Associaçom Galega da Língua

Sermos Galiza publica o segundo de três especiais sobre o relacionamento entre a Galiza e o resto da Lusofonia

A passada sexta-feira chegou aos quiosques do País um novo número do semanário Sermos Galiza, com um novo especial A Fundo dedicado ao relacionamento entre a Galiza e o resto da Lusofonia. É o segundo de umha série de três cadernos monográficos realizados em parceria com a Associaçom Galega da Língua (AGAL).

Galiza e a Lusofonia. O necessário (re)encontro é o título deste caderno que achega à massa leitora do Sermos a focagem e os argumentos de quem concebe o galego como umha língua internacional. O anterior especial, publicado em fevereiro, tinha o foco no mundo cultural; nesta segunda entrega, tem-no nos relacionamentos políticos, sociais e pessoais. A seguir, indicamos os títulos dos artigos publicados:

  • «Espaços de encontro». Néstor Rego e Miguel R. Penas
  • «A Lusofonia: um espaço para a intervenção», Xosé Ramón Boán
  • Entrevista a Bieito Lobeira (secretário de organizaçom do BNG) e Catarina Martins (coordenadora do Bloco de Esquerda)
  • «Uma petista na Galiza». Jeanne Pereira
  • «Experiências à procura do reencontro»
  • «Para não fazer turismo no Porto». Xosé Antón Serén

O derradeiro especial verá a luz no mês de maio, e terá por objeto as oportunidades económicas que se abrem para umha Galiza lusófona.

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Ana Gueimonde: «Se as instituições dizem que são línguas irmãs, mas diferentes, a cidadania não tem porque pensar diferente»

PGL - Ana Gueimonde é doutora em Ciências Empresariais pela Universidade de Vigo e docente na Faculdade de Ciências Empresariais e Turismo de Ourense, atualmente das matérias “Gestão de inovação” e “Direção de recursos humanos”.

Há alguns debates sobre se Abadim é ou não Terra Chã, acontece como com o galego-português?

Acontece, mas ao invés; Boa parte de Abadim não forma parte natural da Terra Chã, mas sim está integrada comarcalmente nela. Pode ser que houvesse aí uma espécie de experimento sociológico piloto ;) primeiro colocamos a Abadim na Terra Chã a ver o que se passa. Se nada sucede e a gente não reage, então estamos em disposição de retirar ao galego do seu tronco comum. Será que as pessoas aturam o que lhes botem.

Joám Carmona, Facal, López-Suevos..., o reintegracionismo esteve patente em tempos no ramo económico, influiu isto na tua posição atual?

Com efeito, a esses nomes poder-se-iam acrescer (entre vários mais) outros como os de Edelmiro López Iglesias ou Xoaquín Fdez. Leiceaga, que penso continuam a manter uma posição favorável ao galego-português. Contudo, não é apenas uma questão de nomes particulares, mas de épocas. Assim, por volta dos 80s e primeiros 90s não parecia estar estendida uma contradição entre galego e português, de aí que pessoas transitassem por normas e grafias sem qualquer problema. E antes disso, sendo nena e ainda sem preconceitos nem opinião formada neste tema, afeita a dizer (e escutar todo o tempo) “chão”, “mãe”, “mão”, “gaveta”, “rodela” ou “ainda bem”, eu via que entre as opções de sinónimos que me dava o galego normativo, na minha contorna, empregavam-se as fórmulas coincidentes com o “português”. Observar depois que existem posições marcadamente separadoras de galego e português resulta tão surpreendente como forçado e artificial. Essa tese está de costas viradas aos falantes.

"Despesas", "receitas", ou "verbas"?
Essas palavras são bons exemplos na literatura cientifica do que antes comentava. Em textos dos 80 não era infrequente vê-las em textos galegos. E por quais foram substituídas? É uma história repetida uma e outra vez, não se sabe bem para o quê... ou sim se sabe.

E o alunado vai sabendo que o B de BRIC é Brasil e que lá também dizem "investimento"?

Já sabem, claro, a estas alturas é muito difícil ignorar. Mas ao estar o galego encapsulado numa órbita que não é a sua, o que resulta mais difícil é que de aí se tirem conclusões. Sabe-se, mas não vai connosco. E é de todo normal, dado que a gente não tem por que saber de história da língua. Se as instituições correspondentes da Galiza dizem que são línguas próximas, irmãs, mas diferentes, e insistem na diferença, daquela, a cidadania não tem por que pensar diferente e continuaremos a receber os brasileiros que nos visitam em castelhano ou inglês. E a perder-nos boa parte da sua produção científica, que não é pouca, das traduções que realizam do inglês...

