Associaçom Galega da Língua

Últimas etapas da turnê de André Gago: Lugo e Ferrol

PGL - A turnê de André Gago para apresentar Rio Homem está já nas últimas etapas. Após passar por Ponte Vedra e Santiago de Compostela, o escritor português estará hoje na EOI de Lugo (Ronda Músico José Castinheira, nº 1) às 20 horas e amanhã, dia 5, no Espaço Libertário de Ferrol (Avenida de Esteiro, nº 10).

André Gago está no nosso país convidado pola AGAL e várias escolas oficiais de idiomas. Em Rio Homem conta a história de Rogélio Pardo, um galego de Porto d'Ozom que foge para Portugal na Guerra Civil e acaba por se refugiar em Vilarinho de Furna, aldeia hoje alagada por causa da construçom de uma barragem. Vilarinho de Furna é conhecida por ter mantido sistemas comunitários de organizaçom agropastoril até a sua submersom nas águas da albufeira.

André Gago, além de escritor, é encenador e ator português. Atualmente é diretor da Companhia de Teatro Instável, onde em 2007 encenou e protagonizou Hamlet de W. Shakespeare. Como ator, também tem participado em diversas séries da RTP e em filmes de Manoel de Oliveira (Non ou a Vã Glória de Mandar, 1990) e João César Monteiro (A Comédia de Deus, 1995).

 
 

Várias EOI e a AGAL organizam neste semana turnê do escritor português André Gago, para apresentar 'Rio Homem'

PGL - André Gago apresentará nesta semana o romance Rio Homem nas Escolas Oficiais de Idiomas de Ponte Vedra (2 de maio, 19h00), Santiago (3 de maio, 18h00) e Lugo (4 de maio, 20h00).  Em Ferrol, o livro será lançado no Espaço Libertário (Avda/Esteiro, 10), na quinta-feira, dia 5, às 20h00.

Rio Homem conta a história de Rogélio Pardo, um galego de Porto d'Ozom que foge para Portugal na Guerra Civil e acaba por se refugiar em Vilarinho de Furna, aldeia hoje alagada por causa da construçom de uma barragem. Vilarinho de Furna é conhecida por ter mantido sistemas comunitários de organizaçom agropastoril até a sua submersom nas águas da albufeira.

André Gago, além de escritor, é encenador e ator português. Atualmente é diretor da Companhia de Teatro Instável, onde em 2007 encenou e protagonizou Hamlet de W. Shakespeare. Como ator, também tem participado em diversas séries da RTP e em filmes de Manoel de Oliveira (Non ou a Vã Glória de Mandar, 1990) e João César Monteiro (A Comédia de Deus, 1995).

 

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Posto da AGAL toda a semana na Feira do Livro de Compostela

PGL - Desde o passado sábado, dia 30 de abril, e até o próximo domingo, dia 8 de maio, a Associaçom Galega da Língua (AGAL) manterá um posto na Feira do Livro de Compostela. Compartilhado com a Urco Editora, está localizado no passeio da Alameda da capital do País. O evento, de caráter anual, está organizado pola Federaçom de Livreiros da Galiza, e repete-se por outras cidades.

O pessoal que se aproximar ao posto da AGAL poderá encontrar tanto as obras editadas sob o carimbo da ATRAVÉS|EDITORA como outras que comercializa a loja online Imperdível. Magnífica oportunidade, portanto, para poder-se fazer com a segunda ediçom do Manual de Galego Científico, ao sucedido Do Ñ para o NH, Noente Paradise ou o Sempre em Galiza, entre outros títulos que se podem consultar aqui. Também ocasiom para observar de perto e sovar obras para todo tipo de públicos comoCaracol e Caracola, O Sonho do Ursinho Rosa, Ovos Cozidos, O Essencial sobre Política de Língua, Capitães da Areia, Milagrário Pessoal, Rio Homem, A Revolução Pendente ou Aprender a Rezar na Era da Técnica, entre muitos outros.

Por sua parte, a Urco Editora, companheira da Associaçom nesta feira, anda também de estreia. Como noticiado no PGL, recentemente publicárom novidades nos géneros do terror e do fantástico, fFalamos d'A Chamada de Cthulhu e A Xanela Escura, e ainda nos últimos dias o romance Carmiña Burana.

 
   

Pablo Blanco: «'Feixe' não serve só para os grelos»

PGL - Pablo Blanco é corunhês, namora com uma portuense e em Portugal descobriu que feixe não se usa só para os grelos. Conheceu o reintegracionismo através da Gralha. Sendo soberanista e de esquerdas, propõe desligar o projeto linguístico e comunitário reintegracionista de projetos políticos soberanistas e de esquerdas.

