Associaçom Galega da Língua

Roberto Pardal Coca: «As semelhanças com a lusofonia são além das linguísticas, também sociais e culturais»

PGL- Roberto Pardal Coca, é natural de Briom e atualmente mora em Madrid. Durante anos teve responsabilidades políticas e orgánicas no BNG. Cursou o ano passado português na EOI de Compostela o que mudou a sua percepção do português e a sua relação com a variedade galega.

Roberto estudou este ano português na EOI de Compostela. Em que medida tem mudado a tua percepção do português e a sua relação com a variedade galega?

O certo foi que a minha percepção tem mudado e muito depois de cursar português na EOI. Mas penso que mudei dum ponto mais emocional que racional. Já levo tempo a pensar que a lusofonia é um elemento estratégico importante para a fortaleza do galego no futuro, mas agora acho que essa visão forma parte de mim.

O contato com a língua é o contato com a cultura e com a identidade dum povo. É quando tive esse contato com a língua portuguesa confirmei o que já suspeitava desde há tempo -e que todos e todas suspeitamos em maior medida: que as semelhanças com a lusofonia são além das linguísticas, também sociais e culturais. E em segundo lugar o português é uma ferramenta com um valor estratégico realmente importante para nós, e não me refiro só dum ponto económico.

Um dos pontos da ILP Valentín Paz Andrade é o ensino de português no ensino púbico. Pensando em ti, e sobretudo na tua rede social, que teria implicado o contato com o português na escola?

Acho que o ensino de português no liceu ou na escola teria dado uma ferramenta muito importante –e não apenas a nível profissional-, um contacto com outras culturas teria reforçado a nossa identidade como povo no mundo. Mas, sobretudo, no que se refere à minha gente o galego e o português seriam vistos com normalidade e como uma vantagem neste mundo que nos tocou viver.

Há gente hoje em dia que não vê a porta grandíssima que nos abre o galego-português ao mundo e não só na lusofonia, e prefere tentar fugir por pequenas janelas que, ademais implicam um trabalho de aprendizagem muito superior. Ao deitar a vista atrás, parece incrível, quase aberrante que nem sequer existisse uma optativa de língua portuguesa no liceu.

Durante anos tiveste responsabilidades orgánicas e políticas no BNG, por que achas que a visão internacional do galego, e a construção de um padrão convergente com as falas portuguesas, não tem muito calhado no nacionalismo maioritário?

Considero que sou um pouco profano nesta matéria. Mas posso falar como vivi ao longo desses anos dentro do BNG essa visão internacional do galego.

Acho que durante esses anos não percebi um debate aberto e sincero dentro da organização sobre o reintegracionismo. Quando comecei a minha militância no Bloco não tinha quase contato com o reintegracionismo excepto um par de companheiros da faculdade. E excepto pessoas concretas não encontrei uma visão coletiva e desenvolvida sobre o tema. Era mais uma escolha pessoal, mais ou menos respeitada mas não uma escolha coletiva.

Foram contatos pessoais no seio do BNG (e companheiros agora na AGAL) os que foram mudando a minha visão sobre uma língua inserida no mundo, na Lusofonia. Passei a ser consciente da origem comum dum corpo linguístico a acreditar na necessidade de uma visão internacional do galego. E agora entendi que toca trabalhar neste objetivo.

Se fosse hoje, é possível que tivesse participado e alentado estes debates, polo menos na minha localidade. E também no meu trabalho com a mocidade ou na minha faculdade.

Muito tem luitado o Miguel Penas comigo!

Achas que se está a produzir umha viragem nesta focagem? por que?

Acho que sim. Não sei se a curto prazo, mas vejo que cada vez há mais pessoas, moços e moças que partilham esta visão. Os partidos e as instituições devem ser as ferramentas que tem a sociedade civil para mudar o mundo em que vive e convertê-lo no mundo onde quer viver. Com a língua também.

Tu procedes de um concelho rural, periurbano -Briom- de maioria galegofalante mas tens morado durante anos numha cidade como Compostela, e agora na emigração em Madrid. Como é a situação do galegofalante nos diferentes ámbitos?

Em Briom a maioria dos habitantes falam em galego. Quando eu era um cativo a maioria dos moços e moças falávamos em galego e hoje isso não é assim. Existiu uma importante imigração castelhano-falante nos últimos anos e não se tem feito trabalho algum que corrija esta situação. Mesmo a gente que fala galego não é consciente da importância de fazer.

