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Associaçom Galega da Língua

Xico Paradelo: “Enquanto amplos setores do chamado nacionalismo ou soberanismo não assumirem a urgência de mudar o rumo da língua e da sua norma, não sairemos desta etapa histórica”

 

 

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Fotografias de Helena Torres Blanco

Francisco Manuel Paradelo Rodrigues, “Xico Paradelo” Ourense (1966), é um dos mais veteranos e discretos ativistas, animadores e dinamizadores do mundo reintegracionista. Conhecido pela sua generosidade e simpatia destaca pelos seus contributos à banda desenhada e à cultura pop reintegrata.

Iniciou a sua trajetória no reconhecido coletivo Frente Comixário em 1989. Desde aquela participou na organização das Xornadas de Banda Deseñada de Ourense ou no I Encontro de Debuxantes Galegos entre outras iniciativas. Fundador da publicação BD Banda, é também um dos autores da guia didática e mais das exposições As bases da banda, e As Cantigas de Santa Maria, arte BDieval, que compilam propostas didáticas arredor da banda desenhada.

Militante da cultura e ativista também do humor gráfico, é um dos fundadores do coletivo PESTINHO, e um dos autores da História da Língua em Banda Desenhada, em colaboração com o Grupo Reintegracionista Meendinho. Tem colaborado em diferentes publicações de humor e BD, tais como XO, O Pasquim, ou Retranca.

Também foi e é membro de diferentes movimentos sociais e culturais, como A Gente da Barreira ou a Coordenadora Galega de Roteiros, sendo um dos fundadores do MDL (Movimento Defesa da Língua), da Academia Galega da Língua Portuguesa e do Partido da Terra. Trabalha como professor de ensino primário num centro do rural de Ourense e é colaborador no PGL.

Paramos para conversar com ele, aproveitando que atualmente está de gira, apresentando a nova edição da História da Língua em Banda desenhada, agora publicada pela Através editora que hoje, sexta 3, apresentará no C.S. A Galheira, Ourense.hlbd_ourense

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A HLBD não se pode perceber sem citar a cidade onde surgiu, OURENSE, e um contexto determinado, o da  Casa da Juventude, com as jornadas de fotografia e banda desenhada, com coletivos como o Comando Estrela Galiza ou as primeiras experiências de movimentos de ocupação ou  antimilitaristas… Poderias falar-nos um bocado daquela época?

Lembro aquela época como uma das melhores. Eu comecei a frequentar a Casa da Juventude por volta do ano 83 mais ou menos, com 16 ou 17 aninhos.  Aquele edifício era um fervedouro de vida e atividade. Foi um incrível espaço de encontro e intercâmbio de ideias que eu acho digno de estudo por quantos quiserem levar avante experiências de dinamização juvenil e não só. Era um referente em toda a Galiza, e mesmo em Portugal. Foi ali que se começaram a tecer algumas das primeiras redes de cooperação galego-portuguesas.

E para além da Casa, a cidade de Ourense também estava muito ativa e viva naquela altura. Lembro a rua dos vinhos cheias de cartazes a fotocópias (tecnologia revolucionária!) com anúncios de fanzines, grupos de música, atividades culturais… E todo aquele ambiente, também o galeguista, convergia antes ou depois na Casa da Juventude. Aquele bar do 1º andar era (e acho que continua a ser considerado assim hoje) um espaço mítico na cidade.

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Apresentando na Livraria Paz, com Germam Ermida, jornalista do CCG, antropólogo, especialista em BD e cofundador da revista BD BANDA e Xosé Manuel Moxom, membro do coletivo PESTINHO, cofundador do FRENTE COMIXÁRIO, escultor e autor dos desenhos e piadas da HLBD.

Em que tem mudado o Ourense em que nasceu a HLBD se comparado com o atual?

