Associaçom Galega da Língua

Mário Herrero Valeiro: «O galego ILG-RAG foi concebido, desenhado e implementado para que nada mudasse, aparentando que tudo estava a mudar»

Mário Herrero Valeiro

Mário Herrero Valeiro

A Normalização Linguística. Uma Ilusão Necessária, é a última edição da Através, chancela editorial da AGAL. Conversamos com o autor, Mário Herrero, responsável autorial de Guerra de Grafias, Conflito de Elites, editado em 2011, obra intimamente ligada à atual.

Que vai encontrar o leitor de Guerra de Grafias neste segundo volume?

Neste mundo curioso em que vivemos, as primeiras partes das obras acabam vendo a luz depois das segundas partes. É engraçado. Mas também é índice de precariedade. Contudo, a precariedade encoraja mais o pensamento do que superabundância. Neste segundo volume, o leitor de Guerra de Grafias vai encontrar, primeiro, a fundamentação teórica e a contextualização global desse velho livro e deste novo livro. O percurso lógico é ler primeiro o novo livro, Ilusões Necessárias, e depois Guerra de Grafias. Talvez alguém tenha a vontade de fazê-lo e, assim, acho que compreen...

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Novidade editorial: ‘A normalização linguística. Uma ilusão necessária’, de Mário Herrero Valeiro

Em 2011 Mário Herrero oferecia-nos Guerra de Grafias, Conflito de Elites, que repassava as políticas da língua que provocaram que a estratégia autonomista alcançasse o estatuto da oficialidade. Chega agora a outra parte da sua pesquisa, A Normalização Linguística. Uma Ilusão Necessária. Nesta obra, Herrero Valeiro fala-nos de uma ilusão necessária para nada mudar: a da normalização linguística. Assim o explica na contracapa do livro:

A normalização linguística, uma ilusão necessária (capa) - Mário HerreroA situação sociolinguística galega resulta do cruzamento de dous processos em aparência paradoxais: um antigo processo de substituição pelo castelhano das variedades galego-portuguesas faladas na Galiza, que se combina com um moderno processo de institucionalização de uma ...

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Pam, ‘pam'; norma lusitana, ‘norma lusitana’!

«O livro utiliza o Acordo Ortográfico», «eu escrevo no Acordo Ortográfico» ouve-se e lê-se com freqüência desde há algum tempo nos círculos reintegracionistas quando o respetivo falante ou redator se está a referir em exlusivo à norma lusitana, ao modelo de língua (escrita) do galego-português surgido e regulado em Portugal para codificar a variedade lusitana da nossa língua. É esta, com efeito, umha norma que umha parte do movimento reintegracionista utiliza na Galiza para plasmar (por escrito) a língua galego-portuguesa. Dessa plasmaçom, desse modelo, fam parte grafias, formas verbais, traços morfológicos e sintáticos, elementos lexicais… A outra norma utilizada por reintegracionistas galegos é, claro, a norma galega da AGAL, progressivamente estabelecida e regulada pola Comissom Lingüística da AGAL para codificar a variedade galega do galego-português, porque já a norma brasileira, polo seu considerável afastamento geográfico, morfossintático e...

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Jon Amil: «Quero umha Galiza na qual a gente nom pense que vou dançar se digo que “vou mover a cadeira”»

Jon AmilJon Amil é um viguês a acabar os estudos de Medicina. Está a preparar o trabalho de fim de grau e estuda para o exame MIR. Foi aluno de português na EOI de Compostela e hoje tem um blogue pessoal (As MIR e unha noites) onde apresenta curiosidades e notícias relacionadas com a medicina, para além de colaborar em muitos projetos na Internet.

Jon, tu procedes de umha família metade basca e metade galega. Qual foi o teu relacionamento com a língua? Como chegaste ao galego?

Dadas as circunstâncias, ninguém podia ter previsto que eu acabasse sendo galegofalante. A minha mae, orgulhosa irundarra, veu à Galiza pouco antes de eu nascer, e o seu conhecimento prévio de galego era nulo. Na minha casa a língua era o castelhano.

A escola nom equilibrou a balança do bilinguismo. Na educaçom infantil o galego nom existia. Quando chegou o primeiro ano de educaçom primária, a mestra perguntou “¿Cuántos de vosotros sabéis gallego?”. Ninguém levantou a mão. Es...

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AGAL doou mais de 1.200€ no que vai de ano a iniciativas sociais

No que vai de ano, a Associaçom Galega da Língua (AGAL) realizou doações por valor superior aos 1.200 € que se destinárom a diferentes projetos sociais. Para este cometido, a entidade reintegracionista encontrou a colaboraçom de vários dos autores que publicárom trabalhos com o selo editorial da AGAL, a Através Editora, mas nom só.

Conforme noticiado no PGL no mês de dezembro, entre os objetivos estratégicos da AGAL está a colaboraçom com a rede de escolas Semente, com as quais incrementou a colaboraçom nos últimos tempos. Entre as iniciativas adotadas a este respeito destaca a implementaçom no formulário on-line de associaçom à AGAL umha opçom para colaborar diretamente com as escolas Semente. Desta maneira, as pessoas sócias da AGAL que se tornarem «amigas» deste projeto educacional, podem determinar quanto dinheiro querem achegar à iniciativa.

Umha outra linha de colaboraçom, de teor bem diferente, constituem-no os direitos de autoria das obra...

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