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Portal "galizalivre.org" enceta percurso polos CS nom urbanos com Aguilhoar

Portal "galizalivre.org" enceta percurso polos CS nom urbanos com Aguilhoar

30-01-2008

O nosso centro social é objecto de uma larga entrevista no portal de informação crítica galizalivre.org

A entrevista faz parte de uma série de reportagens do citado portal por forma a dar voz às iniciativas populares que estão a aparecer polo país a frente, designadamente àqueles que eclodiram na Galiza não urbana e que porventura contradizem um dos pré-conceitos clássicos que rodeiam o movimento soberanista galego que é aquele do seu carácter eminentemente urbanos.

Após esta entrevista iniciática virão outras e ver-se-á como o país contesta os anseios isolacionistas de Espanha, com o trabalho arréu d@s galeg@s que trabalham nos Centros Sociais por uma Galiza Livre e Solidária.

Avante com os Centros Sociais!

Escrito às 17:09:04 nas castegorias: Movimentos Sociais
por aguilhoar Email , 129 palavras, 171 visualizaçons   Português (GZ)   Chuza!

2 comentários

Comentário de: Ernesto Y bT Lobo [Visitante] Email
Assunto: O Galego do Século XXI é o Português como já o era no século IX a imposição do contrário é divisionismo e neocolonialismo castelhano.