E mais, em boa medida, estes novos vizinhos e vizinhas, unha classe meia alta com profissões liberais, professores de faculdade ou advogados, são a imagem da modernidade. Tenho medo que as crianças de Briom acabem detestando o galego por imitação.

Sendo eu monitor de tempo livre a um menino da Luanha de 3 anos ensinaram-no a dizer nomes de frutas e legumes no lugar de insultos. Era uma delícia escutar o seu sotaque (sotaque cabreado, isso sim!) berrando Cenoura! Pêssego! Não quero que isso se perda.

Em Compostela, nos vivíamos no bairro das Fontinhas e fazíamos muita vida no bairro de Sam Pedro e na Cidade Velha. A imagem que nós tínhamos não se adapta a situação real do conjunto da cidade. Acho que o galego está a perder posição entre os vizinhos e vizinhas de Compostela, sobretudo na zona urbana. Se calhar esta situação faz-se mais preocupante entre a mocidade.

Porém, podes olhar como a gente galega deslocada em Madrid costuma a falar mais em galego, se calhar por não poder usa-la de maneira habitual. Mas esta é apenas a minha opinião, é possível que em outros âmbitos isto não seja assim.

E como achas que pode ser assimilado o discurso reintegracionista em cada um destes espaços?

Acho que o elemento fulcral é o orgulho. Quero dizer, no momento em que a nossa língua e a sua visão internacional seja vista como um elemento de extraordinário valor e um elemento próprio, a gente assimilará este discurso como seu. Mas este é um trabalho muito complicado.

O certo é que hoje o galego e mesmo o português não se vêem com a utilidade que têm nem em muitos âmbitos da sociedade galega os vêem como um orgulho. Estou certo que muita gente gostaria de falar castelhano no lugar de falar galego. E muita gente gostaria de aprender a falar alemão, checo ou italiano antes do que aprender a falar português.

Penso que tanto Compostela como a diáspora galega em Madrid estão mais inclinados a assimilar o discurso reintegracionista do que no rural galego.

Na tua opinião, por onde deve caminhar a estratégia luso-brasileira para avançar na sua sociabilização?

Na minha humilde opinião, devem-se fixar referências conhecidas e reconhecidas por todos os galegos e galegas. A gente não precisa escutar o que têm que fazer nem como devem pensar. Não o querem fazer.

Acho que tem que ser um discurso positivo, que ponha sobre da mesa aqueles elementos próprios que nos unem com a lusofonia e que nos fazem diferentes ao tempo. Mas com normalidade, com uma conversa de tu a tu sem apriorismos nem sentença de cátedra.

Porém, acho que a chave situa-se na gente nova. Para bem e para mal.

Que visão tinhas da AGAL, que te motivou a te associar e que esperas da associação?

O certo é que sempre vi com bons olhos o trabalho da AGAL. Ainda que não o sentia como próprio, sempre entendi que era uma boa estrategia como País e como povo. Um trabalho que alguém tinha que levar para a frente.

Como já disse, o Miguel leva muito trabalho feito. Porém, acho que pouco a pouco fui entendendo como próprio todo esse trabalho que vinha desenvolvendo a AGAL. Estudar a língua portuguesa e ter que deslocar-me a Madrid foram elementos muito importantes, sem dúvida. Mas acho que foram as relações pessoais e os ativos humanos com os que conta a associação os que me fizeram tomar a decisão. Tanto o Miguel como o Valentim Fagim deram-me a certeza de que a decisão era a ótima. E também outros amigos como o Saul Santim ou o Inhigo Ansoategi –e muitos outros.

Como gostarias que fosse a "fotografia linguística" da Galiza em 2020?

Gostaria muito de ver milhares de cativos e cativas de 3 anos a berrar centos de frutas e legumes em galego para calmar o seu enfado. Cenouras! Cogumelos e pêssegos!

Acho que este seria a primeira pedra e a vez a pedra chave que daria firmeza a uma ponte que nos uniria com a lusofonia e com o mundo. E sobre esta ponte poderíamos levar todas essas ferramentas que necessitamos para trabalhar no agro ou nos centros tecnológicos e de investigação, nas empresas e nos meios de comunicação e com as nossas crianças e amigos e com os nossos chefes.

