
O passado 25 de Abril, abria as suas portas o centro social corunhês Gomes Gaioso. Eis a crónica.

As jornadas de inauguraçom começárom às 19 horas e ao longo da tarde foi passando polo rés-do-chao da Marcóni numeroso pessoal que chegou a lotar o local.

Um rico leque de petiscos elaborados por um grupo de amig@s do centro social espaireceu os bandulhos d@s mais esfamiad@s, enquanto outr@s preferiam distrair-se jogando aos matraquilhos ou conversando.

Vizinhança, gente do mundo da cultura, jovens vindos de diferentes pontos da comarca e representantes de diferentes colectivos e associaçons corunhesas desfrutárom ao longo do fim-de-semana desta grande festa organizada no Gomes Gaioso.
Já às 22.00 horas dava começo o concerto dos Trapalhada e Ultraqans na Sala Ínox. Os rapazes de Trapalhada enchêrom a noite com os seus ritmos de ska-punk perante um animado público que nom deixou de dançar durante todo o concerto.


Na metade do concerto um membro da Gestora do Gaioso agradeceu o apoio que a inauguraçom do novo centro social tivera, informou do resto do programa e lembrou a necessidade de continuar a criar espaços de construçom nacional como o que surgia nesse dia na cidade.

Os Ultraqans fôrom os encarregados de encerrarem a festa com o seu carácterístico som de spiz-folque. Antes de finalizarem o concerto, o Antom, baixista do grupo e sócio do Gaioso, tivo umha palavras de recordo para o companheiro Carlos Cela, amigo do nosso centro social, o qual sempre colaborou com multidom de iniciativas para fazer possível o que daquela era um simples debuxo. Deste humilde meio de comunicaçom também queremos deixar constáncia das saúdades que temos do nosso inestimável amigo, preso polo polo irracional e repressor Estado espanhol, Carlinhos queremos-che na casa agora!!

O sábado 26 de Abril começou cum jantar popular às 14.30 horas. Empadas, sanduíches, tortilhas, patacas fritas... servidas no quarto traseiro ajuntárom um ror de gente vinda de toda a Galiza que falava em grande algaravia.

Ao jantar seguiu a foliada: pandeiretas, gaitas e danças galegas amenizárom a sobremesa. Desta volta, além de música, a cultura galega ensopou o ambiente e brilhou em todos os recunchos. Dous regueifeiros aliciárom-nos com o seu engenho e figérom-nos reafirmar na necessidade da existência de lugares como o Gomes Gaioso para que a juventude corunhesa poda continuar a viver as ricas expressons culturais galegas negadas e marginadas polas autoridades locais.


Após o impressionante duelo entre Filipe de Dodro e Josinho de Teixeira, Afonso Mendes em nome Gestora dirigiu umhas palavras de agradecimento a todas as pessoas que colaboraram com o local e fijo-se-lhes entrega de umha camisola e de um cachecol editadas polo centro.

Finalmente um concerto de Nelson Quinteiro, conhecido artista corunhês, e os rapeiros Nitram e Gende fechárom a inauguraçom surpreendendo aos presentes pola qualidade das suas actuaçons e demonstrando como este povo continua de umha perspectiva contemporánea a realizar música de primeira qualidade em galego-português, apesar da falta de apoio e da marginaçom que sofre.


A festa oficial acabou aqui, no entanto, nom foi até à 1.30 que foi possível fechar pois o local continuou cheio todo a noite.
Contamos convosco para que este projecto continue avante para pormos cada um/ha de nós o nosso graozinho de areia para atingirmos essa Galiza ceive vermelha e lilás que tod@s sonhamos.
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Estamos na Rua Marconi, 9 rés-do-chao [Atochas-Monte Alto] - Corunha (Galiza).
Abrimos de segundas a domingos de 19h00 a 23h00.
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