iniciativas, e embora as políticas públicas ao respeito estejam a sofrer umha acusada paragem, as perspetivas som positivas de cara ao futuro. Tal e como estám as cousas, nom só um produto como a História da Língua ou da Galiza seriam possíveis, se nom que quase qualquer produto poderia sair cumha possibilidades de êxito bem superiores às daquele momento. A diferença fundamental é que se naqueles primeiros noventa eram lançamentos marginais e quase únicos, hoje estariam inseridos numha produçom cada vez maior de BD de autores galegos. Em todo o caso, a questom é atopar autores com o tempo e o compromisso avondos, público estou certo que há mesmo mais do que naquele momento, tanto no reintegracionismo como fora.

Estudas Antropologia social e cultural, que áreas som as que mais te seduzem?

Realmente entrei na Antropologia da mao dos trabalhos de Marcial Gondar a analisar a mudança social na Galiza, e compreender esse processo continua a ser para mim um foco de interesse destacado. A perspetiva antropológica parece-me fundamental para entendermos a realidade, e em particular os problemas da globalizaçom, a emigraçom, a construçom de identidades e a transformaçom da cultura popular. Nesse sentido a Antropologia Urbana e as análises sobre associacionismo e novas formas de sociabilidade parecem-me fascinantes e ajudam-me a compreender melhor a minha própria experiência vital.

Tens estado em vários países com quem compartimos a língua. Como correu a experiência do ponto de vista comunicativo e de contato com as suas culturas?

Realmente a minha experiência com a lusofonia é fundamentalmente em Portugal, e em geral atopei reações de surpresa ao facto de eu explicar que falo a mesma língua do que Além Minho. Depois da surpresa inicial, a experiência foi sempre altamente positiva, embora fique sempre a mágoa desse desconhecimento. Recentemente conhecim vários brasileiros em Nova Iorque, todos eles titulados universitários que ficavam altamente surpreendidos ao lhes dizer eu que a nossa língua comum nascera cá na Galiza. Lá nom figem esforço nengum por adaptar nem o meu sotaque nem o meu vocabulário, e eles ficavam verdadeiramente encantados com o bem que falava português. Nom esquecerei esse momento no que dixem “cuidado que está o semáforo em vermelho” e um respondia “entom, dizem vermelho também? É incrível!”. No entanto, a experiência que guardo com mais carinho é o ter atopado no Brasil algum fiel leitor do meu blogue, e sentir-se profundamente compreendido por alguém do além do Atlántico a quem nunca se viu mas com quem se comparte língua e umha certa sensibilidade.

Por onde deve caminhar o reintegracionismo e/ou o movimento normalizador? Que se está a fazer bem? Que achas em falta?

Acho que em geral está a se percorrer um caminho muito positivo. Deixárom-se atrás polémicas pouco produtivas e o reintegracionismo está a seguir um caminho de açom construtiva, com campanhas como a do ensino do português, as Tvs ou o reconhecimento internacional da nossa realidade lingüística. Nesse sentido adoro iniciativas como o Ops, o Portal Galego da Língua e os seus incríveis recursos em linha e, como nom, o importante trabalho da Academia Galega da Língua Portuguesa, que complementa estupendamente o de organizações como AGAL. Acho que estamos a chegar a níveis inéditos para o nosso movimento. Como eivas, considero que continua a falhar certa unidade de acçom no movimento normalizador, independentemente da opçom ortográfica. Nom penso que seja atribuível ao reintegracionismo nem as suas organizaçons, mas a realidade é que continuamos a ficar, ou nos deixam ficar, num certo nicho nesse sentido.

Pensas que a visom global da nossa língua está a penetrar no discurso e nas práticas?

A seguir com o razoamento anterior, nom deixa de me surpreender como, desde que entrei no movimento reintegracionista, por vez primeira atopo discursos em organismo oficiais e em pessoas nada suspeitas de reintegracionismo, afirmando a unidade lingüística de galego e português. O apoio público à candidatura do Património Imaterial Galego-Português, a reclamaçom da Tvs portuguesas no Parlamento e mesmo no Congresso, os acordos do Conselho da Cultura e da Junta com o Instituto Camões som passos que deixam claro que o nosso discurso, inevitavelmente, está a calhar na sociedade. E som movimentos e declaraçons que há anos eram impensáveis. Acho que se está a dar um certo relaxamento no confronto histórico em volta da língua no país, e isso é positivo porque permitiu umha certa abertura no isolacionismo. A questom agora é que todos estes movimentos nom se vem polo de agora acompanhados de propostas efetivas de reforma ortográfica, mas acho inevitável que continuem os avanços nesse sentido.

Que visom tinhas da AGAL, por que te associaste e que esperas da associaçom?

Quando comecei no reintegracionismo AGAL era um referente que, no entanto, às pessoas que trabalhávamos nos grupos de base locais, tornava-se algo afastado da nossa linha e mais centrado na análise e na construçom da normativa. Nos últimos anos vejo umha AGAL muito mais ativa e aberta, com um trabalho de base muito superior a tempos anteriores. Associei-me porque me decatei de que em geral a linha de trabalho coincide de novo com a que eu gosto. Aguardo que o caminho continue e que iniciativas como o manual Do Ñ para o NH, o Ops e outras propostas de popularizaçom tenham continuidade. Aliás, gostava que a associaçom desenvolvesse um papel cada vez mais destacado na rua e na organizaçom de todo tipo de eventos e foros, sempre com essa visom construtiva que está a caracterizar o nosso movimento nos últimos anos, e tirando ao reintegracionismo esse certo pouso de movimento para eruditos que ainda poderia ter em certas partes da nossa sociedade.