Antes de dares docência em Ourense, deste em Vigo na ETS de Engenharia Industrial. Qual é, na tua experiência, a situação do galego em ambos centros/cidades?

Existe -penso- uma certa lenda urbana com a má situação do galego em Vigo. É certo que o seu uso é mais escasso, mas isso acontece num nível de profundidade relacional muito baixo. A língua inicial de relação é predominantemente castelhano, mas a gente passa para o galego habitualmente sem problemas, de forma natural, e numa alta percentagem. Não o encontro perdido em absoluto. Já em Ourense o idioma tem mais presença, sem dúvida. Mas isso ás vezes resulta em paradoxos, porque a pura espontaneidade às vezes leva também a que se naturalizem erros impensáveis em qualquer utente de castelhano. Quanto à escrita, é já para falar à parte, tanto num lugar como em outro. Parece que o galego escrito não supera a sua fase de “fala” e, em não poucas ocasiões, quem pior o escreve som aqueles que o falam habitualmente. Não é difícil encontrar-se uma pessoa que não é falante habitual realizando um bom escrito em galego enquanto uma pessoa galego-falante nem se formula escrever em galego, acudindo habitualmente ao espanhol. Nesse aspecto semelha que continuamos a viver nos anos 70.

Na tua opinião, por onde deve caminhar a estratégia luso-brasileira para avançar na sua sociabilização?

Agora que estamos às voltas com as distintas “bolhas” da presente crise, penso que seria adequado furar a bolha linguística na que o galego leva desde há não tantas décadas. Se calhar pode resultar dificultoso porque é invalidar muito discurso conhecido, mas não vejo outra solução que contar estritamente a verdade. E a verdade é que fomos interferidos por uma visão e modelo de língua que nem tem sustento histórico nem nos achega nada relevante na sua formulação geral. Então penso que não basta com dizer “a estratégia da AGAL é melhor”. A gente, em geral, não escolhe o melhor senão o mais cómodo. Devemos não só explicar as bondades da proposta da AGAL, mas também que a ideia do modelo vigente é limitadora e muito recente no tempo.

Que visão tinhas da AGAL, que te motivou a te associar e que esperas da associação?

Conhecia à AGAL como um grupo de pessoas reflexivas, muito ativas, e tremendamente abertas. Uma associação que vai contra-corrente e, a despeito disso, não é vitimista nem chorica. A AGAL vai para a frente. E gosto dos lugares onde se podem revirar os tópicos sem descuidar o rigor.

Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2020?
Preferiria uma sequência na que um docente, numa disciplina qualquer em Ourense, Vigo ou Lugo, remete para uma bibliografia de referência editada em Compostela, no Porto, ou São Paulo, e o alunado pode encontrá-la na biblioteca da sua universidade ou liceu.

 

Conhecendo Ana Gueimonde Canto

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    • Um sítio web: http://www.google.com/culturalinstitute/home
    • Um invento: O hiperlink.
    • Umha música: Learning to fly, dos Pink Floyd.
    • Um livro: Bouvard e Pécuchet.
    • Um fato histórico: A rendição do Berlim nazi em 1945.
    • Um prato na mesa: Qualquer elaborado com esmero num wok.
    • Um desporto: Mergulho em piscina pequena.
    • Um filme: Broken flowers.
    • Uma maravilha: A neve.
    • Além de galego/a: Itinerante.
 
 

Iván Velho: «Romper o binómio língua-naçom nom me foi fácil. Precisei mudar o conceito de "naçom" e umha cousa levou a outra»

Iván Velho Ferreiro é de Barro, tem dolor de llengua, quer ser professor para acompanhar as novas geraçons, foi anti-reintegracionista e nom é favorável a usar em excesso o argumento utilitarista na promoçom social da língua.

Em que mudou o ambiente linguístico no teu concelho em contraste com os anos da tua infância?