Os portugueses são uma parte do povo galego que se tornaram independentes do reino de Leão que na altura ocupava a Galiza.
O cidadão Galego Dom Afonso Henriques libertou do reino de Leão parte da Galiza ( a sul do rio Minho) e a essa parte deu-lhe o nome de Portugal em homenagem a uma antiga localidade perto da cidade do Porto que se chamava Portos Cale.
Tornou-se o primeiro rei de Portugal com a capital na cidade de Guimarães. Só muito mais tarde depois da conquista de Lisboa aos mouros a capital passou para esta cidade.
Os territórios da Galiza a sul do rio Minho são hoje as seguintes províncias portuguesas: Minho (capital Braga), Trás-os-Montes (capital Bragança),Douro (capital Porto), Beira Alta (capital Guarda), Beira Baixa (capital Castelo Branco), Beira Litoral (capital Coimbra).
A palavra “Beira” significava fronteira com os territórios mouros, ou seja o fim do extremo sul da Nação Galega.
Depois estes galegos do sul começaram-se a chamar de portugueses de forma a se destinguirem dos outros galegos a norte do rio Minho que estavam ocupados pelo reino de Leão.
Conquistaram a sul para lá das “Beiras” as terras aos mouros formando o Portugal moderno de hoje. Aos mouros foram conquistadas as seguintes províncias portuguesas: Extremadura (capital Lisboa), Ribatejo (capital Santarém), Alto Alentejo (capital Évora),Baixo Alentejo (capital Beja)e o bisneto de Dom Afonso Henriques, o rei Dom AfonsoIII conquistou o Algarve (capital Faro). O rei Dom Fernando de Portugal ainda libertou temporariamente a Galiza a norte do rio Minho. Mais tarde descobriram as ilhas dos Açores e da Madeira desabitadas e povoaram-nas.
Por isso portugueses e galegos têm a mesma origem não só linguisticamente como têm a mesma matriz humana. São o mesmo povo original do extremo norte da península ibérica.
A única diferença é que uns mais a norte passaram do domínio do reino de Leão para a colonização castelhana enquanto outros a sul seguiram um destino independente, conservando e aperfeiçoando a sua língua e desenvolvimento humano.
Os galegos do sul independentes que entretanto passaram-se a chamar portugueses. Depois de conquistarem as terras aos mouros na península, expandiram-se mantendo por séculos a soberania em vários territórios do mundo:
1- Norte de África: Aguz, Alcácer-Ceguer, Arzila, Azamor, Ceuta (hoje espanhola), Mazagão, Mogador, Safim, Agadir, Tânger e Ouadane.
2- África Subsariana: Gana, Senegal, Angola, Guiné, Guiné Equatorial, Benim, Melinde, Mombaça, Moçambique, Quiloa, Arguim, Ilha Ano Bom, Cabinda, Cabo Verde, São Jorge da Mina, Ilha Fernando Pó, Costa do Ouro Portuguesa, Fortaleza de São João Baptista de Ajudá, São Tomé e Príncipe, Socotorá,Zanzibar, Ziguinchor, Congo, Zâmbia, Camarões, Gâmbia e zimbabwe.
3- Ásia Ocidental: Bahrein, Ormuz, Mascate e Bandar Abbas.
4- Subcontinente Indiano: Canacor, Chaul, Chittagong, Cochim, Cranganor, Ceilão, Laquedivas, Maldivas, Baçaim, Bombaim (Mumbai), Calecute, Hughli, Nagapattinam, Paliacate, Coulão, Salsette, Masulipatão,Mangalore, Surate, Thoothukudi, São Tomé de Meliapore e Estado Português da Índia ( Goa, Diu, Damão, Dadrá e Nagar-Aveli).
5- Ásia Oriental: Bante, Flores, Macau, Macassar, Malaca, Molucas, Amboina, Ternate, Tidore, Nagasaki (no Japão cidade fundada pelos portugueses em 1571) e Timor.
6- América do Norte: Terra Nova, Labrador e Nova Escócia.
7- América Central e Sul: Brasil, Barbados, Guiana Francesa e Cisplatina (Actual Uruguai na época portuguesa a capital era Sacramento ,hoje conhecida por Colónia de Sacramento, cidade fundada e povoada tanto por pessoas como até animais domésticos originários do Minho do norte de Portugal).
Estes galegos do sul independentes criaram um dos maiores impérios do mundo. Hoje são vários os países onde se fala o português.
A língua portuguesa que é o galego do século XXI, com mais de 215 milhões de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. É o idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau e Timor-Leste, sendo falada no Ex-Estado Português da Índia (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli)e Guiné Equatorial (A partir de Dezembro de 2007 língua oficial), além de ter também estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana.
Há ainda por todo o mundo milhões de falantes como em África, América central, Ásia e Oceânia de vários criolos que usam as palavras portuguesas embora com fórmulas gramaticais diferentes. São perfeitamente entendíveis.
A língua Galega/Portuguesa considera-se com a matriz formada a partir do século IX, como resultado da assimilação do latim vulgar falado pelos conquistadores romanos a partir do século II d.C.
Na península Ibérica foi língua culta mesmo fora da Galiza e de Portugal como nos reinos vizinhos de Leão e Castela. Escrevendo em galego/português, por exemplo, o rei castelhano Afonso X o Sábio, as suas "Cantigas de Santa Maria". A sua importância foi tal que se considera a segunda grande literatura durante a Idade Média só depois do Occitano.
Na península Ibérica a língua galega/portuguesa esteve estável e comum a Portugal e Galiza mais de setecentos anos de existência oficial como língua culta e plena, mas as derrotas que os nobres galegos sofreram ao tomar partido pelos bandos perdedores nas guerras pelo poder em finais do séc. XIV e princípios do séc. XV provoca a colonização da nobreza galega e a dominação castelhana, levando à opressão e ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua até finais do século XIX na Galiza. São os chamados "Séculos Escuros". O galego/português de Portugal, por seu lado, durante este período gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora da colonização e do domínio linguístico castelhano..
Há quem defenda em Espanha que o galego deve ser o português arcaico e não o moderno. Esses defensores querem acabar com a cultura galega. Eles sabem que o português arcaico não tem condições de se impor, não representa nem é capaz de expressar o pensamento e as evoluções tecnológicas actuais. Pelo contrário o galego genuíno e moderno é uma mais valia para todos os galegos e para a própria Espanha. Os galegos passam a ser bilingues "Hablando" o idioma do colonizador o castelhano e "Falando" a língua dos seus pais o galego/português. Com isso passam a falar com mais de 700 milhões de falantes nativos em todo o mundo. Esta é a grande vantagem que os galegos têm em relação às outras línguas minoritárias peninsulares catalã e basca. Os Galegos têm como língua materna o 3º idioma ocidental. Os deputados galegos podem falar o galego do século XXI no parlamento Europeu mas não no espanhol. Isso é humilhante para um povo e é o pior que existe numa colonização.
Para a recuperação da língua galega oprimida há séculos é imprescindível a transmissão de rádios e televisões portuguesas em canal aberto em toda a Galiza e municípios falantes do galego das Astúrias e Castela Leão. Ensino escolar obrigatório do galego do século XXI e a televisão galega deixar de falar em português arcaico. O português mediaval não tem qualquer utilidade nos tempos modernos. Os galegos têm o direito de falar a língua dos seus pais actualizada e não de forma mediaval e castelhanizada como o Estado espanhol através da tv da Galiza promove. Não se compreende porque alguém com responsabilidades no Estado Espanhol tem receio que os galegos falem a sua língua materna actualizada e com expressão mundial. Há quem tente criar um “galeguito” a partir do português mediaval. Esse “galeguito” morrerá sem expressão e insistir nele é destruir a cultura galega definitivamente depois de tantos anos de opressão.
É fundamental o galego ser actual. Será o encontro dos galegos com as suas origens e ganham em simultâneo um poderoso meio de comunicação quer a nível cultural como comercial, que ajudará a crescer a Galiza neste mundo globalizado.
Só assim se respeita a dignidade do povo galego e a própria Espanha se beneficia. O rei Dom João Carlos viveu a sua infância em Portugal, primeiro aprendeu a falar bem português e só depois castelhano. Contudo é rei de Espanha.
Os galegos não deixam de pertencerem ao Estado Espanhol por falarem a língua dos seus pais actualizada. Agora atitudes de neocolonialismo, adulterarem, falsificarem a língua com receio do crescimento da Nação Galega é que não.
Na cultura galega respeita-se os mais velhos e a Nação Galega merece ser respeitada quanto mais não seja por ser mais velha do que o próprio Estado Espanhol.
Pela dignidade do povo galego.


09-02-2008 @ 02:57
Comentário de: Clarice Zamonaro Cortez [Visitante] Email · http://www.ple.uem.br
Sou brasileira e professora universitária, residente no sul do Brasil. Leciono Literatura Portuguesa e pesquiso a literatura medieval, , poesia e prosa. Vaijei várias vezes á Galícia e tenho verdadeira paixão pela língua que leio nos textos e ouço falar nas cidades galegas, é claro, atualizada.
Quero parabenizar o empenho da AGUILHOAR pelo movimento de conservação e atualização da língua galega. Vou acompanhar de perto os encaminhamentos.
Atualmente, venho procurando um curso de galego aqui no sul do Brasil (Paraná) porque desenvolvo pesquisa sobre a simbologia da fauna e da flora nas cantigas de amigo, em nível de pós-doutoramento e pretendo residir por uns meses na Galícia.
Deixo o meu apoio sincero para que o movimento tenha o sucesso merecido.
Umha aperto!
Profa. Dra. Clarice Zamonarr Cortez
22-02-2008 @ 15:14

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