Para que os leitores te conheçam, por que não te apresentas, Pablo ?

Olá, sou o Pablo, tenho 34 anos, sou da Corunha, morei lá até os 23 anos e depois em diferentes lugares da península, incluindo Porto e Lisboa. Atualmente resido em Compostela mas estivem até há nada em Barcelona. Tenho trabalhado nos âmbitos de gestão de projetos educativos e culturais e de formação e desenvolvimento profissional, a minha ocupação atual.

Que visão tens da AGAL? O que esperas da associação?

Não tenho um profundo conhecimento da AGAL, mas entendo que é, e deve ser, o espaço dinamizador da estratégia integracionista. Espero da associação que se constitua como um espaço diverso e influente que transmita a oportunidade e utilidade da integração no âmbito lusófono, em termos linguísticos, culturais e sociais. Com esse fim, penso que deve desenvolver a sua ação de forma aberta e prática, em contacto com todos os sectores da sociedade.

Qual é a tua relação com a língua? Sabemos que és professor, fala-nos um pouco sobre docência e língua.

A nível pessoal, apesar de a língua galega ter estado sempre presente na minha vida familiar, fui alfabetizado em castelhano e cresci em contextos sociais de uso dessa língua. Só no início da época universitária incorporei-me ao uso quotidiano do galego. Posteriormente, tenho desenvolvido a totalidade da minha vida profissional galega nesta língua com bastante naturalidade (suponho que devido ao carácter peculiar do meu âmbito de trabalho, sector educativo e cultural). Por outro lado, no âmbito privado, sempre preferindo o galego, alterno o uso de galego e castelhano.

No tempo da minha residência em Portugal, pude desenvolver atividade como formador para diferentes entidades privadas, fazendo uso do meu conhecimento do galego, encontrando grande facilidade na comunicação. Até recentemente, morava na Catalunha, onde não usava o galego na minha atividade profissional, contudo, fora muito útil para o contacto com pessoas de países de língua oficial portuguesa, que são numerosas em Barcelona.

Em termos comunitários, aspiro a uma sociedade galega bilingue com especial proteção jurídica do galego e, no mínimo, equilíbrio em relação ao uso de galego e castelhano. Penso que isto só será possível graças a políticas públicas de discriminação positiva para o galego, nomeadamente práticas de imersão, para além de medidas dirigidas a garantir à população o domínio do padrão internacional da língua galega (português) e a facilitar o acesso direto ao conhecimento produzido nos países de língua portuguesa.

Como chegaste ao reintegracionismo?

Os primeiros contactos foram na adolescência, a partir da leitura dos boletins "a gralha" da associação Meendinho de Ourense, que recebia por via postal, mas não me relacionei com pessoas do âmbito reintegracionista até muito tempo depois. Nos últimos anos, o contacto com pessoas implicadas, somado ao facto de a minha parelha ser portuguesa e de passar períodos de residência no Porto, levaram-me ao compromisso com esta estratégia. Na realidade, sinto que só completei a minha aprendizagem do galego durante a minha estadia no Norte de Portugal. Outras experiências que vivi em Lisboa, como conhecer pessoas africanas falantes de português e senti-las muito próximas, reforçaram o meu posicionamento.

Quais achas que devem ser as linhas estratégicas do reintegracionismo? Que âmbitos devemos privilegiar?

Sendo eu de esquerdas e soberanista e, considerando que as pessoas galeguistas temos muito pouco tempo para ativar um projeto que viabilize a existência de duas línguas na Galiza (os jovens dos maiores núcleos de população, Corunha e Vigo, são já monolingues em castelhano), considero que as linhas estratégicas do reintegracionismo devem ser:

1 - Desligar o projeto linguístico e comunitário reintegracionista de projetos políticos soberanistas e de esquerdas. Comunicar esta ideia sem agenda oculta e renunciar à propriedade sobre ela. Desta forma, a proposta, que é da máxima utilidade, poderia chegar a ser apoiada pela maior parte da população, e particularmente pelos agentes mais poderosos e/ou dinâmicos da sociedade, que não são, na sua maior parte, soberanistas ou de esquerdas.

2 - Alargar a implementação da ideia de comunidade linguística e cultural internacional, do âmbito cultural reduzido (expressão literária, musical), a um âmbito cultural mais amplo (geração de conhecimento, ciência, tecnologia) e económico (parcerias, empreendedorismo e internacionalização, particularmente direcionados ao Brasil e a Angola). Isto permitiria transcender a reduzida instrumentalidade atual do galego.