Nom há muitos anos que deixei atrás a infância, mas em tam pouco tempo a situaçom  mudou muito. Lembro bem que quando era neno nas minhas aulas só umha pessoa falava castelhano, e era vista por nós, 95% do alunado, como a excepçom. Hoje, desafortunadamente, nas mesmas salas de aula e tam poucos anos depois, já nom é estranho. A percentagem de nen@s castelhano-falantes cresceu muito. É francamente preocupante.

Um tema que te preocupa muito, até o ponto de nom te deixar dormir, é o processo de substituiçom linguística. O catalám Enric Larreula fala num seu livro de dolor de llengua. Tens os sintomas?

Acho que sim. A análise que faz o Enric Larreula sobre a substituiçom do catalám polo castelhano bem se podia trazer à Galiza. E é que ainda que as situaçons da Galiza e da Catalunha nom som idênticas, sim podemos dizer que há um paralelismo; diferentes sintomas para umha mesma doença. O "Dolor de llengua" é destas dores fundas que encolhem o coraçom, mas há remédio para essa dor.

Iván está a estudar Filologia. Em que tipo de trabalho gostavas que se transformasse esta formaçom? Por quê ou, melhor, para quê?

Gostaria de dedicar-me ao ensino, isso mais ou menos já o tinha claro desde neno, mas o porquê e o para quê nunca o pensara. Acho que tenho demasiadas esperanças postas nas geraçons que venhem e quero ser testemunha em primeira fila.

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Iván Velho: «Romper o binómio língua-naçom nom me foi fácil. Precisei mudar o conceito de "naçom" e umha cousa levou a outra»

PGL - Iván Velho Ferreiro é de Barro, tem dolor de llengua, quer ser professor para acompanhar as novas geraçons, foi anti-reintegracionista e nom é favorável a usar em excesso o argumento utilitarista na promoçom social da língua.

Iván Velho é natural de Barro. Em que mudou o ambiente linguístico no teu concelho em contraste com os anos da tua infância?

Nom há muitos anos que deixei atrás a infância, mas em tam pouco tempo a situaçom  mudou muito. Lembro bem que quando era neno nas minhas aulas só umha pessoa falava castelhano, e era vista por nós, 95% do alunado, como a excepçom. Hoje, desafortunadamente, nas mesmas salas de aula e tam poucos anos depois, já nom é estranho. A percentagem de nen@s castelhano-falantes cresceu muito. É francamente preocupante.

Um tema que te preocupa muito, até o ponto de nom te deixar dormir, é o processo de substituiçom linguística. O catalám Enric Larreula fala num seu livro de dolor de llengua. Tens os sintomas?

Acho que sim. A análise que faz o Enric Larreula sobre a substituiçom do catalám polo castelhano bem se podia trazer à Galiza. E é que ainda que as situaçons da Galiza e da Catalunha nom som idênticas, sim podemos dizer que há um paralelismo; diferentes sintomas para umha mesma doença. O "Dolor de llengua" é destas dores fundas que encolhem o coraçom, mas há remédio para essa dor.

Iván está a estudar Filologia. Em que tipo de trabalho gostavas que se transformasse esta formaçom? Por quê ou, melhor, para quê?

Gostaria de dedicar-me ao ensino, isso mais ou menos já o tinha claro desde neno, mas o porquê e o para quê nunca o pensara. Acho que tenho demasiadas esperanças postas nas geraçons que venhem e quero ser testemunha em primeira fila.

Que te motivou a dar um passo para a estratégia luso-brasileira? Foi fácil a transiçom?

Fácil? NOM! foi um processo muito difícil. Num primeiro momento odiava o reintegracionismo, nom saía polas noites armado caçar "reintegratas", mas quase. Em certo modo devido à ignorância e ao "medo". Mas com a chegada à Universidade e sobretudo graças ao ambiente de Compostela, a cousa foi mudando.

Pessoalmente, e acho que isto lhe ocorre a muitas pessoas, romper o binómio língua/ naçom nom me foi fácil. Precisei mudar o conceito de "naçom", e depois umha cousa levou a outra.

Por onde pensas que deve transitar o reintegracionismo nos próximos anos? Que se está a fazer bem? Que se pode melhorar?

Esta-se chegando cada vez mais a um maior número de público, facto vital, mais polo de agora insuficiente. O reintegracionismo deve sair dos escritórios e dos ambientes intelectuais e impregnar todas as ruas do país, mas som bem consciente da dificuldade que isto implica.