Conhecendo Roberto Pardal Coca

  • Um sítio web: Agora que estou em Madrid, praza.com
  • Um invento: a borracha de apagar.. Não, é brincadeira. Acho que a Internet vai ser um elemento chave nos anos nos que estamos. Mas se usássemos mais a borracha e apagar...
  • Uma música: Uuuff! Se tenho que dizer uma, "Óleo de mujer con sombrero" mas a lista pode ser interminável. Ultimamente não tiro da cabeça "39 grados" de Quique Gónzalez...cousas de Madrid.
  • Um livro: Tenho que reconhecer que adoro "Onde vivem os Monstros" desde que era um menino.
  • Um facto histórico: Não sou muito de factos históricos. Prefiro as pequenas cousas que movem o mundo. Vale como reposta? Não? Sim?
  • Um prato na mesa: Eu vou muito por épocas, mas dum tempo para aqui faz-me  crescer água na boca ao pensar numa boa empanada de milho com zamburinhas.
  • Um desporto: Tenho que reconhecer que gosto muito de futebol.
  • Um filme: Gosto muito do cinema mas não sou uma rata de "videoteca". Se calhar vou dizer "Reservoir dogs". Mmmm, também "Cinema Paradiso"...
  • Uma maravilha: Tenho saudades do mar...
  • Além de galega: Um pouco sonhador....

 
 

Comissom Lingüística da AGAL reelege Carlos Garrido como presidente

PGL - Na reuniom ordinária da Comissom Lingüística da Associaçom Galega da Língua (CL-AGAL) realizada no fim do passado mês de outubro, o professor Carlos Garrido Rodrigues foi reeleito por unanimidade para desempenhar o cargo de presidente do órgao durante um segundo exercício de quatro anos.

Estudioso da língua especializada, lexicógrafo e tradutor científico, Carlos Garrido (Ourense, 1967) é professor titular de traduçom técnico-científica na Universidade de Vigo e autor, entre outras obras, do Manual de Galego Científico (2000 e 2011) e de Léxico Galego: Degradaçom e Regeneraçom (2011). Para o cargo de secretário da CL-AGAL, foi nomeado o professor Jorge Rodrigues Gomes (Vigo, 1967), docente de língua e literatura galego-portuguesas no ensino secundário e especialista em criptoletos gremiais galegos, quem também vinha desempenhando o cargo no exercício anterior.

Encerra-se, assim, um exercício da CL-AGAL, o do período 2009-2013, notavelmente frutífero, durante o qual a Comissom elaborou e publicou dous documentos codificadores, a Atualizaçom (2010) das normas ortográficas galegas conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 e O Modelo Lexical Galego (2012), que lança os alicerces para a configuraçom do padrom lexical da variedade galega do galego-português, bem como pujo em andamento, no seu espaço internético no PGL, um prático consultório de dúvidas lingüísticas. Em relaçom ao novo exercício que agora enceta a CL-AGAL, o presidente recém-eleito referiu-se na exposiçom do seu programa à conveniência  de a Comissom abordar projetos como a elaboraçom e publicaçom de contributos orientadores nas áreas da prosódia e da morfossintaxe do galego e de aprontar umha segunda ediçom, revista e aperfeiçoada, de O Modelo Lexical Galego.


 
 

Romám Vilela: «Eu tenho a certeza de que umha vez o galego seja língua da Galiza em todos os âmbitos, o galego-português avançará de forma natural»

PGL- Romám Vilela, é natural de Cedeira, atualmente mora em Viana do Bolo aonde foi por questons laborais. É mais um elemento do clam dos Vilela, primo de Roi, Bernal e Bruno. De sempre, toca e dança música tradicional, o que lhe permitiu viajar pela Europa e polo resto do Estado. Tem um filho, Martinho, motivo polo qual agora reavivou a sua preocupaçom pola língua.

Moras em Viana do Bolo, qual é a situaçom atual da Galiza interior? Existe vida mais alá? Ou o despovoamento está a acabar com tudo?

Eu nom nasci cá, a minha família procede da outra ponta da Galiza e, porém, eu decidim viver nesta terra, por puro namoramento. Os futuros possíveis som infinitos em funçom das perspetivas ou do que cada quem procura. Hoje vivemos umha crise a nível global, provocada por um crescimento desproporcionado, incontrolado e que se demonstrou totalmente injusta para a maioria da populaçom. Quiçá o crescimento económico nom seja, portanto, a melhor medida do bem-estar da populaçom, da sua felicidade. Eu vivo feliz em Viana do Bolo. Se olho para o passado, acho que se perdêrom grandes oportunidades de pôr em valor o setor agrário e gadeiro galego, mas ao olhar para o futuro, continuo a pensar que temos o mais difícil de conseguir, a experiência, a terra, o clima... Acho que havemos de voltar à terra, o desprezo que sentímos por ela, foi-nos devolto por aqueles que nos prometerom o paraíso na indústria.