Na altura em que surgiu a HLBD tinha havido já uma profunda crise na Casa da Juventude que provocou o deslocamento da atividade cultural galeguista para o espaço da Ass. Cultural Auriense, na praça do Corregedor, na entrada da “rua dos vinhos”. Já nasceram os grupos reintegracionistas de base em Ourense. Primeiro o grupo Meendinho, que penso surgiu depois de um curso de língua organizado pola AGAL e ministrado polo José Manuel Barbosa e posteriormente, o grupo A Gente da Barreira, ao qual eu (sócio da AGAL desde o ano 1991, acho) me somei. A Auriense acolhia no seu seio todo o tipo de grupos e pessoas e promovia uma grande e variada atividade cultural galeguista num lugar muito bem situado da cidade. Ao não existir a Internet o convívio e o debate eram cara a cara. Os nossos muros eram as paredes e valados das ruas, nomeadamente, as dos vinhos de Ourense, autêntico coração de Ourense. Por outra parte, a atividade era na sua imensa maioria de caráter local. Havia escassas possibilidades de coordenação com o “exterior”; entrava pouco e saía menos ainda. Na atualidade acho que as cousas são em boa medida justo ao revés. Muita informação, mais meios de coordenação e comunicação “online”, e menos atividade e debate “físicos”. A dinâmica cultural em Ourense tende a ser cíclica, com altos e baixos.

Em que medida contribuiu a HLBD para o desenvolvimento do reintegracionismo?

Em boa medida, a HLBD foi o projeto inaugural do Movimento Defesa da Língua; o intuito do chamado “reintegracionismo de base” por se coordenar a nível de toda a Galiza e não só. Foi uma atividade que serviu para que a maior parte dos grupos que existiam na altura se pusessem em contato e vieram a saber uns dos outros na prática. Evidentemente, existiam contactos prévios, mas o sucesso da HLBD contribuiu, acho, para acelerar o processo de encontro e coordenação (embora sempre problemático) do movimento lusófono galego.

Foi a norma Ilg-Rag mais um produto da Cultura da Transição, quer dizer, um parece-que-sim mas na verdade um que-nada-se-mexa?

Foi um produto de Manuel Fraga e da sua equipa inteletual, acho. Foi uma inteligente estratégia de populismo sociolinguístico (outro invento de D. Manuel), produto de uma das mentes mais brilhantes do espanholismo que ainda hoje continua a dar os seus frutos, para a nossa desgraça. Também foi a  mais evidente demonstração da debilidade ideológica do galeguismo da transição, que perdura hoje. A norma ILG-RAG instaurou simbolicamente o que na HLBD se chama “a longa noite de cimento”, a Pax Fraguiana. Enquanto amplos setores do chamado nacionalismo ou soberanismo não assumirem a urgência de mudar o rumo da língua e da sua norma, não sairemos desta etapa histórica.

Continua a ser a Banda Desenhada um veículo adequado para difundir uma estratégia internacional para a língua galega? Seria repetível um sucesso como o de outrora com um material em formato BD?

Eu acho que sim. Não é o único, mas é totalmente viável. Há que ter em conta que a HLBD original surgiu  do voluntarismo amador de pessoas com escassa experiência e sem uma editora sólida por trás. Hoje, com projetos editoriais como o de Através, as cousas são muitíssimo mais singelas, por fortuna. O do sucesso, poderemo-lo saber quando tivermos números de vendas da nova HLBD, mas eu sou otimista. A Galiza tem um setor cultural da banda desenhada que é dos melhores não só da península. Se a isso somamos a incansável teimosia do reintegracionismo, que se tem consolidado na atualidade como um dos mais ativos e vitais espaços da sociedade civil galega, os frutos podem ser excelentes.

Qual achades que foram, de todas as estratégias implementadas, a que conseguiu os melhores resultados para a socialização do reintegracionismo?

Como qualquer movimento humano, o reintegracionismo tem passado por diferentes fases. Algumas provocadas pola necessidade de reagir à difícil realidade que nos tocou viver e outras como fruto da nossa análise desta realidade e a nossa capacidade de nos antecipar e criar estratégias inovadoras. Não sempre se pode escolher como e quando dar a batalha, mas acho que os melhores momentos do reintegracionismo são aqueles em que podemos entre todos e todas pensarmos como agir. Pessoalmente lembro campanhas bem sucedidas como a do “Português no ensino”, que começou o MDL a começos do novo milénio. O Portal Galego da Língua, a fundação da nossa Academia, a criação da Através, os locais sociais… é difícil escolher. Mas eu acho que uma das estratégias mais inteligentes do reintegracionismo foi a de conseguirmos ultrapassar as múltiplas diferenças e chegar a criar a atual dinâmica de coordenação e cooperação de um movimento muito plural, mas que tem amadurecido “polas bravas” e que hoje se mostra como uma força enérgica, mas amável que não procura tanto o confronto quanto o diálogo e a criatividade. Temos imensa vontade de fazer cousas e de colaborar com toda a sociedade na procura de garantir o futuro da nossa cultura e língua. O ludo-reintegracionismo é uma ótima estratégia.