Hoje já se está a trabalhar nisso, mas lutar pola entrada do português no ensino médio acho que deve ser a prioridade. Quando isso esteja atingido, a consciência das pessoas mudará, e entom o reintegracionismo já vai poder trabalhar com a sociedade.

Creio também que se deve evitar falar tanto de utilitarismo, pois nom defendemos o galego porque seja tam válido e tenha tanta força no mundo como o espanhol ou qualquer língua dominante, mas porque é o justo e o que nos corresponde como galeg@s.

Que exigirias aos partidos políticos na hora de implementar esta estratégia linguística e cultural?

Começaria por nom pedir nada a partidos espanhóis com sucursais na Galiza porque a Galiza e o galego importa-lhes nada, mas eu tenho as esperanças postas nos partidos galegos nacionalistas de esquerda, os quais de momento estám bastante longe de se somar à estratégia. Acho que umha das matérias pendentes do nacionalismo galego do século XXI é o reintegracionismo. É umha das cousas que toca, nom se pode esperar mais.

Que visom tinhas da AGAL, que motivou a se associar e que esperas da associaçom?

Pois num principio a visom que tinha da AGAL era a mesma que a que tinha do reintegracionismo, nom a queiras saber... mas a base de leituras e conhecimento foi mudando até ter hoje umha boa visom, já que se trabalha muito e bem.

O galego necessita ativismo linguístico e os partidos políticos de momento nom estám à altura da situaçom, por isso decidim somar-me, pois nom seria capaz de dormir às noites sabendo que quando acorde o galego perdeu falantes na Galiza e eu sem estar fazendo nada. Afinal é puro egoísmo...

Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2020?

O 2020 está bastante perto... Conformaria-me com que a cousa nom fosse a pior quanto a número de falantes, que o português estivesse instalado no ensino médio e os partidos nacionalistas se tivessem já somado à estratégia.

Além disso, gostaria de que o governo da Junta do momento estivesse levando a cabo umha planificaçom linguística que esteja muito longe das que tem vivido a nossa língua neste país... (é dizer, boa).

Quando o povo recupere a consciência linguística e nacional começaremos a reconquista.

 

Conhecendo Iván Velho


  • Um sítio web: Youtube
  • Um invento: A imprensa
  • Umha música: Mr. Tambourine Man-Bob Dylan
  • Um livro: Desassossego
  • Um fato histórico: A revoluçom que está de caminho
  • Um prato na mesa: Qualquer um italiano
  • Um desporto: Futebol
  • Além de galego/a: Galega
 
 

José Fiz Pousa, carteiro em Vigo

PGL - José Fiz Pousa,  é raioto, natural da comarca do Vale Minhor . Ele trabalha como carteiro e no seu dia a dia encontra-se com pessoas de diferentes países, misturando às vezes várias línguas na sua jornada de trabalho. Morou fora da Galiza vários anos onde percebeu que podia entender-se com portugueses, brasileiros falando na sua língua. Chegou ao reintegracionismo através do Portal Galego da Língua.

És natural da comarca do Vale Minhor,  como foi o teu contacto com a língua?

Eu sou natural desta comarca e tenho a minha morada bem perto da Raia. O meu contacto com a norma internacional foi por Internet na procura de informaçom, das diferenças do galego “oficial” e o histórico. Aqui conhecim O Manual de Iniciaçom à Língua Galega de Maurício Castro e também o Léxico da Galiza, entre outros. Tenho aprendido mais galego em Internet do que na escola.

Atualmente trabalhas em Vigo, é possível viver em galego nesta cidade?

Vigo é umha cidade cosmopolita na atualidade. No centro da cidade a língua com mais utentes é o “castelhano”, digo entre aspas porque às vezes sem dar-se de conta empregam palavras autenticamente galegas. Nos bairros é umha mistura, “castrapo” ou “portunhol”. Já nas paróquias a gente idosa fala galego ao seu jeito e a mais nova castelhano com o seu sotaque da zona. Em geral podemos dizer que o castelhano é o mais utilizado pola gente e polos meios de comunicaçom; imprensa, rádio e televisom. O galego é mui escasso e com muitas gralhas. Nom há vontade política de mudar este rumo em todas as cidades e vilas importantes da Galiza.

