Associaçom Galega da Língua

AGAL anima a participar o 17-M nos atos em defesa da língua

Para 17 de Maio, Dia das Letras, a AGAL centrou os seus esforços no documentário Decreto Filgueira e na colaboraçom com outras asssociações organizando a Festa do Dezassete, na qual vai haver um amplo leque de atividades.

No próprio domingo, dia 17, a AGAL nom tem nenhuma própria. Contudo, a associaçom chama a participar em quantos atos se organizarem em defesa da nossa língua, de maneira singular as concentrações convocadas por Queremos Galego, a que assistirám membros do Conselho agálico.

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O ‘Atlas das Nações sem Estado da Europa’ «pode ser para muitas pessoas a primeira leitura aprofundada em galego internacional»

Capa do Atlas das Nações sem Estado da Europa_2015
Atlas das Nações sem Estado da Europa (ANSEE) é um ambicioso trabalho documental e divulgativo elaborado pola plataforma Eurominority. Dirigido polo bretom Mikael Bodlore-Penlaez, foi editado em francês e inglês. A versom galega que o Novas da Galiza, a Difusora de Letras Artes e Ideas e a e Através Editora estám a preparar é umha ediçom atualizada e completada que pretende socializar a realidade presente de povos que, como o nosso, se empenham em manter viva a sua identidade.

«Sabíamos que devíamos confiar
o projeto à vontade da gente
para fazê-lo real»

A ideia de criar uma ediçom galega deste Atlas surgiu de Abraham Bande, que desde miúdo viu «muito atraentes» os mapas em geral e os livros em formato atlas. No entanto, sempre percebiu que estes materiais tinham «um mesmo enfoque, orientado à centralidade», e onde não havia lugar a mostrar a diversidade e realidade dos diferentes povos «que, como o meu, deviam ser expostos num mapa qualquer».

Passado o tempo, descobriu a plataforma Eurominority e interessou-se polo seu trabalho, sobretudo, no aspeito cartográfico, «já que achei que estavam feitos a partir do respeito às realidades minoritárias; nom apenas na Europa, também no resto do mundo».

Isto levou-no a contatar diretamente com o responsável da organizaçom, o bretom Mikael Bodlore-Penlaez, a quem solicitou um exemplar em inglês do Atlas of Stateless Nations in Europe. Também se disponibilizou para ajudar com pequenas traduções ao galego-português ou ao catalão, propostas que Bodlore-Penlaez valorizou positivamente, até o ponto de que «ele me propujo fazer a versom do seu Atlas na língua que eu escolher».

Como Abraham nunca participara num projeto de «tais características e magnitude», contatou Xavier Paz da editorial Difusora. Entre os dous «conseguimos juntar uma boa ideia, com uma alta qualidade na linha editorial» e tentárom também procurar a maneira de o fazer logisticamente viável. Conhecedores de que «nom teríamos ajudas públicas», sabiam que «devíamos confiar o projeto à vontade da gente para fazê-lo real», assinala Bande. Foi assim que tomárom a «boa decisom» de contatar com o jornal Novas da Galiza e com a Associaçom Galega da Língua (AGAL).

Livros incontornáveis

Uma das páginas dedicadas à Bretanha neste Atlas

Uma das páginas dedicadas à Bretanha neste Atlas

Segundo Xavier Paz, o ANSEE é, à partida uma proposta «para um público que parte de um grau de consciencia e compromisso prévios elevados e que nom tem um livro de consulta destas características, e menos no seu idioma». Destarte, o «repto» para a Difusora será «ampliar a todos públicos potenciais, pois estamos convencidos de que como qualquer outro atlas, este é uma obra de interesse geral para todo tipo de público interesado em conhecimentos geográficos, históricos e políticos».

Valentim Fagim explica que a Através Editora, de cuja equipa é parte, tenta, na medida das suas possibilidades, «editar livros marcantes, livros que os galegos e galegas com interesse pola Galiza e as suas realidades, nom possam contornar». Como exemplos, coloca o recentemente premiado Galiza, um povo sentimental? ou também O pequeno é grande. «O Atlas das Nações sem Estado da Europa entra na categoria de livros incontornáveis», insiste Fagim; livros «que para muitas pessoas pode ser a sua primeira leitura aprofundada em galego internacional. A Através existe, entre outras cousas, para provocar essas leituras primeiras».

Uma aposta «coerente e natural»

Carlos Barros revela que a equipa do Novas da Galiza valorizou «muito positivamente» esta iniciativa, na qual colabora «achegando capital humano para a adaptaçom e atualizaçom dos conteúdo», ademais de o divulgar entre a rede de assinantes da publicaçom «para fazer viável esta ediçom».