Nessas terras vive-se o entrudo duma outra maneira, como é a tua relaçom com esta data tam marcada?

Muito antes de ter chegado a Viana, decidim que os meus anos nom iam de 1 de janeiro a 31 de dezembro, senom que começavam na quarta de cinza e acabavam no momento em que começa o Entrudo. Os dias que há no meio regem-se por outro tipo de tempo. As noites som eternas, as sobremesas nunca acabam e, porém, dura tam pouco... O entrudo em Viana é tam espetacular, tam formoso e colorido… tam curto.

O ano em que cheguei admirava o Foliom, e mesmo alguém me colocou um bombo e convidou a participar. Acho que, naquele momento, convertim-me em vianês. Gosto imenso das mesas cheias de amigos, das casas abertas, do frio na face em contraste com a calor que fornece um bom licor caseiro ou a força da maça no couro, dos boteiros impulsados pelas suas mocas, com máscaras que parece impossível suster sobre cervicais humanas… E, mesmo nas noites em que algumha obriga nom me permite sair e participar, permitem-me desfrutar dum dos melhores momentos do entrudo: quando, desde baixo do peso dos cobertores, vou ficando dormido ao ritmo de afastados folions.

Quer dizer, embebedo-me em compadres e nom a solto até a quarta de cinza.

Qual é a situaçom lingüística desta vila?

Acho que o uso do galego é muito maioritário, em todos os âmbitos. Porém, na minha opiniom, existe umha total despreocupaçom pela língua, nom há consciência da importância de transmiti-la aos filhos, de defendê-la... e acho que existe umha aceitaçom de "inferioridade" perante o espanhol. Imagino que algo nom muito diferente do que acontece no resto do País, ante a ausência histórica de medidas de normalizaçom ou valorizaçom do idioma.

Existe um preconceito que associa o reintegracionismo e a Lusofonia à cidade e a neofalantes, que achas disto?

Procedo da cidade e fum alfabetizado em espanhol.  Tocado e derrubado.

A sério, eu levo mais de vinte anos a escrever e a falar em galego e, até agora, fizem isto de modo independente, sem formar parte de nengumha associaçom e rodeado, sempre, de nom reintegracionistas. Sinceramente, sempre me senti muito bem a falar de temas lingüísticos e nunca me senti julgado. Aprendi tanto a falar galego com o que lim ou estudei, como a falar com os meus amigos galego-falantes "de toda a vida". Estou convencido de que todos falamos o mesmo: uns sesseiam, há teístas e cheístas, sempre se cola algum espanholismo, /-vel/ ou /-ble/, /-ción/ ou/-çom/... Som diferenças mínimas, que existem entre falantes de qualquer língua do mundo. Pertencemos à Lusofonia, saibamo-lo, aceitemo-lo, ou nom. E falemos como falarmos. Nom é umha escolha. Já sei que há gente muito preparada que o nega, e como o nega!!! Para mim é ridículo, o branco é branco... Bom, ou branco roto...

Como escrever, acho que essa é a escolha. Nom sei se quem escolhe escrever em galego-português mora ou procede, maioritariamente, da cidade. Nom me pareceria estranho, no entanto, porque, até o de agora, o reintegracionismo estava pouco promovido, havíamo-nos de encontrar com ele e, esse encontro, acho que era mais doado nas cidades, onde estám os foros, as instituiçons, a Universidade, os cafés culturais... Falo em passado, porque tenho a máxima confiança nos efeitos de iniciativas como os OPS... emfim, é o reintegracionismo quem vem ao encontro. E umha vez contatado... já se trataria de continuar a manter que o branco nem sequer é branco roto.

Quando percebeste que o galego era mais do que te ensinaram na escola?