És funcionário público dos correios de profissom pelo que tens que falar com muitas pessoas.  Qual é a presença do galego no dia a dia no teu sector?

No meu centro de trabalho fala-se na maioria em castelhano, eu misturo ambas as línguas no centro de trabalho e na rua. Como na rua tens gente de muitas nacionalidades às vezes tens que utilizar também o inglês. Agora bem, sempre tento falar de jeito a respeitar os usuários, para isso tenho a condiçom de funcionário público, que muitos/as funcionários/as nom respeitam. A única vez que tive um problema em galego foi com umha pessoa que ao ler umha carta que vinha de Portugal, a pessoa dizia nom entender o que eu lia, mas foi um caso raro de umha pessoa conflituosa com todo o mundo. Eu escrevo em galego internacional e até o de agora nom tive problemas com a gente (quando tenho algo de tempo dou algumhas aulas de galego). O que vejo a diário é que a Justiça emprega quase tudo em castelhano e o pouco que vem em galego é castrapo. A Xunta de Galicia utiliza muito o castelhano nos seus escritos. Muitos/as dos funcionários tenhem um nível mui pobre na nossa língua e em geral nom respeitam as línguas estrangeiras, digo isto, pois algumha vez tive que corrigir algum funcionário por ler mal outras línguas europeias, próximas à nossa. Isto demonstra o nível tam baixo em línguas que temos.

Lembras em que momento preciso descobres que o galego é mais do que te ensinaram na escola? Ou foi um processo gradual?

Morando fora da Galiza falava mais galego do que na própria Galiza, e foi aí onde mudei  por completo. Ao ter brasileiros, portugueses e de outros países lusófonos falava com todos eles em galego e fazia de tradutor para o resto de espanhóis . Isso de que o galego fora da Galiza nom serve é umha mentira que se dá na sociedade galega numha camada que está bem cómoda com que nada mude.

Na tua opiniom, por onde deve caminhar a estratégia luso-brasileira para avançar na sua sociabilizaçom?
Na minha opiniom é que deve de haver mais contactos com as diferentes camadas da sociedade. Os cursos nas escolas e os cursos on-line som necessários mas deve haver mais contactos com as associaçons de vizinhos, nos centros dos nossos idosos. Contactos mais próximos com toda a sociedade em geral, para apagar essa falsa ideia de que o castelhano tem mais sucesso que a nossa língua que é também internacional e de muito prestígio.

Que visom tinha da AGAL, que a motivou a se associar e que espera da associaçom?

Eu tinha ouvido da sua existência até que encontrei a página na Internet. Quando fum lendo, vim que os seus sócios/as vinham de todos os sectores da sociedade galega. Este foi o motivo de unir-me ao projeto no qual acredito.



Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2020?

É difícil  ter umha visom de futuro mas acredito que as pessoas primeiro tenhem que mudar a falsa ideia de que o galego é umha língua para falar com os de aldeia, é o maior pejamento, quando um galego culto e bem escrito tem mais futuro para criar emprego, riqueza na nossa terra sem ter que seguir emigrando. Temos um potencial enorme que invejam outras línguas. Para rematar, desejo ver em breve as TV´s  portuguesas e as outras legendadas nas línguas originais para ter um nível em idiomas “um pouco mais decente” que é de vergonha.

Conhecendo José Fiz Pousa

  • Um sítio web: O dicionário Estraviz, todos os dias.
  • Um invento: A internet.
  • Umha música: A música celta e as B.S.O. dos filmes.
  • Um livro: Vilardevós (o meu primeiro livro em galego, norma RAG) e O Livro do Dessassosego (o meu último livro, norma original).
  • Um fato histórico: A queda das torres gémeas (estava fora da Galiza)  seguida da crise de agosto de 2007 (estava em Portugal), estamos a viver um momento histórico com grandes mudanças ao tal modelo de “bem-estar” que nom chegou como em outros países da Europa do Norte.
  • Um prato na mesa: Caramelas (navalhas) ao forno, polvo  grelhado, empada de lulas...
  • Um desporto: Caminhar e a pesca em gamela (apanhar a serradela).
  • Um filme: Tenho muitos na cabeça, desfruto muito do cinema, todo o que seja histórico ou de fatos reais.
  • Uma maravilha: Os canons do Minho e Sil.
  • Além de galego/a: As Causas Sociais, agora mais do que nunca.
 
   

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