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Que vão achar as pessoas que peguem na HLBD e nunca a tenham lido?

A obra original mantém-se intacta, para além da correção de gralhas e outros erros. A ideia era fazer uma reedição que, sem chegar a ser uma “edição crítica” sim servisse para revalorizar uma obra altamente simbólica para o movimento reintegracionista. Por isso achegamos interessantes textos como o do Tiago Peres ou o do Germám Ermida, que contextualizam a obra e permitem que novos e novas leitores/as podam compreender melhor o como e o porquê dela. Também temos algum texto novo dos autores originais e quatro páginas também “novas”, que foram elaboradas há dez anos, quando se tentou sem êxito fazer uma reedição da obra.

Quem nunca a tenha lido, o que vai achar é uma obra muito ácida, cheia de humor (do bom e do mau) que reflete a realidade do movimento reintegracionista e, em geral, da Galiza dos anos noventa. É uma obra de pessoas muito jovens que acreditavam profundamente naquilo que estavam a fazer. Um produto “de batalha” de uma época em que não existia a Internet nem as redes sociais.

Quem procurar respostas para alguns dos mais graves problemas que hoje confrontamos, pode, talvez, achar indícios interessantes nesta obrinha. Em qualquer caso, pode ser útil como contraste, como foto fixa de um tempo que já pode ser suficiente para o comparar com o presente e ver como temos mudado.
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Valentim Fagim

Valentim Fagim

Nasceu em Vigo (1971). Professor de Escola Oficial de Idiomas,licenciado em Filologia Galego-portuguesa pola Universidade de Santiago de Compostela e diplomado em História. Trabalhou e trabalha em diversos âmbitos para a divulgaçom do ideário reintegracionista, nomeadamente através de artigos em diversas publicações, livros como O Galego (im)possível, Do Ñ para o NH (2009) ou O galego é uma oportunidade (2012). Tem realizado trabalho associativo na AR Bonaval, Assembleia da Língua de Compostela, no local social A Esmorga e na AGAL, onde foi presidente (2009-12) e vice-presidente (2012-15). Também é académico daAGLP.
Valentim Fagim

 

 

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Começam os trabalhos do Dicionário Audiovisual Galego

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Como foi anunciado na última assembleia, a AGAL está a desenvolver um projeto chamado Dicionário Audiovisual Galego – SOS Galego-português, dirigido por João Aveledo e Alva Pico. O objetivo é criar um site com funcionalidade de Sistema de Informaçom Geográfica, que permita geolocalizar sobre um mapa interativo a pluralidade de fenómenos dialetais da língua galega, estruturados por categorias para facilitar a procura de informaçom. Como AGAL, estamos interessadas em fazer particular incidência na recolha daqueles fenómenos que nos aproximam do resto da Lusofonia e que...

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Jack Paris: “O galego é preciso que se estenda a todos os ámbitos modernos das nossas vidas mas, ao mesmo tempo, o galego tem algo agora que pode perder”

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Jjack-paris-2ack Paris nasceu nos EUA e cresceu a viajar até que deu com os seus ossos, pele e carne na Ribeira Sacra onde pretende ser auto-suficiente. A chave é precisar de menos.

Entre castelhano e galego, escolheu este último. Vai sair do prelo umha sua novela onde umha nena-trans de Londres desperta encima duma massa de gelo flutuante.

Desde que mudou para o galego internacional, com resistências, não está satisfeito com o seu nível de galego.

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Jack Paris nasceu em Oklahoma e cresceu a viajar com pais missionários evangélicos. Como vive umha criança tantas mudanças de espaço e de sociedade?