O mérito todo é, a partes iguais, de Astérix, Tintin, Luky Luke e do Xavi, um bom amigo que, por sinal, nom cumpre o preconceito de neofalante de cidade. Começou com o encontro com as coleçons dos famosos heróis em versom portuguesa, na casa dos meus tios na Corunha, onde morei o primeiro ano de Universidade... Além de provocar um efeito negativo direto no meu rendimento académico (sempre os preferim aos livros de texto), fizérom-me ler em português, para mim, o único exercício preciso para descobrir que o português e o galego som o mesmo idioma.

Por outro lado, e coincidindo no tempo, integrei-me num grupo de dança tradicional em que, um pouco como a aldeia de Astérix, sobrevivia um único reintegracionista, o Xavi. Foi ele quem me forneceu de material e me gerou o interesse e a consciência precisa para mudar. Foi umha mudança rápida, no ideológico, mas vagarosa, no ortográfico... De facto, aínda ando nela.

Na tua opiniom, por onde deve caminhar a estratégia luso-brasileira para avançar na sua sociabilizaçom?

Eu tenho a certeza de que umha vez o galego seja língua da Galiza em todos os âmbitos, o galego-português avançará de forma natural. O rumo de qualquer estratégia, parece-me, deveria ir para a sociabilizaçom do galego, além de qualquer diferença.

Eu nom entendo muito de grandes movimentos, de grandes estratégias... Parece-me complicadíssimo, da posiçom que ocupa atualmente o reintegracionismo na Galiza, ignorado e expulsado das instituiçons normativizadoras e sem respaldo político algum, tomar decisons que afetem a sociedade num tema tam subvalorizado como é o da língua. Mas gosto imenso, como comentei acima, de iniciativas que acheguem o galego-português à gente, que deem a oportunidade de conhecer e escolher. Admiro a quem tem a capacidade de concebê-las e implementá-las.

Por outro lado, encontro, no meu entorno, muito rejeitamento ao galego-português porque se percebe como umha oposiçom contra o galego mamado, o coloquial. Eu nom partilho esta opiniom, mas fai-me considerar por que existe e está generalizada. Temos que analisar que é o que fai que se veja assim e lutar contra isso.

Que visom tinhas da AGAL, que te motivou a te associar e que esperas da associaçom?

Som um reintegrata solitário, desde há mais de vinte anos. A AGAL sempre foi a minha fonte de material (dormiu muitos anos comigo, nas folhas do Estudo Crítico), um recurso para a soluçom de dúvidas ortográficas... Sempre apoiei e valorei muito positivamente a associaçom, mas eu, nom sei se por algum traço de personalidade, por tradiçom ou desleixo, nunca fum especialmente participativo.

Por que agora? À pergunta respondem a várias circunstâncias. A primeira é que há ano e meio nasceu o meu filho e quero que viva em galego na Galiza. Com o nascimento reavivou-se a minha preocupaçom pola língua, algo esquecida ou moderada nos anos anteriores. É hora de somar.

O debate lingüístico intensificou-se neste ano e meio. Novos amigos, reencontros, menos caralhadas e mais ceias tranquilas ao redor dumha mesa, pendentes dum negócio desses para escutar o neno enquanto dorme... favorecêrom a conversa. Comecei a consultar com regularidade a web da AGAL, a descobrir novos materiais, açons formativas e umha forma de trabalho que prima o achegamento à gente. Nisso acredito e por isso me associei.

Da associaçom espero que continue polo caminho em que está. Adoro a imaginaçom, em qualquer âmbito, e penso que disso está sobrada a AGAL.

Como gostarias que fosse a "fotografia lingüística da Galiza em 2020?

Nom fica muito, a verdade. A só seis anos e com Alonso Montero à frente da RAG, sem Conselharia de Cultura e acultaramento através da Educaçom... A cousa está para discursos do tipo " Esta noite tivem um sonho...".

Gostaria que se começassem a ver os efeitos da primeira política séria em defesa da língua neste País. Gostaria de ver responsáveis de medidas como: a matemática e as ciências em espanhol e as humanidades em galego, pagando com cárcere por delito de terrorismo lingüístico. Viver a ressaca dum Dia das Letras Galegas dedicado a Carvalho Calero. Que ninguém sinta a mais mínima insegurança por escolher o galego numha entrevista de trabalho, num exame... Que a gente vaia aprendendo a escrever e a entender o que escreve. Que os OPS desapareçam porque em 2021 se aprenderá galego-português na escola...