Para o Novas, ademais, trata-se de um projeto com muito significado, pois as nações sem Estado «recebem um tratamento especial no nosso jornal», explica Barros. O jornalista lembra que as páginas do periódico mensal contárom por vários anos com a secçom «Povos», nos quais se deu a conhecer a realidade de numerosas nações «que, como a nossa, nom som donas dos seus destinos e nom se resignam a manter esta situaçom».

Para o jornalista, uma publicaçom deste teor «demonstra que nom estamos sós no mundo», também, «que a reivindicaçom de vitalidade para as nossas culturas e identidades é um fenómeno que partilhámos com múltiplos povos do mundo» e isto constitui «a melhor maneira com a que contamos para desafiar a globalizaçom e homogeneizaçom imposta». Assim pois, a participaçom do Novas da Galiza é «coerente e natural tendo em conta a nossa linha editorial e trajetória».

«Se o projeto do Atlas tivesse
nascido há uns anos,
teria nascido em galego-castelhano»

Por que em galego-português?

Ficha da Galiza no site Eurominority

Ficha da Galiza no site Eurominority

Por que o ANSEE é editado em galego-português e nom seguindo a normativa oficialista? Abraham, a ideia por trás do projeto, confessa que «nom tinha dúvidas que devia ser em galego-português», e em todo momento encontrou para isso o apoio do autor original, Mikael Bodlore-Penlaez. «Na Galiza temos a sorte de dispor de uma língua internacional, mesmo que nom seja reconhecida internacionalmente», explica. «Mas temos uma sólida base em critérios históricos, culturais e lingüísticos que deve aproximar-nos ao resto de nações lusófonas. Este trabalho é uma maneira de reivindicar essa riqueza que possuímos e facilitar a irmaçom linguística», salienta.

«Se o projeto do Atlas tivesse nascido há uns anos, nom me atrevo a dar uma cifra exata de anos, teria nascido em galego-castelhano, por “pragmatismo”», comenta Fagim. Porém, «estamos em 2015 e nasce em galego-português», explica feliz o co-editor.

Uma adaptaçom «complexa»

Quanto aos aspetos estritamente editoriais, Xavier Paz assinala que a ediçom galega experimentará uma profunda revisom nos aspetos gráficos «e mesmo na estrutura» a respeito das duas edições anteriores. Por outra parte, «respeita os critérios e as escolhas do projeto Eurominority», intervindo «minimamente» nalgumas vozes que necessariamente devem ser atualizadas devido aos recentes acontecimentos políticos europeus «e nuns poucos casos com adaptações para o público galego».

No que atinge à traduçom, Fernando V. Corredoira explica que «nom houvo dificuldade de maior», se bem requereu «especial cuidado» a profusom onomástica —topónimos, antropónimos e etnónimos.

Contudo, uma «questom interessante» surdiu no que respeita à classificaçom dos povos elencados no Atlas. No original em francês e na versom inglesa, o critério para agrupar estes grupos humanos «é lingüístico ou, mais exatamente, por “famílias” ou grupos de línguas». Temos, portanto, os [povos] Celtas, Germânicos, Eslavos… assim até aos Fino-úgricos. «Da nossa parte nada a objetar, naturalmente», aponta Corredoira, «a nom ser que a Galiza entrava na rubrica de [povos] Românicos/Romances (se do francês) ou Latinos (do inglês)», com o matiz de que «românico/a» se aplica à arquitetura, arte e também às línguas, mas no caso dos povos «nom nos parecia que aqui dixesse muito». Quanto a Latinos, «pareceu-nos vago de mais» e com o inconveniente «de trazer à cabeça produtos da indústria cultural do tipo Julio Iglesias».

A soluçom a esta questom consistiu em «usarmos um critério diferente para agrupar estes povos mais ou menos díscolos, mais ou menos existentes». Assim, «a Geografia e um historiador britânico (Barry Cunliffe) vieram lembrar-nos que a Europa é uma vasta e diversa península entre oceanos (esses caminhos) e que o continente deve a sua riqueza humana a uma singular variedade de ecozonas interligadas. Resolvemos, enfim, usar o critério das ecozonas, com consideráveis vantagens, que leitoras e leitores apreçarám, segundo cremos».

Um atlas costuma ocupar
um «lugar importante»
nas bibliotecas das pessoas

Um processo participativo

Como reflexões finais, Valentim Fagim aguarda que a ediçom tenha boa receçom e lembra que se trata de um projeto «ambicioso», também «de qualidade» e com um formato, o atlas, que costuma ocupar um «lugar importante» nas bibliotecas das pessoas.