3 - Partindo de 1 e 2, privilegiar a expansão da proposta a âmbitos sociais referenciais para o conjunto da sociedade e com maior potencial de intervenção política, particularmente os ligados a organizações empresariais e partidos políticos maioritários. Agindo assim, conseguiríamos mais apoios financeiros e estruturais e faríamos com que a proposta aparecesse como mais desejável para muitos sectores da população.

Moraste vários anos em Barcelona. Qual é a situação do catalão que observas no teu dia a dia?

O catalão é a língua de uso comum no âmbito profissional. É muito difícil encontrar um emprego cá se não acreditares um nível C, ou seja, de plena competência nessa língua. É uma língua prestigiada, falada e defendida com naturalidade praticamente por todas as pessoas, mesmo pela população com origens não catalãs (1 de cada 3 pessoas na Catalunha). Os adolescentes falam-na massivamente, o qual é um dado sintomático.

Trata-se de um contexto muito diferente do galego mas acho que se pode extrair desse caso uma aprendizagem útil. O catalão é uma língua fortemente normativizada e a sua aprendizagem é bastante custosa. Acho que é precisamente por isso que as pessoas têm grande orgulho em aprendê-lo e avançar no seu domínio, nomeadamente as pessoas de fora. Tenho conhecido galegos com um catalão mais completo e correto do que o seu galego. Penso que o fomento da aprendizagem de um padrão de galego-português internacional, estandardizado, rico e útil, levaria mais pessoas galegas a interessar-se por esta língua.

Acho que o galego em solitário não é percebido como útil pela população, e esta perceção não me parece errada, dadas as dimensões da sociedade galega e a projeção da sua identidade linguística. Entendo que a tentativa de defender esta língua pelo seu valor intrínseco, à margem da sua instrumentalidade, é muito fraca e tende a perder o debate social. Acho que esta tem sido a estratégia maioritariamente adoptada pelo galeguismo face aos últimos ataques dirigidos à língua galega. Invocar emoções que a maior parte da população não experimenta não é eficaz. O galego, apresentado como variante do português, representa uma enorme vantagem competitiva para a população da Galiza e acho que nós galeguistas devíamos difundir esta ideia em todos os foros e mostrar a sua viabilidade nas nossas práticas profissionais.

A tua namorada é portuguesa. Quando vos conhecestes, como foi a vossa relação respeito a língua que um e outro utilizava?

Desde o momento em que nos conhecemos, falamos galego e português respetivamente e nunca tivemos qualquer problema de comunicação. Às vezes, a falar por telefone, não percebíamos alguma coisa, mas só mesmo no início. Ela já conhecia o galego, contudo não deixava de achar curioso que eu utilizasse frequentemente palavras que ela conhecia da fala de pessoas idosas do Norte de Portugal, como a sua avó. Quanto a mim, fui descobrindo como muito vocabulário que eu tinha escutado ou lido remotamente na Galiza, era de uso habitual em Portugal. Igualmente, foi para mim engraçado ver que muitas palavras e expressões que para nós têm um toque enxebre, popular ou até rural, lá têm plena vigência nos âmbitos mais prestigiados. Assim, por exemplo, não há muito descobri que existe, no âmbito da filosofia da mente, uma teoria que entende a mente como um conjunto de estados percetivos, e que em português se chama "Teoria do feixe". De forma que "feixe" não serve só para os grelos.

Contudo, apesar da facilidade que temos para comunicar-nos, galegos e portugueses, é preciso ter em conta que o português de Portugal tem um registo muito rígido, de forma que eles só consideram que tu falas português na medida em que usas a terminologia e as expressões mais comuns lá e és capaz de aproximar-te foneticamente a essa variante. Por isso, se quisermos comunicar plenamente com portugueses, não podemos pensar que é suficiente falar o galego que aprendemos na escola (no meu caso, pouco e altamente castelhanizado). Acho que aprender o padrão do português internacional é um desafio divertido e útil: enriquece o nosso galego, oferece-nos muitas possibilidades de desenvolvimento e abre-nos a sociedades muito próximas da nossa.

