
A paróquia oleirense de Santa Cruz acolheu até 1 de Abril as três jornadas de convívio, lazer e formaçom com as quais AGIR e BRIGA oferecêrom umha alternativa socialista para iniciarmos as férias de Primavera.
SEXTA-FEIRA 30 de Março
O trabalho conjunto à volta do acondicionamento do local de descanso e a juntança arredor dumha ceia foi o início dumha noite dedicada à dança e a música tradicional, numha repichoca que permitiu o diálogo e o conhecimento mútuo de jovens estudantes e/ou trabalhadoras/es militantes e simpatizantes das organizaçons estudantil e juvenil do MLNG.

SÁBADO 31 de Março
Adiantando o mais possível a hora de erguer-se, para nom retrasar demasiado o programa de actos na jornada mais densa, pugemo-nos em marcha com a única comida ao ár livre que nos permitiu o clima, frio e chuvoso, durante toda a Escola de Formaçom. Nov@s jovens aderírom nesta manhá a umha Escola que se adentra na sua parte mais formativa.

A manhám comezou com a intervençom da Responsável Assembleia de AGIR na Corunha, quem deu as boas-vindas e dirigiu umhas palavras acerca do desenvolvimento da Escola.

Continua:
Depois André Seoane ministrou umha palestra introduzindo umha análise histórica das luitas obreiras para desembocar numha interpretaçom marxista da actual correlaçom de forças de classe na Galiza. O companheiro, trabalhador do metal, aportou para o quaderno de formaçom editado com o galho desta Escola um extenso e enriquecedor texto que empregou de guia na sua conferência. Graças a esta, pudemos escuitar e debater qual o sentido mais apropriado para a intervençom social em chave nacional desde o envolvimento das forças vivas do Trabalho na emancipaçom que procuramos. Entre outros muitos pontos tocados, as transformaçons do aparelho produtivo, principalmente a terciorizaçom da economia galega no novo sêculo, permitírom que o companheiro reivindicasse a vigência do legado teórico-prático do socialismo numha sociedade que permanece ancorada e dividida polo princípio capitalista da propriedade privada dos meios de produçom.

Posteriormente, Daniel Lourenço, antigo Responsável Nacional de AGIR e um dos seus fundadores, achegou às e aos presentes um percurso dimensionado a través da história da autoorganizaçom estudantil, vincando no desconhecimento de precedentes modelos, como os havidos a começos do sêculo XX ou na época da chamada "transiçom espanhola". Para além de reflexionar sobre o papel do independentismo no movimento anti-LOU e as características fulcrais desta vaga contestatária que surgiu com a mesma intensidade com que se apagou, ofereceu mais umha vez a sua experiência combativa e militante nas aulas da Galiza ao longo de vários anos, principalmente orientada a encorajar o mantimento do modelo militante de AGIR como motor de agitaçom permanente contra a espanholizaçom e a mercantilizaçom do ensino. A palestra foi acompanhada de diverso material documental e fotográfico.
Após o jantar, continuamos de tarde com a intervençom de Carlos Morais, quem se debruçou, numha interessante achega ao mais tangível presente, sobre os novos modelos e procedimentos de intervençom da esquerda para discriminar a sua legitimidade, a sua conveniência e a sua validez. Em base a seis pontos específicos que justificam a luita na Galiza do sêculo XXI, propujo um debate focado sobre diferentes campos da realidade juvenil galega onde se reflectem as contradiçons do capitalismo neoliberal, e nas quais acha de importáncia estabelecer os pilares que conduzam à forma mais efectiva e conseqüente de luita.

Finalmente, as companheiras Rute Cortiço e Zéltia Fernandes intervinhêrom na palestra feminista debulhando as manifestaçons concretas do patriarcado no entorno e no interior da actividade militante. Partindo dumha crítica própria realizada em funçom de aspectos concretos nos quais se vissibiliza a adopçom reaccionária de roles de género, convidárom as e os presentes a opinar acerca dos temas sugeridos, tais como o paternalismo na militáncia, a divissom do trabalho na organizaçom revolucionária conforme a padrons sexistas, a restriçom do discurso feminista a eventos e datas concretas, etcétera...

A continuaçom, o conjunto d@s presentes deslocamo-nos a pé de praia para goçar dumha fraternal ceia que se complementou com umha noite de festa para aquelas/es a quem nom vencera o cansaço.
DOMINGO 1 de Abril
Acordamos com menos presa que a jornada anterior, dispost@s a realizar o habitual roteiro organizado nas Escolas de Formaçom. Aguardava-nos o castelo de Santa Cruz, onde se sedia o Centro de Extensom Universitária e Divulgaçom Ambiental da Galiza. Umha trabalhadora desta fundaçom pública guiou um percurso pola contorna da fortalezaa, relatando a história deste enclave involucrado na defesa da cidade de A Corunha. Declarado Bem de Interesse Cultural, foi propriedade do homem de Emília Pardo Bazám e do exército espanhol, para acabar hoje em dia em maos do Concelho de Oleiros.

Esta visita guiada permitiu-nos também conhecer a flora exótica e nacional protegida na ilha, assim como a única habitaçom que conserva vestígios do passado no prédio, por mor do espólio efectuado polo exército quando vendeu o mesmo.
De regresso à zona de "acampada" enfrentando-nos contra a maré de chuva que caia, organizamos o derradeiro jantar após o qual iniciamos a recolhida e limpeça das instalaçons ocupadas durante mais de 48 horas.

A assistência de nov@s companheir@s de novas comarcas do País, a participaçom dumha alta percentagem da militáncia de ambas organizaçons e a força da camaradagem figérom com que goçássemos duns dias fantásticos.
Já em 2008 chegará a V Escola de Formaçom da juventude do MLNG, no que será um fito importante, e de certo que alargado com novos rostos e combates. Até entom, BRIGA e AGIR continuarám dinamizando a organizaçom da mocidade galega, comprometendo-nos a dar o melhor exemplo de compromisso com a luita como único caminho para a consecuçom da emancipaçom nacional, social e de género desde as aulas, as ruas, os centros de trabalho e os bairros da nossa pátria.
Adiante a mocidade organizada!
A luita é o único caminho!