Para Abraham Bande, este Atlas devia converter-se «num referente» na Galiza. Atualmente só tem versões em francês e inglês, polo qual a versom galego-portuguesa «parece-me, simplesmente, necessária».

Por último, Xavier Paz, aponta que uma parte importante das propostas da Difusora têm como caraterística serem «obras coletivas e participadas». Neste senso, «acreditamos profundamente na potencialidade das obras produto de processos participados, pois a experiência demonstra-nos que quando se oferecem espaços de participaçom em liberdade, aflora a inteligência, a motivaçom e a criatividade dos grupos implicados multiplicando as potencialidades individuais».

Reservas

É possível reservar já o livro para o receber a preço especial e antes de que esteja disponível em livrarias. No caso de sócias e sócios da AGAL, ao ser esta umha das entidades que editam o ANSEE (mediante a Através Editora), o preço é ainda mais especial. O formulário de reserva agálico está disponível premindo nesta ligaçom.

É possível ver um adianto, o capítulo da Bretanha, premindo aqui.

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‘A República das Palavras’, de Séchu Sende, novidade da Através

Capa de 'A República das Palavras'

Capa de ‘A República das Palavras’

A mais recente novidade da Através Editora é A República das Palavras, de Séchu Sende. Nesta obra, o autor de Animais apresenta-nos um conjunto de relatos que som em certa maneira continuaçom de umha obra anterior, a sucedida Made in Galiza.

Numha alargada entrevista em Praza Pública, Sende explica que o título alternativo deste livro ia ser Como podem as palavras mudar o mundo, um tema «que já estava presente no Made in Galiza: a energia das palavras para mudar a sociedade». Segundo o autor, trata-se de um tema «que me interessou todo este tempo», pois ao chegar o Made in Galiza a tantas pessoas, «eu mesmo descobri que a literatura tem, entre outras funções, mudar as cousas. Interessei-me, por isso, em procurar os caminhos que tem a palavra para transformar o presente».

Texto da contra-capa do livro

Este é um livro Made in Galiza
de última geração: com NHs
e novas perspetivas sobre as pessoas e o mundo.

Se tes este livro na mão, dissimula.

Podes fazer parte dos milhares de pessoas
que estão a organizar as palavras
para mudar o mundo.
Alegria, peixe voador,
humor, Quero-te, spray,
imaginação, corvos faladores,
criatividade, rebeldia, mulheres…
Dissimula, não levantes os olhos
do livro, podem estar a vigiar-te.

Viaja polo teu interior.
E não fagas caso da gente que diz
que as palavras não mudam o mundo.

Porque sabes que as palavras mudam as pessoas.

O autor

Séchu Sende | Foto: David Landrove

Séchu Sende | Foto: David Landrove

Séchu Sende (Padrom, 1972) é poeta e narrador, sociolingüista, ativista social e domador de pulgas no ‘Galiza Pulgas Circus’. A sua obra Made in Galiza foi traduzida ao curdo, ao turco, ao catalão e ao basco. Os seus textos convertem-se em canções, obras de teatro, lemas de camisolas, curta-metragens ou campanhas de publicidade social. Também escreve textos de guerrilha da comunicaçom, manifestos da Resistência, listas da compra e palavras como tatuagens nas mãos das suas duas filhas

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‘Decreto Filgueira’ explica a transcendência de Filgueira no processo de normatizaçom do galego

Decreto Filgueira 1Desde já pode ser visionado on-line o documentário Decreto Filgueira, dirigido por Ozo Perozo, sobre o intenso debate que se produziu entre os anos 1971 e 1982 em relaçom a qual devia ser a orientaçom gráfica do galego. Este processo é explicado de forma ágil e didática no filme, o qual pode ser de grande ajuda para compreender os motivos que nos levárom a entender o galego como hoje é concebido, com todos os consensos e distensons com que chegou à atualidade. Também ajudará a compreender melhor a figura homenageada no próximo Dia das Letras, Xosé Fernando Filgueira Valverde, através de um episódio do qual foi protagonista no início dos anos 80, fundamental para a história recente da nossa língua.

Um debate intenso

As Normas Ortográficas e Morfológicas do Idioma Galego (ILG-RAG) foram oficializadas por decreto no ano 1982. Porém, nem foram as primeiras normas oficiais, nem contárom com o apoio de importantes setores da cultura galega, que debatia intensamente sobre qual havia de ser a orientaçom ortográfica do galego desde o início dos anos 70.