 

Conhecendo Romám Vilela

  • Um sítio web: http://www.jotdown.es/ De tudo, um muito. Cinema, literatura, História...e , até ciência, para quem interesse.
  • Um invento: Agora mesmo, a bicicleta.
  • Uma música: Zeca.
  • Um livro: Impossível.
  • Um facto histórico: O descobrimento da cerveja.
  • Um prato na mesa: Sem dúvida, croquetes. Mais que um prato, um vício.
  • Um desporto: Corrida, montanhismo, basquete e, em fase de iniciaçom, Mountain Bike.
  • Um filme: Singin´ in the Rain... taraaa..rarara.
  • Uma maravilha: O acordar do Martinho.
  • Além de galego: Preguiçoso.
 
   

Assembleia da AGAL e convívio em Ponte Vedra

PGL - O presidente do Conselho da AGAL, nos termos legais e estatutários, notificou a convocatória de Assembleia Geral para o vindouro 30 de novembro (sábado). Será às 11 h em primeira convocatória e 11h30 na segunda. Decorrerá na Casa da Luz - Turismo de Ponte Vedra, sediada na Praça da Verdura, s/n, da cidade do Leres.

A seguir, reproduz-se a ordem do dia:

  • Leitura da ata anterior
  • Relatório do ano 2013 / Projetos para o ano 2014
  • Orçamento para o ano 2014
  • Outras questões

Delegaçom de voto

Se algumha pessoa associada nom puder assistir, tem a possibilidade de delegar o seu voto no ponto número 3 (orçamentos) num outro sócio ou sócia. Para isso, basta endereçar umha mensagem eletrónica para secretaria[arroba]agal-gz.org e indicar a pessoa em quem delega. As pessoas presentes na assembleia só podem levar um voto delegado.

Convívio

Depois da assembleia terá lugar o já tradicional jantar-convívio entre os sócios e sócias que assim o indicarem. O preço da ementa é de 15 euros e constará de dous pratos e sobremesa, devendo escolher para o segundo prato peixe ou carne. Se alguém optar por um jantar vegano, também o poderia fazer, mas indicando-o previamente. As reservas podem-se fazer até 28 de novembro no endereço secretaria[arroba]agal-gz.org, indicando no assunto "Jantar assembleia".

 
 

Anova organiza homenagem em Ferrol a Carvalho Calero com presença da AGAL

PGL - O presidente da AGAL, Miguel R. Penas, participará domingo, 27 de outubro, em Ferrol, numha jornada que organiza a Mocidade de Anova-Irmandade Nacionalista sobre Carvalho Calero, a quem fazem homenagem no aniversário do seu nascimento, que será só três dias depois.

A jornada decorrerá no IES Concepción Arenal e terá a seguinte programaçom:

  • 12:00-12:15 - Apresentaçom da jornada.
  • 12:15-13:45 - O galego no ensino público. Umha visom sócio-linguística.
  • 13:45-16:00 - Jantar (o jantar custará uns 10 € e para se inscrever é necessário reservar antes do sábado 26 pas 12h no e-mail mocidadeanova[arroba]gmail.com ou mocidade[arroba]anova-galiza.org)
  • 16:00-17:00 - Homenagem a Carvalho Calero: diante da que foi a sua vivenda natal. Atuaçom musical por encarregado da Liga Gaiteira Galega, recital obras de Carvalho Calero, oferta floral e hino.
  • 17:00-18:30 - O galego e os meios de comunicaçom. Participam Miguel Rodríguez (La Opinión), David Lombao (Praza Pública) e María Xesús Arias (RadioFene).
  • 18:30-20:00 - A normativa AGAL. Miguel Penas. 20:00-20:15 - Clausura da jornada.
 
   

Pág. 3 de 37

Actualidade da Língua no PGL

  • O pequeno é grande - 15,00 €
    thumb

    Um ensaio que aspira, portanto, a ser um ponto de partida, nom de chegada. Os professores Xoán Carlos Carreira e Emilio Carral procuram respostas para as perguntas...

  • O pequeno é grande - 15,00 €

    Um ensaio que aspira, portanto, a ser um ponto de partida, nom de chegada. Os professores Xoán Carlos Carreira e Emilio Carral procuram respostas para as perguntas chave: Quem habita hoje o meio rural?...

  • A instrução dos amantes - 15,90 €
    thumb

    «A morte é a única testemunha da paixão. Tem ciúmes dos corpos e queima- os devagar. Quando os corpos se entregam ao império...