 

Conhecendo Pablo Blanco


  • Um sítio web: MIT OpenCourseWare e The New Economics Foundation
  • Um invento: a agricultura
  • Uma música: Tô, de Tom Zé
  • Um livro: Um de cá: "Vida conversável" de Agostinho da Silva, e um de lá: "A um deus desconhecido" de Steinbeck
  • Um facto histórico: Um atual: o movimento de transição (transition network)
  • Um prato na mesa: qualquer um com alho, azeite e sem uso animal. Por exemplo, massa com pesto de rúcula.
  • Um desporto: Melhor que desporto: Ioga.
  • Um filme: "El cielo gira", de Mercedes Álvarez.
  • Uma maravilha: A marginal do Douro entre o Porto e Matosinhos.
 
 

Aprovadas por unanimidade as contas da AGAL do exercício 2010

PGL - A Assembleia Geral do passado 9 de abril aprovou por unanimidade as contas da AGAL do exercício 2010. Na reuniom do máximo órgão da associaçom também se apresentou o relatório de atividades do último ano e as linhas de atuaçom para este 2011.

Durante 2010, produzírom-se 48 altas na associaçom e apenas 4 baixas. Do total de sócias e sócios da entidade, um em cada seis está envolvido nalgumha das diferentes equipas de trabalho.

Umha das áreas mais ativas foi a editorial, que sob o selo ATRAVÉS|EDITORA publicou a 2ª ediçom de Do Ñ para o NH (Valentim R. Fagim), Por um Galego Extenso e Útil (Comissom Lingüística da AGAL), Noente Paradise (Ugia Pedreira), Animais (Séchu Sende), Parecia Não Pisar o Chão (Carlos Taibo) e Sempre em Galiza (de Castelão, adaptado por Fernando V. Corredoira).

Roberto Samartim, novo diretor da revista Agália, apresentou as linhas gerais da etapa que iniciará a revista, bem como o site web com que contará a publicaçom, umha das decanas no âmbito reintegracionista.

Na exposiçom do relatório também se informou dos trabalhos realizados pola Comissom Lingüística. Entre as novidades está a habilitaçom de um espaço web para este órgão, que integra um consultório que até o momento tem respondido inúmeras dúvidas acerca do correto uso do nosso idioma. Como já se informou, a CL-AGAL publicou a coletânea Por um Galego Extenso e Útil, e iniciou os trabalhos da codificaçom lexical e prosódica.

Já no que diz respeito da Área Informática, durante 2010, além da continuada manutençom e atualizaçom dos sites existentes, fôrom criados novos espaços, dentre os quais os mais destacados som o site corporativo da AGAL, a loja Imperdível e a wíki-FAQ do reintegracionismo. Também foi criado o site dos Cursos de Português em Portugal, o site do Ano Carvalho Calero (gerido polo José Tubio) ou o site das Jornadas de Cultura, Língua e Ensino da Corunha. Continuam os trabalhos para criar um espelho estático do velho PGL, bem como as permanentes atualizações do banco de dados do dicionário e-Estraviz.

Atualmente a Área Informática está a realizar os últimos trabalhos do web da Agália, e já apresentou recentemente os sites do aPorto (nova denominaçom dos Cursos de Português em Portugal) e dos OPS (O Português Simples).

Na linha estratégica da difusom do reintegracionismo, realizárom-se as III Jornadas da Lingua em Ourense (em parceria com a Esmorga, a ASPGP e o sindicato STEG), as III Jornadas de História de Ourense (parceria com a Esmorga, ASPGP e IGEC), as I Jornadas de Cultura, Língua e Ensino da Corunha (parceria com o Dpto. de Didáticas Específicas de Ciências da Educaçom), e o I Curso de Cultura Contemporânea Galega (parceria com Holística). Além disso, Valentim R. Fagim deu seis palestras sobre a estratégia luso-brasileira para a língua, e duas sobre Lusofonia para centros de secundário. A avaliaçom geral destas atividades foi muito boa.

Ainda na linha da difusom do reintegracionismo, foi lembrada umha das atividades mais importantes, os Cursos de Português em Portugal (CPP), parceria com Andaime. Fôrom criados 4 grupos e participárom no total 24 alunos. A avaliaçom da atividade foi muito boa, e continuará em 2011 com a denominaçom aPorto.

Na seqüência do Ano Carvalho Calero, além da criaçom do site, a AGAL promoveu em parceria com Komunikando.net o concurso Musicando Carvalho Calero. Participárom 17 grupos no total, e o ganhador foi o duo A Minha Embala.

Durante a assembleia, as sócias e sócios também recebêrom informaçom sobre os próximos projetos da AGAL. Algum deles já viu a luz, como aPorto, apresentado nesta semana, enquanto outros serám divulgados publicamente nas próximas semanas.

 

 
   

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