Decreto Filgueira - Albor_FilgueiraO documentário, de meia hora de duraçom e destinado fundamentalmente ao ensino secundário, percorre os diferentes posicionamentos lingüísticos e as formulaçons normativas que cada um deles gerou desde que em 1970 Carvalho Calero redigiu as primeiras Normas Ortográficas do Idioma Galego da Real Acadamia Galega, assumidas como próprias polo mundo de Galaxia. Em pouco tempo, no período de três anos, surgiriam duas propostas dissidentes que acabariam por tornar-se irreconciliáveis. De um lado, a que hoje conhecemos por “autonomista”, aglutinada em torno do Instituto Galego da Língua, que entre 1971 e 1974 publicou os manuais Gallego 1, 2 e 3. Do outro, a que hoje conhecemos por “reintegracionista”, que depois de ser formulada por Rodrigues Lapa e Martinho Montero entre 1973 e 1974 se foi aglutinando em torno de Carvalho Calero, que foi assumindo posturas cada vez mais reintegracionistas à medida que avançava a década. Começados os anos 80, a Xunta oficializava umhas normas que pretendiam o consenso, ainda que partindo de umha orientaçom convergente com o português. Estavam redigidas pola Comisión de Lingüística da Xunta que presidia Carvalho Calero. Porém, em 1982, umhas novas normas com umha orientaçom diferente relegavam as do velho catedrático de Galego. Até a atualidade. O decreto que as oficializou, assinado por Filgueira Valverde, que fora membro da anterior Comisión de Lingüística da Xunta, deu origem a um dos lustros de maior tensom no debate normativo.

No documentário intervenhem vários históriadores e pessoas que fôrom protagonistas daqueles factos de diferentes perspetivas (ver abaixo). Porém, pretende tornar compreensível o debate para pessoas que o desconhecem, especialmente alunado do ensino secundário. Com este objetivo, o filme conta, entre as entrevistas, com vídeos de animaçom que contextualizam os acontecimentos relatados na história do galego escrito.

INTERVENHEM

  • Decreto Filgueira - Barreiro RivasXosé Luís Barreiro Rivas. Conselheiro da Presidência de 1982 a 1986 e vice-presidente da Xunta de Galicia desde 1983 a 1986
  • Elvira Souto. Militante da Unión do Povo Galego (UPG) nos anos 70 (secretária-geral entre 1977 e 1978) e ativista da Associaçom Galega da Língua nos anos 80
  • Isaac Alonso Estraviz. Lexicógrafo, autor do Dicionário da Língua Galega e Membro da Associaçom Galega da Língua (AGAL)
  • Francisco Fernández Rei. Dialetólogo, autor da Dialectoloxía da Língua Galega e corredator das Bases pra Unificación das Normas Lingüísticas do Galego (1977). Membro do Instituto da Lingua Galega (ILG) desde 1973 e da Real Academia Galega.
  • José Luís Rodríguez. Catedrático de Filologia Portuguesa e secretário da “Comisión de Linguística” da Xunta (1979).
  • Maria Xosé Queizán. Escritora em galego desde os anos 60. Como ensaísta, destacam os seus trabalhos sobre feminismo.
  • José Luís do Pico Orjais. Musicólogo, autor de vários trabalhos sobre a figura de Filgueira Valverde.
  • Francisco Rodríguez. Militante da Unión do Pobo Galego (UPG) desde 1967 e ativista da Asociación Socio-Pedagóxica Galega (AS-PG) desde 1976.
  • Tiago Peres Gonçalves. Historiador, autor da Breve História do Reintegracionismo.
  • Uxío-Breogán Diéguez. Historiador, especialista na história do nacionalismo galego.
  • Carlos Velasco. Historiador, autor de Piñeiro e o piñeirismo em perspectiva histórica.

SINOPSE

Durante os anos 70, quando já se adivinhavam os perfis da Democracia, o mais constante debate lingüístico galego de todos os tempos, o da orientaçom ortográfica, reaparece com força. Como alternativas ao modelo de Galaxia, cujos esforços se centravam em manter a chama de umha cultura própria suportável para o Franquismo, concretizam-se duas novas propostas antagónicas. Por um lado, a que pretendia restaurar a afirmaçom lusista do galeguismo do pré-guerra, pouco a pouco aglutinada em torno da figura de Carvalho Calero. Por outro, a que defendia construir um galego independente do português, que tinha como guia o trabalho dialetológico do Instituto da Língua Galega. Ambas contárom com defensores de grande altura intelectual. Porém, chegados os anos 80, umha rápida sucessom de acontecimentos políticos, acabaria por fazer com que umha figura se tornasse imprescindível para explicar o desfecho de um conflito com epicentro em 1982. Filgueira Valverde, que representava a continuidade do modelo cultural que em torno do galego se tinha gerado durante os anos da Ditadura, deu nome a um Decreto fundamental para compreender a orientaçom que seguiu a língua até a atualidade.