Tenho amigxs galegxs que brincam com que eu já era galego antes de chegar porque nom sei de onde som e nom tenho país. Há umha planta em Oklahoma, salsola, que morre, seca e viaja no vento centenas de milhas até aninhar num lugar molhado onde as sementes medram, enraizando. Sinto a terra de Galiza molhando os meus pés, enraizando-me aqui. Nom seria umha má historia. Acho que a minha adolescência preparou-me para entender a inexistência que ocupa o lugar onde devemos encontrar a nossa substancia pessoal, o nosso ser. Quero dizer que umha adolescência sem raiz, atravessando os Estados Unidos, a África, o Oriente Médio e o Uniom Soviética sem lar fixo, sem amigxs fixos demanda um entendimento que, na verdade, nom permite confiar num lugar ou em pessoas para nos definir. Temos que o fazer nós mesmos. Acho que era umha boa liçom, boa preparaçom para me enraizar na Galiza, um país que sempre tem que se auto-definir, que nom pode confiar nos modelos dados polo seu estado, pola imprensa e pola cultura dominante. Temos aqui umha inexistência bela: um espaço em que é preciso criar.

Chegou a Galiza em 2011. Que, ou quem, te encaminhou para este lado do Atlántico?

De facto já estivem neste lado. Vivim na Inglaterra durante onze anos e antes, vim da Austrália. Conhecim um rapaz estupendo em Londres e decidimos procurar terra na parte verde da península ibérica para sermos auto-suficientes. Nom soubemos nada destes lugares mas pensamos no norte de Portugal, nas Astúrias e na Galiza e, por casualidade, assentamo-nos aqui, na Ribeira Sacra. Todo passou sem saber que é a Galiza. Nunca imaginei que me acabaria por apaixonar pola Galiza.

Jack mora na Ribeira Sacra, numha casa em metade do monte. Que te oferece esta forma de viver?

Silencia o ruído da vida moderna. Sem telefone, com pouca Internet, apenas tenho o trabalho das minhas mãos na horta, com as árvores, com a carpintaria e escrevendo. Tenho muito sorte de ter a vida que tenho. Umha chave é precisar menos: menos cousas e menos dinheiro. A vida que tenho nom é exatamente rural. É distinto. Nom tenho a aldeia, nom tenho vizinhas. É umha vida muita solitária, com a natureza e as minhas cadelas como companhia. Mas, gosto de compartilhar esta vida também. Sempre procuro boa gente que queira descansar através do trabalho físico por um tempo. Gosto de compartilhar a beleza deste lugar, compartilhar boa companhia, conversa, umha partida dum jogo talvez.

Em que momento decides falar galego e como é recebido polas pessoas que te rodeiam?

Desde o momento em que aprendim que há umha ‘idioma local’ tinha interesse nele. Nunca me arrependo de ter escolhido o caminho do galego em vez do espanhol. Experimentas um outra país, umha outra realidade quando falas galego. No começo muita gente arredor ria de mim — pensavam que era engraçado eu falar galego. Apenas tivem dous encontros desagradáveis com gente bem hostil ao facto de um estrangeiro valorando e falando o galego. Mas, hoje em dia, agora que falo melhor (pois, um pouco melhor), a maioria dxs galegxs nom me tratam especialmente. Som um galego-falante mais falando mal como as outras pessoas.

Jack escreve textos literários em inglês e este ano vai publicar um romance. Encoraja-nos a o ler?

Haha! Seria boa leitura para pessoas que quiserem continuar rebelando-se nestes dias de confusom e medo. É a aventura duma nena-trans de Londres que desperta encima duma massa de gelo flutuante e tem que atravessar um mundo estranho que criou sem ser consciente. Enquanto o mundo está a desfazer-se e cair no caos, ela procura o seu caminho e casa e o seu pai transfóbico.

Como foi a tua passagem para o galego internacional? Como te sentes instalado nele?

Resistim um tempo. O nosso primeiro encontro com umha realidade condiciona muito a maneira em que concebemos o que é. Assim, a normativa RAG consolidara para mim o que era o galego. E costumo ser resistente às ideias novas em geral! Tenho que ler muitos argumentos e gosto de ver dous ou mais lados antes de mudar ou decidir. Agora o meu problema é que nom estou contente com o meu nível de galego em geral. Vivo sem muita gente arredor e nom tenho quem com que praticar.

Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2030?

