Associaçom Galega da Língua

Sucesso da primeira gala aRi[t]mar

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A gala aRi[t]mar chegou para ficar. Organizada pola Equipa de Dinamizaçom da Língua Galega (EDLG) e os departamentos de galego e português da Escola Oficial de Idiomas (EOI) de Santiago de Compostela, a entrega de prémios foi o último degrau do trabalho de um ano que passou por diferentes fases. A primeira, a pré-seleçom de músicas e poemas galegos e portugueses do ano 2015. Na segunda, só dez em cada categoria (melhor poema editado em Portugal, melhor poema editado na Galiza, melhor música editada em Portugal e melhor música editada na Galiza) chegárom à votaçom final, realizada on-line polo público geral. A gala de entrega de prémios foi um êxito, de público e de conceito. Foi apresentada por Isabel Risco e Carlos Meixide, que interpretárom os papéis de galega e português de Coimbra respetivamente e fôrom parodiando cada um dos ruíd...

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Igor Lugris: “Para que vale hoje a poesia? Vale, como o resto das artes, para interpretar o mundo. Para a sua transformação há outras possibilidades. A literatura deve valer para explicar as coisas que, num mundo capitalista, não são o que parecem, e pare

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Igor Lugris, é por próprio direito e escolha cidadão da república das nossas letras, como tal não precisa qualquer apresentação, chega apenas com dizer que nasceu em Melide em 1971, que morou na Crunha e Compostela, que é licenciado em Filologia hispánica pela USC, poeta, crítico, criador, ativista e artista polifacético…

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Desde hoje o DOG com NH

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Mudam os tempos, hoje, 2 de novembro o Diário Oficial da Galiza, alvorejou de improviso com versão em Português como opção no menu de idioma.

 

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Trata-se de um passo mais no quadro de desenvolvimento da lei Paz Andrade, mas a escolha, é duplamente simbólica, ao colocar no texto e porta-voz oficial da Comunidade Autónoma a versão galega internacional à par da castelhana e da portuguesa ao jeito galego que já antes se empregava.

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Carlos Lixó: “Da associação espero que continue a trabalhar na linha atual e que se esforce o máximo possível (sabendo que não é fácil) em se mostrar como um projeto de futuro para o galego, inclusivo e positivo para o conjunto da sociedade.”

 

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Carlos Lixó está a estudar os castelos da Galiza e quer criar uma escola (em sentido amplo) de bailado galega. Tornou-se monolíngue em galego em 6º de primária, acha que se deve incidir no ensino de português e que um dos focos de ação deve ser lutar contra a lusofobia.

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Carlos criou-se num ambiente galego-falante mas sendo criança falava em espanhol. Qual a causa?

Pois acho que foi sobretudo por influência do colégio religioso (o meu irmão mais velho foi à escola pública da paróquia e sempre falou galego). Era um centro um bocadinho classista e eu percebi já sendo muito novo burlas, mesmo por parte do professorado, a companheiros que sim mantinham o galego. Também lembro o paradoxo de algum familiar galego-falante que se dirigia a mim em espanhol perguntar-me alguma vez: por que é que tu não falas galego nunca? E eu pensava: e por que não mo falas tu a mim? Eu não tenho prática e não me sai!

Quando e por quê decides tornar-te galego-falante, mesmo um galego-falante ativista?

Na altura de 6º de primária dei o passo de mudar de língua e fiz-me monolíngue em galego, penso que por duas razões: a primeira que eu queria ser como os meus vizinhos com os quais jogava às tardes, que falavam todos galego, e não como os do colégio com os quais (com um par de exceções) não tinha muito boa relação; e a segunda é que achava o galego uma língua mais adulta e, como disse, não gostava de que adultos que falassem galego se dirigissem a mim em espanhol como faziam com as crianças, fazia-me sentir um bebezinho. Esta mudança que eu não percebi como nada político, um tempo depois já virou mais militante, e em 2º da ESO ganhei o concurso literário do liceu com um relato sobre uma Galiza independente e após-apocalíptica xD. Em bacharelato associei-me à Mesa. E assim até hoje

 
 

Carlos Pazos-Justo: “Para o cabal entendimento da dimensão imagológica no relacionamento galego-português é necessário termos presente a forte imagem espanhola no exterior”

A imagem da Galiza em Portugal. De João de Redondella a Os galegos são nossos irmãos de Carlos Pazos, membro do departamento de Estudos Românicos da UMinho e do Grupo de Investigação GALABRA, é a última novidade da Através Editora.

Uma obra onde se nos apresentam as imagens e percepção do povo galego em Portugal e que está fortemente ligada a uma outra publicação da editora, A imagem de Portugal na Galiza de Carlos Quiroga, a modo de livros que nos oferecem informações espelhadas. É por esta interrelação entre as obras que, ao longo da semana vindoura, se apresentarão conjuntamente nas cidades de Vigo (24 de outubro), Ourense (25) e Compostela (26).

Para conherermos algo mais da Obra, Inácio Prada entrevistou o seu autor.

 
 


 

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