O diretor

Ozo PerozoOzo Perozo trabalha atualmente trabalha na série da TVG O Faro, mas tem participado em outras produções de sucesso como Padre Casares ou Matalobos.

Prémio Galicia por Baseado en feitos que puideron ter acontecido no 34º Certame Audiovisual Liceo Casino de Vilagarcía (2006),  2º Prémio Festival de Cortometrajes Fantásticos Marienbad por Auga (2008), Prémio Melhor Curta em Galego por Auga no Festival de Cine Canalla de Sada (2008) e Finalista à Melhor Direçom de Arte pola curta A Danza de Katiuska nos Prémios AGAPI do Audiovisual Galego (1999).

Documentário e materiais didáticos

Na página web do documentário poderá-se igualmente aceder a material didático para o visionado do filme, ideado para a ESO e Bacharelato e disponível em diferentes normativas.

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‘Galiza, um povo sentimental?’, prémio AELG 2015 na categoria de ensaio

O livro Galiza, um povo sentimental? Género, política e cultura no imaginário nacional galego, de Helena Miguélez-Carballeira e publicado na Através, foi galardoado com o prémio da Associaçom de Escritores e Escritoras em Língua Galega (AELG) à melhor obra de ensaio. Nesta categoria, a obra de Miguélez-Carballeira concorria com dous trabalhos publicados pola Alvarellos: Á procura da poesía. Vida e obra de Luz Pozo Garza, de Aurora López e Andrés Pociña, e Leandro Carré. Un século de cultura e compromiso, de Xosé Manuel Maceira Fernández.

Xemma Fernández, co-diretora da Através, acredita que se trata de um «reconhecimento muito importante» por parte do «’sistema’ literário galego» ao trabalho da viguesa e, também, para a editora, a Associaçom Galega da Língua (AGAL) e «todas as pessoas que trabalham por fazer ‘normal’ a nossa língua internacional». Cumpre lembrar que Galiza, um povo sentimental? é traduçom ao galego-português de uma obra originalmente publicada em inglês.

Por sua parte, Valentim Fagim, um dos coordenadores da edição junto de Matias García, explica que o projeto «nasceu na cabeça de Ernesto V. Souza. Ele lera a edição original em inglês e achara que podia calhar muito bem com a Através». Neste senso, as avaliações que fizo a equipa da editora «fôrom muito positivas». Nom obstante, Fagim assinala que «ainda mais positiva a atitude da autora, Helena Miguélez, sem cuja generosidade esta obra não seria editada na Através, dado que a tradução de Fernando Corredoira foi paga com umha sua bolsa académica».

Por último, Fagim acha que um dos «acertos» da ediçom foi a capa, responsabilidade de Miguel Penas, «umha capa que mata a indiferença e que te obriga a saber de que vai o tal livro».

A construçom de um mito

Em Galiza, um povo sentimental?, Helena Miguélez trata a construçom do mito da Galiza como sentimental e feminina. O que se pretende é assim analisar as maneiras em que, desde o século XIX, a história cultural e política do país vem marcada por este tropo colonial, fundamento discursivo que viu alimentar a relaçom disfuncional entre a Galiza e o Estado Espanhol.

Ao longo deste livro, fruto do rigoroso trabalho de Helena Miguélez-Carballeira, encontraremos respostas a muitas perguntas que cumpria fazer: é a Galiza um povo sentimental? É possível construir uma história desde a subalternidade? Pode uma língua ser indecente? Que origens reivindicar? Fica a crítica reintegracionista livre de toda culpa na sentimentalizaçom da imagem da Galiza?

Daquela, o que este livro nos oferece é tanto uma necessária incursom no passado ainda presente da Galiza e os seus mitos como uma aposta valente para entender o complexo discursivo colonial desde uma perspectiva de género.

A autora

Helena Miguélez-Carballeira (Vigo) é professora titular de Estudos Hispânicos na Universidade de Bangor, no País de Gales. Filóloga de formaçom e doutora pela Universidade de Edimburgo, as suas investigaçons tratam de modo primordial a história cultural galega e espanhola desde uma perspetiva pós-colonial e feminista. Além de ter traduzido ao inglês Maria do Cebreiro (I Am Not from Here; Shearsman, 2010) e ter editado o livro A Companion to Galician Culture (Tamesis, 2014), tem publicado em revistas como o Bulletin of Hispanic Studies ou The Translator, sendo ademais diretora do Centro de Estudos Galegos de Gales e editora de Galicia21: Journal of Contemporary Galician Studies.

 

 

 
   

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