Quando cruzo ao sul do Minho visitando as terras portugueses tenho duas sensações raras. Primeiro, é um tipo de alívio ver toda as palavras escritas em galego. Nom tenho que fazer o traduçom interna e eterna de espanhol para galego. É mui lindo. Mas, segundo, vejo um idioma moderno, um instrumento de comércio com as palavras torcidas, distorcidas, e esvaziadas para vender merda que nom precisamos. Sei que, para o futuro do galego é preciso que se estenda a todos os ámbitos modernos das nossas vidas mas, ao mesmo tempo, o galego tem algo agora que pode perder. O galego está entre algumas pessoas, mui vivo, vibrante. Está autentico porque é um ato de rebeldia, de auto-definiçom, de desafio frente a umha idioma muito mais potente, o espanhol. E nunca quero perdermos este lume nas palavras. É umha contradiçom que ainda nom entendo muito bem. Que, no processo de estabilizar o idioma, seria possível perder algo da luz que leva dentro. Clarifico que nom estou tentando somar o que é o galego em geral nem o que será, apenas quero falar dum elemento lindo e frágil cara ao futuro.

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Conhecendo Jack Paris.

Um sítio web: Buf, nem ideia.

Um invento: palavras.

Umha música: Steindor Andersen: cantos tradicionais de Islândia, muitas austeras e simples mas profundas e cheias de sentido. Fascinante.

Um livro: Buf, difícil. Bem, por escolher um: Pour une morale de l’ambiguïté por Simone de Beauvoir.

Um facto histórico: Nom é um facto mas sempre me perguntava se os reis magos eram missionários budistas mandados por Ashoka, o imperador budista. Os tempos quase alinham perfeitamente. Especulaçom divertida, nada mais. Que outros sábios haveria viajando desde o leste naquele época?

Um prato na mesa: feijões e arroz do estilo de New Orleans (a cidade do meu pai).

Um desporto: Jogos de tabuleiro!

Um filme: A Torinói Ló por Bela Tar. Eu nom som um homem sombrio mas gosto dos filmes sombrios e nunca vim um filme mais sombrio que Il Torino Lo. Se alguém conhece um filme mais sombrio que este, escreva-me e saímos para tomar cervejas e conversar acerca de filmes sombrios.

Umha maravilha: O outeiro em fronte da minha casa em fevereiro ou março quando o urze está em flor.

Além de habitante da Ribeira Sacra?: Estou a aprender o acordeom e a musica tradicional galega. Quero crianças. Gosto de ler muito. Quero umha sociedade mais feminista e anti-racista. Temo a marcha de fascismo em Europa e nos estados unidos mais. É imprescindível agora lutar para termos futuro: um bom futuro.

 

Valentim Fagim

Valentim Fagim

Nasceu em Vigo (1971). Professor de Escola Oficial de Idiomas,licenciado em Filologia Galego-portuguesa pola Universidade de Santiago de Compostela e diplomado em História. Trabalhou e trabalha em diversos âmbitos para a divulgaçom do ideário reintegracionista, nomeadamente através de artigos em diversas publicações, livros como O Galego (im)possível, Do Ñ para o NH (2009) ou O galego é uma oportunidade (2012). Tem realizado trabalho associativo na AR Bonaval, Assembleia da Língua de Compostela, no local social A Esmorga e na AGAL, onde foi presidente (2009-12) e vice-presidente (2012-15). Também é académico daAGLP.
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VII edição do festival ‘Português Perto. Aquelas nossas músicas’

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De 6 a 10 de março decorrerá em Ourense a VII edição do festival ‘Português Perto. Aquelas nossas músicas’ organizado pola Vice-Reitoria do Campus de Ourense-Universidade de Vigo em colaboração com a Pró-Academia...

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Através Editora doa direitos de autor a Altair Galiza

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Altair Galiza recebe doaçom dos direitos de autor de mais dous livros da Através Editora.

A associaçom Tempos Livres Altair Galiza recebeu ontem da mão do presidente da AGAL, Eduardo Maragoto, um cheque polo valor de 304,33 euros, a soma da doaçom dos direitos de autor de dous livros do selo editorial da entidade reintegracionista, a Através Editora. Trata-se do livro lançado recentemente A imagem da Galiza em Portugal, de Carlos Pazos e outro de 2014, O Pequeno é Grande (A Agricultura familiar como alternati...

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Actualidade da Língua no PGL

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