CCCV - Cine Clube Carlos Varela 1945-1980

CCCV - Cine Clube Carlos Varela 1945-1980

25-12-2006



Sessão de encerramento do «CinemGalego» próxima quarta, 27 de Dezembro, pelas 21h30

A Esmorga Blogue.- A primeira e bem sucedida edição do «CinemGalego», organizado pela Comissão de Cinema da Esmorga, toca ao seu fim com uma espectacular sessão de encerramento, a projecção na cidade das Burgas do «Cine Clube Carlos Varela», um documentário de Ramiro Ledo Cordeiro realizado a partir do material gravado por Carlos Varela Veiga nos anos 70 do século passado.

Continua:

O realizador luguês Carlos Varela, falecido prematuramente em 1980, gravou em mais de 24 horas de fita um material para a história e a memória referente à Galiza mais comprometida dos anos 70, o chamado movimento nacional-popular. Uma época, a década de 70, que conhece bem o convidado que acompanhará a exibição do filme, José Manuel Nozeda, «Rube», militante da UPG e actualmente vereador do BNG na Câmara Municipal de Barbadás.

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Ficha Técnica

- Cine Clube Carlos Varela 1945-1980»

Direcção, Guião e Montagem: Ramiro Ledo Cordeiro.

Produção Executiva: Margarida Ledo Andión.
Pós-produção de Som: Cristina Morquillas.
Pós-produção: Gaspar Broullón, Miguel Fernández.

Documentação: Ramiro Ledo Cordeiro.
Desenho Gráfico: X. Carlos Hidalgo Lomba.
Câmara dos Insertos: Ramiro Ledo Cordeiro.
Transferências Super 8-DVD: Ophiusa, CGAI.
Transferências Super 8-MiniDVD: CGAI.

Duração: 1 h. 06 min.

Sinopse: Em 20 de Agosto de 2005 fizeram-se vinte e cinco anos do passamento de Carlos Varela Veiga, «salvo algum trabalho do cineasta Carlos Velo, o único realizador galego de cinema militante» (Xosé Paz). Cineclubista de base na animação e na direcção do Cine Clube Valle-Inclán de Lugo desde 1971, a seguir cineasta, admirador de Joris Ivens, Eisenstein, Dovjenko, Santiago Álvarez, Dziga Vertov, Jorge Sanjinés, a sua figura fica no esquecimento do povo galego, paradoxalmente órfão de imagem colectiva num cinema próprio até se ver reflectido no celulóide de Carlos.

Carlos percorreu Galiza inteira detrás da sua câmara de cinema para fazer a crónica do movimento nacional-popular galego, mas deixou uma esteira de trabalho exemplar na fotografia, na cerâmica, no desenho, no desenho gráfico, no mural, no trabalho com macramé. Fundou e dirigiu em 1975 «Nós» Cinematográfica Galega.

Quando na França do Maio de 1968 se filmou em 16mm.; quando no 1977 de Jove, Baldaio ou a luta contra a quota empresarial Llorenç Soler veio da Catalunha gravar, também em 16mm., O monte é nosso ou A auto-estrada, uma navalhada à nossa Terra, Carlos não deixou que a falta de meios materiais o impedisse na urgência de registar com força no seu modesto súper8 a luta de um povo por se libertar da opressão colonial exercida pelo centro estatal, primeiro, e pelo centro mundial ao tempo. Filmando, fazia bom o Godard do Outono de 1978: «É a realidade: faz-se o que se pode, não o que se quer. Embora isso, tenta-se fazer o que se quer com o poder que se tem (...) e isso não significa em absoluto dobrar-se, bem ao contrário, significa reforçar-se e flexibilizar-se».

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Escrito às 00:11:20 nas castegorias: Eventos, Cinema
por A Esmorga Email , 516 palavras, 274 visualizaçons   Português (GZ)   Chuza!

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