
Os manifestantes, nun número superior aos dez e inferior aos quince, portaban un extranho lema, que despóis de consultar (un servidor) os gugles pertinentes, resultou en ser unha tele-serie portuguesa, "Floribella". (AlfredoBilas's Fotolog, Baila o friki-friki).
O lema escolhido para a celebração do segundo Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata (DdoOLeR’08), A Nossa Língua ‘Floribella’ em Portugal, parece ter produzido certa estranheza entre próprios e estranhos.
Talvez o susodito lema merecesse uma explicação e talvez melhor teria sido dá-la com antecedência ao 25 de Maio mas, por falta de tempo (ou excesso de trabalho), não foi possível fazê-lo antes.
Quando se completa um mês desde a celebração (com festa e mani-festa-ação) do II Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata e VIII Dia Internacional da Toalha (e a onze meses vista do DdoOLeR’09 e IX Dia Internacional da Toalha) damos, por fim, a devida explicação. Melhor tarde do que nunca, não é?
Continua:
Evidentemente, A Nossa Língua ‘Floribella’ em Portugal é uma tunação da tantas vezes citada frase de Castelao "a nossa língua está viva e floresce em Portugal" (Sempre em Galiza, Livro II, Cap. XXIV). Isto dispensava ser explicado.
Mas no nosso lema o “está viva e floresce” da frase original é todo condensado numa única e esquisita palavra: “Floribella”.
Floribella é o título duma telenovela que, em diferentes versões locais do formato argentino original (Floricienta), é exibida em diversos países do mundo, entre os quais Chile, Brasil e Portugal (Vid. Floribella chilena, brasileira e portuguesa).
Na Floribella portuguesa o papel protagonista é interpretado pola atriz e cantora Luciana Abreu, nascida em 25 de Maio e escolhida como musa do II Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata (DdoOLeR’08) devido a esta circunstância.
Floribellar poderia ser também um verbo tipo sulibeyar, almareyar ou reverbereyar, verbos da primeira conjugação conjugados todos eles polo músico, compositor e cantor nicaraguano Carlos Mejía Godoy nos seus celebérrimos Perjúmenes de mujer. “Floribella” viria sendo, portanto, a terceira pessoa do singular do presente de indicativo do verbo “floribellar” (= estar viva/o e florescer).
«...a nossa língua está viva e floresce em Portugal, falam-na e cultivam-na mais de sessenta milhões* de seres que, hoje por hoje, ainda vivem fora do imperialismo espanhol.» (A. R. Castelao, Sempre em Galiza, Livro II, Cap. XXIV)
Ou, dito por outras palabras, A Nossa Língua ‘Floribella’ em Portugal!!!
* “Hoje por hoje” esses “seres” superam já a cifra dos 230 milhões (Vid. CPLP).
Escrito às 18:45:21 nas castegorias: Principal
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