Conhecendo Germám Ermida


  • Um sítio web: Google.
  • Um invento: Deveria dizer a penicilina, mas ultimamente acho que é o Spotify o que me dá mais alegrias.
  • Umha música: Buf. Direi Beirut e Caetano Veloso, por dizer algo.
  • Um livro: Também é muito difícil. O Simbad do Cunqueiro, embora suponho que ler O Senhor dos Aneis com 12 anos deixou-me mais marca do que qualquer outro livro.
  • Um facto histórico: A II Guerra Mundial exerce sobre mim umha fascinaçom um tanto friki.
  • Um prato na mesa: O polvo.
  • Um desporto: O tai chi é boníssimo para tudo e mudou-me a vida, embora nom pense que se lhe poda chamar desporto :-)
  • Um filme: La fille sur le pont, por dizer algumha cousa.
  • Umha maravilha: Ultimamente maravilho-me imenso com a gente toda que me rodeia, com os momentos que compartimos e com a descoberta de novos amigos.
  • Além de galego/a: procuro ser boa pessoa.
 
   

Imperdível e ATRAVÉS presentes no Achegarte 2011

PGL - Imperdível e ATRAVÉS|EDITORA estarám presentes no Achegarte 2011. O evento decorre os dias 2 e 3 de abril, de 11h30 a 14h30 e de 16h30 a 22h —no domingo encerrará umha hora antes—, no Palácio de Exposiçons e Congressos da Corunha (Palexco). As entidades participantes somam 114, entre livrarias, editoras, associaçons, teatro, dança ou áudio-visual.

Achegarte nasceu em 2009 para preencher um vazio. Na altura, o atual governo da Junta decidira nom apoiar o projeto Cultur.gal, feira das indústrias culturais galegas, e a Concelharia da Cultura da Cámara corunhesa promoveu o Achegarte. Felizmente, e já com o Culturgal a fazer parte da agenda cultural, o Achegarte caminha para a sua consolidaçom como local de encontro da cultura galega numa das cidades chave do nosso país, a Corunha.

As linhas estratégicas deste evento som:

  • Maior protagonismo ao ámbito da criaçom e dos criadores.
  • Incorporar a cultura de base, a cultura amadora e a sociocultura.
  • Contribuir a difundir e visibilizar os produtos culturais galegos.
  • Conetar com o público.

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) estará presente com os materiais da loja Imperdível e da Através | Editora na pessoa de Tiago Peres.

Apresentaçom de Noente Paradise

No expositor de Toupa.net terá lugar o lançamento de Noente Paradise, da cantora Ugia Pedreira. Será a 2 de abril às 13 horas. As pessoas interessadas também poderám comprar o livro que, por sinal, também está no posto da Imperdível/ATRAVÉS.


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Ops!

Valentim R. Fagim - Nos últimos meses estive em vários liceus de secundário a mostrar os alunos e alunas que a nossa língua, contradizendo algumas informações que lhes chegavam, é uma oportunidade de grande valor. Este ateliê, que nasceu de uma ideia do Carlos Figueiras, transformou-se, depois de várias reuniões e reflexões, no Ops!, cujo site, da autoria de Eugénio Outeiro, lançamos hoje.

Ops! é o que exclamamos quando nos apercebemos de algo que já sabíamos mas não alcançávamos a lembrar. Ops! é um ateliê para mostrar a alunos e alunas do nosso sistema educativo que a nossa língua é:

1) uma entrada privilegiada para aceder ao mundo em português

2) a nossa vantagem competitiva no quadro espanhol e europeu.

Ops! nasce por várias razões. Um dos dissabores que me ficou depois de ter finalizado o sistema educativo obrigatório é que nenhum dos 60/70 professores que tive dedicasse quinze minutos a revelar-nos que a língua de Portugal e do Brasil, e portanto as suas sociedades e as suas obras, estavam ao nosso alcance. Ops! vai ao encontro desta carência mas não só:

Nasce para pôr em valor a língua da Galiza, fazendo ver a sua potencialidade e contrabalançando os preconceitos que a subvalorizam.

Nasce porque o português é a sexta língua mais falada no mundo, oficial em 4 continentes e 8 países, sendo um deles o Brasil, uma potência emergente.

Nasce porque o plurilinguismo vai ter cada vez mais valor, promovido pela globalização e as instituições políticas (a começar pela União Europeia).

Nasce porque é em épocas de crise quando é mais preciso afinar onde vamos investir os nossos recursos e depositar a nossa atenção. Afinal, quer uns, quer outros, são limitados.

O ateliê é desenvolvido em português de Portugal ou do Brasil para afirmar a nossa internacionalidade e está dividido em quatro partes. Na primeira revelamos como podemos ler os textos em português à galega. Na segunda mostramos o mundo que se expressa em português e o que temos a ganhar como galegos e galegas. Na terceira, Ops!, lembramos o muito que sabemos mas convidamos a manter a atenção e aprofundar no estudo, e na última trabalhamos com sites que podem permitir que os alunos e as alunas aprendam por eles mesmos, de forma autónoma.

Ops! conta com o seguinte corpo docente para além do coordenador, Valentim R. Fagim, e são Eugénio Outeiro, Antia Cortiças, Noemi Pinheira, Kike Martins e Breogám Vila. A nossa função é comunicar uma boa notícia: a nossa língua é mundial.

Na atualidade, vários concelhos galegos contrataram Ops!: Vigo, Ponte Vedra, Moanha, Redondela, a Corunha, Melide e Ourense bem como centros educativos da Fonsagrada, Cea, Alhariz, Arçua, Lousame e o Barco.

Frente ao preconceito, Ops!

 

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